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Em um mundo cada vez mais interessado nos segredos da longevidade, três brasileiras acabam de conquistar um feito extraordinário. As irmãs Levita de Deus Nunes, Zoraide de Deus Mota e Zulina de Deus Nunes foram reconhecidas pelo Livro Guinness dos Recordes como o trio de irmãos vivos mais longevo do planeta. Juntas, elas somam impressionantes 316 anos de vida, uma marca que desperta admiração e também o interesse da ciência.
Naturais de Cedro de São João, no interior de Sergipe, as três construíram suas histórias em uma época muito diferente da atual. Cresceram em uma família numerosa, em contato com a natureza, alimentando-se de produtos frescos cultivados pela própria família e aprendendo desde cedo o valor do trabalho, da solidariedade e da união.
Ligação afetiva
A mais velha, Levita, nasceu em 1917 e hoje tem 109 anos. Zoraide nasceu em 1921 e completou 105 anos. A caçula, Zulina, nasceu em 1923 e chegou aos 103 anos. Ao longo das décadas, enfrentaram dificuldades econômicas, mudanças de cidade, perdas familiares e profundas transformações sociais, mas preservaram um forte vínculo afetivo.
A história das três demonstra que a longevidade não é apenas uma questão de idade. É também uma trajetória marcada por resiliência, capacidade de adaptação e apoio mútuo. Mesmo seguindo caminhos profissionais diferentes, nunca deixaram de cuidar umas das outras.
Levita dedicou boa parte da vida à família, trabalhando com artesanato e, durante alguns anos, na TV Globo. Zoraide tornou-se professora e, posteriormente, enfermeira, profissão que exerceu por décadas. Zulina criou seis filhos enquanto conciliava os cuidados da casa com trabalhos manuais que ajudavam no sustento da família.
Envelhecimento saudável
Hoje, as três vivem no Rio de Janeiro e continuam sendo exemplo de união familiar. A proximidade entre elas é considerada por especialistas um dos fatores que podem contribuir para o envelhecimento saudável.

O reconhecimento do Guinness despertou ainda mais atenção porque cientistas brasileiros decidiram estudar o DNA das irmãs. Pesquisadores do Projeto DNA Longevo, coordenado pela geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo, buscam identificar genes que possam proteger contra doenças relacionadas ao envelhecimento e favorecer uma vida longa com boa qualidade.
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Para os pesquisadores, famílias que reúnem vários centenários oferecem uma oportunidade rara de compreender por que algumas pessoas permanecem física e cognitivamente saudáveis por tanto tempo.
Como chegaram até aqui
As próprias irmãs, porém, atribuem a longevidade a hábitos simples. Alimentação natural, infância ativa, convivência familiar harmoniosa, fé, tranquilidade e uma postura positiva diante da vida aparecem entre as explicações que costumam dar quando perguntadas sobre o segredo de viver tanto.
Zulina costuma resumir tudo em poucas palavras: “O segredo é saber viver”. Zoraide afirma que é importante viver em paz, não fazer mal a ninguém e pensar sempre no futuro. Levita, por sua vez, agradece a Deus pela longa caminhada.
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É impossível afirmar que exista uma fórmula capaz de garantir mais de um século de vida. A genética certamente exerce papel importante, mas fatores como alimentação equilibrada, atividade física, relações afetivas sólidas e propósito de vida também parecem fazer diferença.
Conheça um pouco mais das três centenárias:
Sem perder a alegria
A trajetória dessas três brasileiras mostra que envelhecer pode ser muito mais do que acumular anos. Pode significar preservar vínculos, transmitir valores e inspirar novas gerações.
Seu exemplo transforma um número impressionante — 316 anos — em uma poderosa mensagem sobre afeto, cuidado e a extraordinária capacidade humana de atravessar o tempo sem perder a alegria de viver.
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