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Embora longo, Aquarius é um bom filme. Sonia Braga brilha

Por Maya Santana

A atriz Sônia, 66, dá um show de interpretação

A atriz Sônia Braga, 66,numa cena do filme de Kleber Mendonça Filho

Elisa Santana

Assistir ao filme Aquarius vale por vários motivos. Destaco aqui três que saltam aos olhos de quem vê e que muito me chamaram atenção: a história aparentemente simples da vida de uma jornalista e critica de música recifense, vivida por Sonia Braga. Começando nos idos de 70 e trazida para os dias de hoje, é entremeada pela luta e pelo direito de continuar morando em um edifício cheio de histórias pertencentes à ela, num dizível toque que guardar memórias é uma necessidade.

O viés político/econômico do poder vigente das construtoras, no fundo, é só uma continuação do Coronelismo que sempre tomou conta do nordeste e aparece travestido de uma modernidade duvidosa.

E o poder da mulher, que quando resolve poder, pode. Sonia Braga arrasante tanto pela atriz que é e mostra isso na personagem que representa, quanto pela beleza e elegância que, aos 66 anos, traz estampadas na figura, nos gestos e movimentos. Alguns minutos a menos e o filme seria perfeito.

De qualquer forma, Aquarius (let the sunshine in) é um filme para, nos dias de hoje, se sorver às talagadas.

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