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Aos 90, imigrante faz renascer o cultivo de chá no interior de SP

Por Maya Santana

Elizabete Ume Shimada acorda todos os dias antes de o sol raiar

Elizabete Ume Shimada acorda todos os dias antes de o sol raiar para preparar as mudas

Maya Santana, 50emais

O que chama a atenção nesta reportagem de Néli Pereira para o site da BBC Brasil é o entusiasmo com que a nonagenária imigrante japonesa fala de seu trabalho na plantação de chá da família, no Vale do Ribeira, interior de Sâo Paulo. Elizabete Ume Shimada é um exemplo perfeito da chamada velhice ativa. Os anos passam, deixando suas marcas, mas Elisabete segue em frente, acordando todas as manhãs antes de o sol despontar. E logo começa a trabalhar na plantação de chá. Há dois anos, depois de recuperar a área de plantio, ela lançou o “Obaatian – O Chá da Vovó.” Desde então tem um sonho: que a sua xará, a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, prove do chá que produz.

Leia a reportagem:

Aos 90 anos, dona Elizabete Ume Shimada gosta de ver o amanhecer “na roça”. Por isso, acorda antes do sol raiar e já vai para a plantação de chás, onde prepara as mudas e ainda colhe manualmente as folhas para uma produção de pequena escala, mas que vem promovendo a retomada do plantio em Registro, no interior de São Paulo – cidade que já foi conhecida como a “capital do chá” no Brasil.

Em 2014, depois de quatro anos de intervalo sem ter para quem vender o chá preto produzido há duas gerações na sua família, dona Shimada – ao lado dos seis filhos, com 13 netos e seis bisnetos – recuperou a plantação de chá então tomada por pragas, investiu em uma produção independente e lançou, em 2015, o Obaatian – O Chá da Vovó.

O sonho de Elisabete é que a rainha da Inglaterra, sua xará, prove de seu xá

O sonho de Elisabete é que a rainha da Inglaterra, sua xará, prove de seu xá

A produção de apenas 20 quilos mensais é pequena, mas promissora, e já ajudou a incentivar outros produtores da região do Vale do Ribeira, onde fica Registro.

Desde que voltou a plantar o chá, que ocupa um quarto dos dez hectares do Sítio Shimada, ela viu ressurgir o interesse pelo produto na região, além de ter desfilado, neste ano, como destaque de um bloco de Carnaval cujo samba enredo era justamente a relação da cidade – que tem uma folha de chá desenhada na bandeira – com o produto trazido pelos japoneses.

Carismática, dona Elizabete recebeu a BBC Brasil na casa de um dos seus filhos no bairro da Aclimação, em São Paulo. Apesar de não se lembrar de onde veio a semente que iniciou a plantação da família há 85 anos, tem um sonho grande: quer que o chá da Elizabete chegue à “xará” inglesa. “Eu queria muito que a rainha Elizabeth tomasse o chá da Elizabete, de Registro”, disse ela.

Se o sonho é chegar à Inglaterra, pelo menos no Japão o chá do Sítio Shimada já aterrissou. A história do chá da “Obaatian” (“vovó”, em japonês) chamou a atenção de empresários do país, que a convidaram, em 2015, para contar como foi o processo de recuperação da plantação em um evento internacional sobre o produto, o Japanese Black Tea Festival.

“Muita gente chorou, sabe? Ficaram emocionados com a história do meu chá”, conta ela, orgulhosa. Clique aqui para ler mais.
Tristeza

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2 Comentários

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Marcy 27 de abril de 2017 - 12:19

Ja sabia desta história através da minha amiga japonesa Mariza que esteve em Registro e visitou a plantação de chá da dona Elizabeth. Ela faz tudo sòzinha, tendo auxilio de voluntários apenas durante a colheita do chá.
Bela matéria!

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Aos 90, imigrante faz renascer o cultivo de chá no interior de SP | JETSS – SITES & BLOGS 25 de abril de 2017 - 20:13

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