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Aos 91, morre nossa mais implacável crítica teatral

Por Maya Santana

A carioca Barbara Heliodora era uma das maiores conhecedoras de Shakespeare

Barbara Heliodora era uma das maiores conhecedoras de Shakespeare

A carioca Bárbara Heliodora morreu esta manhá, deixando um legado de rigor e credibilidade no exercício da crítica teatral. Alguns atores chegavam a tremer em cena quando percebiam que a velha senhora estava na plateia. Reagiam assim temendo seu veredito implacável.

Leia o artigo de O Globo:

A crítica teatral Barbara Heliodora morreu na manhã desta sexta-feira, no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio, onde estava internada desde março. A crítica de teatro tinha 91 anos. Nascida em 29 de agosto de 1923, filha de uma poetisa, Anna Amélia Carneiro de Mendonça, e do historiador Marcos Carneiro de Mendonça, a crítica teatral e tradutora Barbara Heliodora se transformou em uma das maiores conhecedoras da obra de William Shakespeare no Brasil.

A paixão pelo escritor inglês começou na infância, aos 12 anos, após ganhar da mãe o primeiro volume das obras completas do dramaturgo. Ela costumava dizer que Shakespeare foi um grande e bom amigo ao longo dos anos. Barbara estudou e se formou nos anos 1940 em literatura inglesa no Connecticut College, nos Estados Unidos. Aos 35 anos, iniciou a carreira no jornalismo, no jornal Tribuna da Imprensa, entre outubro de 1957 e fevereiro de 1958. Na época, amigos do teatro “O Tablado”, insistiram para que ela escrevesse sobre o mundo teatral que ela tanto admirava.

‘Dama de Ferro’

Foi no Jornal do Brasil, onde trabalhou até 1964, que sua carreira conquistou respeito e seriedade pelo conhecido rigor dos seus artigos e críticas. Ela era responsável pela resenha de teatro do jornal. A classe teatral brasileira se referia a ela como a “Dama de Ferro”. Nos teatros, gostava sempre de sentar nas primeira fileiras para assistir aos espetáculos. Em 2013, em entrevista ao programa Starte, da Globonews, ela contou que já tinha visto mais de 3.500 espetáculos teatrais.

Entre 1964 e 1967, em plena ditadura militar, ela assumiu a direção do Serviço Nacional do Teatro. Barbara também deu aulas no Conservatório Nacional de Teatro e no Centro de Letras e Artes da Uni-Rio, onde se aposentou em 1985. Clique aqui para ler mais.

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