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Aposentadoria: quanto tempo vou ter que trabalhar a mais?

Por Maya Santana

duas grandes interrogações estão na cabeça do trabalhador brasileiro: Quanto tempo a mais vou ter que trabalhar para acessar o benefício e qual o valor que receberei na aposentadoria?

Duas grandes interrogações estão na cabeça do trabalhador brasileiro: Quanto tempo a mais vou ter que trabalhar para acessar o benefício e qual o valor que receberei na aposentadoria?

Vânia Cristino, 50emais

Diante da proposta de reforma da previdência social colocada na mesa pelo governo, acredito que duas grandes interrogações estão na cabeça do trabalhador brasileiro: Quanto tempo a mais vou ter que trabalhar para acessar o benefício e qual o valor que receberei na aposentadoria? Certo? Vou tentar responder a essas dúvidas, tendo como base o texto encaminhado para negociação ao Congresso Nacional.

Primeiro, as novas regras vão pegar em cheio homens e mulheres ainda jovens, mas que já estão no mercado de trabalho, o que significa homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos. Para esses, a proposta do governo assegura a aposentadoria, no regime geral (INSS) aos 65 anos de idade com, no mínimo, 25 anos de contribuição.

E qual o valor do benefício? O valor da aposentadoria corresponderá a 51% da média dos salários de contribuição, acrescidos de um ponto percentual para cada ano de contribuição a mais, até o limite de 100%, o que vai dar os tais 49 anos de contribuição para se alcançar o valor máximo, hoje em R$ 5.531,31. Portanto, quem se aposentar lá na frente contanto com os mínimos 25 anos de contribuição receberia, com base no teto de hoje, R$ 2.820,96.

Vânia Cristino é jornalista especialidade

Repórter de economia deste 1979, vencedora do prêmio Esso de jornalismo em 2009, Vânia Cristino é especialista na área de previdência e trabalho

Transição
Para os trabalhadores que estão no meio do caminho, ou seja, já contam com 50 anos de idade (homem) e 45 anos de idade (mulher) o governo propõe uma regra de transição, o que significa que eles não terão que cumprir nem o novo tempo cheio (49 anos de contribuição) nem a idade de 65 anos para se aposentar.

Nesse caso eles serão enquadrados numa regra diferente que prevê um adicional equivalente a 50% do tempo que, na data de promulgação da emenda constitucional, faltaria para atingir o tempo de contribuição hoje exigido e que é de 35 anos para o homem e de 30 anos para a mulher. Essa hipótese vale para a aposentadoria por tempo de contribuição que existe hoje, sem idade mínima.

Para a regra de transição ficar clara nesse caso, é sempre bom dar um exemplo. Vamos supor que o governo consiga aprovar a proposta esse ano e que, na data de sua promulgação, falte dois anos de contribuição pela regra antiga para o trabalhador com mais de 50 anos de idade. Ao invés de trabalhar mais dois anos, esse trabalhador terá que trabalhar três.

Já para a aposentadoria por idade, concedida hoje aos 65 anos para o homem e 60 anos para a mulher para aquele trabalhador que não consegue comprovar todos os 35/30 anos de contribuição, a lógica é a mesma. O tempo mínimo de contribuição exigido pelas regras atuais, de 15 anos, sofrerá acréscimo de 50% do tempo que, na data de promulgação da emenda constitucional, faltaria para atingir o número de meses de contribuição exigido.
Para um contribuinte nessa situação, que chegue na reforma faltando cinco anos de contribuição, ele terá que contribuir por um total de sete anos e meio. Espero ter sido clara. Aguardo a manifestação dos queridos leitores. Até breve.

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Se você tem alguma dúvida com relação à Previdência Social, escreva para Vania Cristino: vania.cristino1@gmail.com

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