Balé para Cegos encena “A Bela adormecida”

Por Maya Santana
A encenação será nesta quinta-feira, em São Paulo

A encenação será nesta quinta-feira, em São Paulo

A Associação Balé para Cegos Fernanda Bianchini se apresenta nesta quinta-feira no Auditório Ibirapuera (zona sul de São Paulo). São 70 bailarinos no palco, entre deficientes visuais, físicos, auditivos e mentais, apresentado “A Bela Adormecida”, além de números variados com diferentes estilos de dança.

Todo o espetáculo é acompanhado de audiodescrição para deficientes visuais. O recurso descreve objetivamente expressões visuais e corporais, ambiente, figurino, efeitos especiais e outros. O áudio não se sobrepõe ao fundo musical. A maioria dos dançarinos são portadores de alguma deficiência, mas cerca de 10% das vagas são reservadas para jovens sem necessidades especiais, em uma espécie de “inclusão às avessas”.

“É muito emocionante ver nos palcos e na vida pessoas se superando. Elas são prova viva de que o impossível não existe”, diz Fernanda, que há quase 18 anos realiza o trabalho com deficientes visuais. Ela mostra que não deixa o pulso firme de lado ao comandar seus bailarinos. “Trabalhamos para que os aplausos sejam pela qualidade do trabalho e não pelos ‘coitadinhos’, como muitas vezes a sociedade coloca que os deficientes são. Incapazes todos já provaram que não são”.

A maioria dos dançarinos são portadores de alguma deficiência

A maioria dos dançarinos são portadores de alguma deficiência

Leia a entrevista com Fernanda Bianchini:

 Folha – O espetáculo não é feito só para deficientes visuais, mas também por deficientes visuais. Como é dirigir um espetáculo assim? Fernanda Bianchini

– É muito emocionante ver nos palcos e na vida pessoas se superando. Eu realizo este trabalho voluntariamente com balé de cegos há 17 anos, mas acredito que aprendo muito mais do que ensino para nossos alunos, que mostram a cada dia como é fácil vencer as barreiras e dificuldades da vida quando se tem força de vontade e se acredita num sonho. Elas são prova viva de que o impossível não existe.

Muitos deficientes visuais compareceram às apresentações? Como é a repercussão?

– Sempre quando temos o recurso das audiodescrições em nossos espetáculos, os deficientes visuais comparecem e se sentem parte deste grande sonho. Este recurso nos espetáculos de balé estão sendo cada vez mais ricos e capazes de levá-los para este universo de sonhos e magia. Leia mais em folha.com.br


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