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Artes marciais: perfeitas para quem já passou dos 50

Por Maya Santana

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A sensei Eni Fantini, 80,destaca o bem que a prática faz

Li essa reportagem de Lilian Monteiro para o Estado de Minas e fiquei realmente entusiasmada. Sempre admirei quem pratica artes marciais, que não têm mais aquele caráter bélico. Praticadas hoje por pessoas que buscam harmonia entre corpo e mente, são “apontadas como atividades perfeitas para quem já passou dos 50, 60 e até dos 70 anos”, porque dão energia e atuam na prevenção de doenças. Kung fu, caratê, aikido, jiu-jítsu e tai chi chuan: você pode escolher a que melhor lhe convém.

Leia:

A ideia é assumir o papel de guerreiros em busca da saúde e do bem-estar. No século 21, com o turbilhão do cotidiano, o ritmo frenético e o estresse galopante, para ter qualidade de vida é preciso se transformar em verdadeiros samurais, comprometidos com a mente e o corpo sãos. Se, num primeiro momento, parece estranho, saiba que as artes marciais são apontadas como atividades perfeitas para quem já passou dos 50, 60 e até dos 70 anos… É isso mesmo! Kung fu, caratê, aikido, jiu-jítsu e tai chi chuan praticadas com o devido cuidado são garantia de vitalidade e prevenção de doenças.

Desenvolvidas originalmente como métodos de autodefesa, as artes marciais assumiram, ao longo da história, diversos papéis. Já não são treinamentos para guerreiros em conflitos. Hoje, são vistas (principalmente no mundo ocidental) como esporte, e praticadas por estética. Com tradição milenar, jamais perderam a essência da defesa pessoal e o enfoque na formação do ser humano. É uma filosofia de vida.

Sensei Alcino Lagares, 67, praticando do aikido

Sensei Alcino, 67,

Nos dias atuais, com vilões como o sedentarismo, a obesidade, as disfunções alimentares e a depressão, as artes marciais, não só como atividade física, são cada vez mais importantes para quem deseja uma existência saudável, com corpo, alma e espírito em sintonia.

Do Rio de Janeiro, o sensei Naoyuki Hirakawa, graduado em vários estilos de caratê, muito respeitado no meio e não só no Brasil, diz que, “com várias direções e movimentação diferente o corpo fica equilibrado e desenvolvido. Não se escolhe lado numa luta. A arte marcial de verdade, diferentemente do esporte, é equilíbrio, não tem preferência por golpe”. Com seus 71 anos, cerca de 1,50m e não mais que 50 quilos, parece incrível, mas Naoyuki controla com facilidade pessoas com o dobro do seu peso. “As artes marciais são bem antigas. Então, para que treiná-las no mundo moderno? Metade da minha vida fui fanático. Com o tempo e a idade, entendi para que elas servem nos dias de hoje. No treinamento há confronto, mas antes do contato físico tem o mental. Sem isso seria apenas força bruta. Elas começaram junto com o pensamento budista, têm ligação com o budismo antigo e, por isso, é uma filosofia rica e profunda, que traz saúde. As artes marciais oferecem equilíbrio mental e proporcionam estabilidade emocional. Não dá para esquentar a cabeça à toa.”

EXEMPLO

Os benefícios chegam não só num corpo em forma, mas protegido (ou mais resistente) a doenças e com ganho extra de flexibilidade, elasticidade, agilidade. Enfim, tudo que fará diferença para melhorar o dia a dia. As artes marciais atuam tanto no lado físico quanto no psicológico. Na China, elas são usadas há séculos como exercícios para a saúde, respeitando a particularidade da idade. As lutas, cada uma com suas características, desenvolvem diversas aptidões físicas que os idosos precisam para ter qualidade de vida. Atuam na concentração e rapidez de raciocínio. Sem falar no desenvolvimento da disciplina, da socialização, do companheirismo, da autoconsciência e do lazer.

Mineira de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a sensei Eni de Oliveira Fantini, de 80, dá aulas de desenvolvimento de ki (ou ki aikido), que é a parte filosófica do aikido. Ela revela o bem que a arte marcial pode fazer e trazer para a vida das pessoas, tomando-a como exemplo. “Ela é o meu trabalho final na Terra, criar relacionamento com pessoas e grupos e, neste nível, ser respeitada na minha dignidade e ver o outro como igual. O ki aikido me dá essa oportunidade e o faz por meio do corpo e não só pelas palavras, mas pelo movimento conjunto, em dupla e com o grupo todo. O corpo aprende e nos proporciona a chance de nos sentirmos bem e enxergar o outro.” Clique aqui para ler mais.

 

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1 Comentários

Déa Januzzi 1 de julho de 2015 - 11:43

O https://www.50emais.com.br ficou lindo, o visual está mais leve, mais moderno e fácil de ler. Parabéns. Senti falta do blog que ficou um tempo inativo, mas valeu a pena esperar.

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