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Azia, queimação e dor no estômago não devem ser negligenciadas

Por Maya Santana

Dagmar Ribeiro, de 85 anos, passou por uma cirurgia endoscópica para a retirada de um tumor

Dagmar Ribeiro, de 85 anos, passou por uma cirurgia endoscópica para a retirada de um tumor

Augusto Pio, Estado de Minas

A aposentada Dagmar Ribeiro Xavier Cardoso, de 85 anos, conta que, embora tomasse remédio para o estômago, ainda se queixava de azia e queimação, até foi aconselhada por seu cardiologista a procurar um gastroenterologista. Marcou consulta e foi fazer os exames devidos. Feita endoscopia, constatou-se um tumor no estômago em estágio precoce. Foi aí que o médico a aconselhou a fazer uma operação para retirar o estômago. Porém, ela preferiu procurar outro especialista, uma vez que ficou receosa. “É que o gastro disse que teria que abrir a barriga para retirar a ferida. Após explicações, achei que a cirurgia era muita invasiva e, por isso, resolvi me consultar com Vitor Arantes, endoscopista de renome.”

Aconselhada por Vitor Arantes, coordenador dos Serviços de Endoscopia do Hospital Mater Dei Contorno e do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Dagmar resolveu se submeter aos exames de estadiamento, quando foi realmente constatado um tumor em estado inicial. “Ele disse que, como a lesão era pequena, poderia ser feito um outro tipo de cirurgia, a endoscópica, para a retirada do tumor. O médico esclareceu que se tratava de um método novo, desenvolvido no Japão e que era bem menos invasivo do que a outra cirurgia de abertura do estômago. Achei aquilo ótimo. Ele marcou a operação e fizemos a mesma no Hospital Mater Dei Contorno, com sucesso. Graças a Deus, foi como se não tivesse operado, pois não senti nada e já estava me alimentando bem no mesmo dia, inclusive comendo massas no outro, sensacional. Em outro exame que ele fez posteriormente de controle deu tudo normal, já cicatrizado.”

Dagmar conta que antes de procurar Arantes já havia sido portadora da bactéria H. pylori. “Quando fiz a primeira endoscopia, constatou-se a presença dela, porém fui tratada pelo meu cardiologista. Ocorre que, depois de algum tempo, ela voltou, o que foi constatado já num segundo exame. Mas, já sob cuidados, fiz outro tratamento, eliminando de vez a tal bactéria. Hoje, tenho uma vida normal, pois me alimento bem e não estou proibida de comer nada, felizmente. O médico apenas me aconselhou a fazer uma nova endoscopia de acompanhamento no ano que vem para ver se está tudo bem, o que acredito que estará.”

SINTOMAS É comum pessoas se queixarem de dores na região do estômago, além de outros sintomas como azia, má digestão e incômodo por gases. Muitas podem manifestar também sintomas como náuseas ou mesmo vômitos quando submetidas a um forte estresse ou em períodos de tensão emocional. Órgão do sistema digestório, o estômago está situado entre o esôfago e o duodeno. Sua mucosa é formada por glândulas que produzem o suco gástrico e enzimas, substâncias que são importantes para a primeira fase da digestão dos alimentos ingeridos pelo ser humano.“A digestão varia entre indivíduos e é influenciada por diversos fatores, como as características dos alimentos e o volume da refeição. O estômago funciona como uma bolsa coletora dos alimentos e tem papel central na primeira fase da digestão dos alimentos”, explica Vitor Arantes.

O médico, que também é professor da Faculdade de Medicina da UFMG e presidente da Comissão do Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Endoscopia (Sobed), explica que a digestão se inicia na cavidade bucal com a mastigação, ação de enzimas salivares e formação do bolo alimentar, que será conduzido pelo esôfago até o estômago. “Simultaneamente, ocorre uma série de estímulos hormonais, desencadeados pelo cérebro, que induzirão à secreção de substâncias (ácido clorídrico, enzimas etc.) pelo estômago para receber a chegada dos alimentos. No estômago, os alimentos permanecerão por um período de duas e quatro horas, quando serão misturados com o suco gástrico, rico em enzimas. Posteriormente, o estômago propulsiona os alimentos em direção ao duodeno e intestino, órgãos onde serão absorvidos os nutrientes e será finalizado o processo de digestão com formação das fezes e sua eliminação.” Clique aqui para ler mais.

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