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Astros da música não conseguem se aposentar

Por Maya Santana

Rita Lee é uma das que anunciaram sua aposentadoria, mas nunca pararam de verdade

Rita Lee: aposentadoria ficou só na promessa

Para qualquer pessoa a aposentadoria significa uma enorme mudança na vide. Por isso, exige muito, muito planejamento. Imagine o que significa se aposentar para um artista. É tão difícil que boa parte daqueles que anunciam que estão se retirando da vida artística quase nunca cumprem o que prometem. Logo depois que seus pais morreram, Nana Caymi, arrasada com a perda de pessoas que amava tanto, anunciou oficialmente que não faria mais shows. Logo depois, um dos irmãos, Dori ou Danilo, não me lembro, explicou que o gesto da cantora era apenas uma manifestação de tristeza profunda. Nana nunca parou de verdade. O mesmo aconteceu com Rita Lee, Cher, Phil Collins e tantos outros artistas.

Leia trecho de uma reportagem sobre o assunto publicada pelo jornal Correio Brasiliense:

Quando anunciou a aposentadoria, com 31 anos de carreira, a cantora Cher demorou três anos para abandonar os palcos oficialmente, já que rodou o mundo fazendo o que seria a última turnê. Ela ensaiou um retorno, três anos depois e, agora, finalmente reassumiu a carreira, com a turnê Dressed to kill, iniciada em maio de 2014 nos Estados Unidos. A diva é considerada a artista mais rentável do mundo pop, contabilizando 43 anos de carreira, mas não é a única nesse vaivém de famosos que não sabem se vão ou se ficam.

No mundo internacional, atrações como Tina Turner, que já se aposentou pelo menos três vezes; Phil Collins, Leonard Cohen, todos com longas carreiras, também fazem parte desse cenário. No Brasil, idas e vindas também fizeram parte da vida de ícones como Silvio Caldas e Baby do Brasil (que antes era conhecida como Baby Consuelo), que também já foram e voltaram aos palcos.

Cher retomou a carreira com o show "Dressed to Kill", que estreou em maio

Cher voltou aos palcos em maio, com show “Dressed to Kill”


Após uma longa e brilhante carreira solo, Rita Lee anunciou que iria se aposentar, há dois anos. Depois da declaração, ainda em 2012, ela resolveu cantar em Brasília, onde o cachê foi cerca de 40% maior que o normalmente cobrado pela tia do rock nacional. Um ano mais tarde, a aposentadoria foi cancelada e uma turnê comemorativa dos 50 anos de carreira ganhou os palcos de várias cidades brasileiras.

Em 2002, um DVD gravado em Miami formalizou o primeiro adeus de Cher aos palcos, mas ela continuou em turnê durante mais três anos, até 2005, se apresentando em tom de despedida. Em 2008, a cantora anunciou que voltaria a trabalhar e fechou um acordo de quase US$ 100 milhões com uma rede de cassinos de Las Vegas para fazer shows privados, o que causou mal-estar entre os fãs. Foi definido em 2013 que a cantora — então 11 anos afastada do grande público — voltaria a cantar em megaeventos. Atualmente Cher mantém seu foco no CD Closer to the truth, lançado ano passado em formato de coletânea e na turnê Dressed to kill, que segue até novembro deste ano nos Estados Unidos e no Canadá.

Em 1973, com menos de dez anos de carreira, David Bowie anunciou que faria o último show. A apresentação aconteceu em Londres, com direito à performance do músico vestido de Ziggy Stardust, personagem que incorporou durante um tempo. Alguns dias depois, Bowie desmentiu a aposentadoria e disse que estava se despedindo apenas de Ziggy. Em 1990, houve a oficialização do afastamento, que não durou cinco anos: em 1995, David Bowie relançou sua carreira com a interpretação de antigos sucessos. A partir de 2000, ele começou a investir em música eletrônica, mas, devido a um problema de saúde, parou em 2003. Seu último álbum, Next day, foi lançado em 2013. Neste ano, Bowie completou 50 anos de carreira.

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1 Comentários

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ana 15 de julho de 2014 - 13:23

certos estão eles. Quem gosta do que faz, não sente necessidade de se aposentar. Além disso, o trabalho nos exige muito, o que é bom para o corpo e para a alma.

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