As dores e as delícias de ser uma empreendedora

Por Maya Santana
No Brasil e no mundo, cresce a olhos vistos o número de empreendedoras

No Brasil e no mundo, cresce a olhos vistos o número de empreendedoras

Com a preocupação de apoiar suas leitoras no universo profissional, o blog 50emais fez uma parceria com a Rede Aptta, organização voltada para potencializar os talentos femininos. Queremos destacar que novos caminhos profissionais e pessoais estão abertos para as mulheres que já cruzaram a fronteira dos 50 anos, estimulando-as a buscar uma outra dimensão para esse ciclo da vida. O texto a seguir é fruto dessa parceria, que faz parte do nosso esforço de participar de forma mais intensa da vida dos internautas que nos acompanham.

Juliana Andrade e Adriana Fantoni

Na última semana, discutimos sobre o crescimento do empreendedorismo feminino no Brasil, em resposta à demanda crescente das mulheres por um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Mas, antes de se lançar ao desafio de abrir seu próprio negócio, é importante colocar na balança os prós e contras desse tipo de atuação.

Um primeiro aspecto a ser considerado é: flexibilidade e carga horária são coisas distintas! Muitas vezes a opção pelo empreendimento próprio tem como principal motivador a flexibilidade de horários. No entanto, começar e viabilizar um negócio, especialmente quando a capacidade de investimento é reduzida, exige intermináveis horas de trabalho. A flexibilidade é real, mas o número de horas trabalhadas pode ser bem maior do que o de um emprego formal.

Um segundo aspecto importante é: empreender nos leva a desenvolver. Muitas vezes, a vontade de dar certo nos obriga a desenvolver competências jamais imaginadas. Pela realização do sonho, uma mulher tímida pode se tornar uma exímia vendedora e quem ocupava um cargo de gerência, pode se ver usando uma furadeira para deixar o escritório com um toque especial para a inauguração. Se por um lado, a mulher amplia o seu repertório de habilidades e, inclusive, potencializa seus resultados, por outro, ela muitas vezes, precisa praticar o desapego, a humildade e ter disposição para fazer também trabalhos desinteressantes.

Finalmente, pode ser uma delícia ver sua marca pessoal no seu negócio, fazer as coisas do seu jeito, deixar pra trás o que viu e que não concorda, seguir o sonho, seguir sonhando. A dor? Essa é de cada uma…. Pode ser o peso da responsabilidade pelas decisões, pode ser a dificuldade em aceitar o jeito do outro (que também pode dar certo) ou a vontade de dormir sem se preocupar em criar alternativas para pagar o custo.

De qualquer forma, o que é uma delícia para uma, pode ser dor para outra. Depende da história, dos objetivos, do sonho sonhado, da realidade vivida.

Independentemente, gostamos de dizer que para empreender é preciso ter: força, fôlego e fé!

Prontas? Em frente!


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