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Ela já havia completado 72 anos quando, por um desses acontecimentos absolutamente supreendentes, a velha artesã do Rio Grande do Norte pisou pela primeira vez num set de filmagens, para fazer parte, como figurante, do premiado Bacurau, filme do diretor Kleber Mendonça.
Foi lá que Tânia Maria chamou a atenção do diretor pernambucano. Estavam em um restaurante e ele a chamou para se sentar à sua mesa. O encontro mudou a vida da septuagenária, que pode concorrer ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em O Agente Secreto, escolhido para representar o Brasil na maior premiação do cinema, em 2026.
No filme, Tânia interpreta dona Sebastiana, mulher que abriga o personagem de Wagner Moura no Recife e que comanda uma espécie de refúgio para pessoas que precisam se manter escondidas das autoridades.
— Fiquei tão feliz quando fui convidada e fiz tudo para agradar. A dona Sebatiana foi um prazer na minha vida, e gravar com Wagner Moura não tem nem comparação — conta ela animada.
Leia o artigo de Lucas Salgado, publicado por O Globo:
Passados os festivais de Veneza, Telluride e Toronto, no início do mês, os olhos do cinema mundial se voltam para uma coisa: a temporada de premiações hollywoodianas. Nas últimas semanas, algumas das principais publicações da indústria cinematográfica, como Variety e Hollywood Reporter, começaram a divulgar suas listas de previsões para indicações ao Oscar 2026. O brasileiro “O agente secreto” vem sendo apontado como forte possibilidade nas corridas de melhor filme internacional, melhor direção, com Kleber Mendonça Filho, e melhor ator, com Wagner Moura. Mas um nome do filme citado pelas revistas deixaram muitas pessoas surpresas: Tânia Maria como melhor atriz coadjuvante.
As publicações apontam que uma indicação para a atriz potiguar é um tiro distante. A Variety cita Tânia como a 25ª colocada num ranking de possíveis indicadas. Já a THR coloca a brasileira na 17ª posição. As colocações podem não significar muito numa corrida por uma indicação de fato, mas a simples presença de Tânia na lista, à frente de nomes consagrados como Sissy Spacek (“Morra, amor”), Laura Dern (“Jay Kelly”) ou Mia Goth (“Frankenstein”), serve para jogar uma luz sob essa nova estrela, de 78 anos, do audiovisual nacional.
Tânia Maria tinha 72 anos de idade quando pisou em um set de filmagens pela primeira vez. Moradora de Cobra, povoado de Parelhas, no Rio Grande do Norte, a artesã integrou o time de figurantes de “Bacurau” (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, rodado no povoado da Barra, na mesma região.
— Conheci Kleber na hora do almoço. Eu era figurante em “Bacurau” e estava almoçando em Barra. Figurante não fica muito perto dos donos (risos), mas ele me chamou. Estavam Kleber, Juliano Dorneles (codiretor) e Leonardo Lacca (preparador de elenco) numa mesa. Ele falou: “vem aqui almoçar com a gente, conta um pouco da sua vida” — lembra Tânia.
Leia o artigo completo em O Globo
Veja o trailler:
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