BH inaugura seu Centro Cultural Banco do Brasil

Por Maya Santana
Ó CCBB de Belo Horizonte é o maior dos quatro existentes no Brasil em área aproveitável


O CCBB de Belo Horizonte é o maior dos quatro existentes no Brasil em área

Belo Horizonte ganhou nesta terça-feira o seu Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB, o quarto do Brasil, depois do Rio, São Paulo e Brasília . É o maior dos quatro, com 12 mil metros quadrados de área, embora apenas oito mil metros estejam sendo inaugurados agora. Em termos culturais, esta é realmente uma grande notícia para BH. O prédio de seis andares, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) em 1977, tem teatro com 300 lugares, seis salas de exposição, cafeteria, sala de programa educativo, sala multimeios, loja de produtos culturais e área administrativa. Conheço os CCBB do Rio e de São Paulo, ambos também instalados em prédios tombados, de grande valor histórico. No caso de BH, o interessante é que o Centro fica na Praça da Liberdade, toda ela convertida em um grande complexo cultural com a transferência das secretarias de governo para outro local da capital. Leia mais sobre o CCBB de BH neste artigo de Paola Carvalho, publicado pela Veja BH:

Frida Khalo e outras artistas compõem a primeira exposição no Centro Cultural

Frida Khalo e outras artistas compõem a primeira exposição no Centro Cultural

“As cortinas do Circuito Cultural da Praça da Liberdade foram abertas em 2010, depois da transferência das secretarias estaduais que ocupavam seus edifícios históricos para a Cidade Administrativa, no bairro Serra Verde. Mas só nesta terça entrou em cena o principal protagonista do espetáculo, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). E ele chega sob holofotes. O prédio de seis andares, onde funcionou a Secretaria Estadual da Defesa Social, será inaugurado com a exposição internacional Elles, organizada pelo Centro Georges Pompidou, um dos espaços mais visitados de Paris.

As 120 obras produzidas por mulheres que são ícones na arte mundial – entre elas a belo-horizontina Lygia Clark (1920-1988) e a mexicana Frida Kahlo (1907-1954) – ocuparão galerias que somam 1 200 metros quadrados. Trata-se de um marco na cena cultural de Belo Horizonte, a quarta cidade a receber o complexo patrocinado pelo banco estatal. A expectativa é que a programação de qualidade, com preços acessíveis, atraia grandes plateias, como nas unidades do CCBB em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo. No ano passado, os três espaços receberam, juntos, cerca de 4,5 milhões de visitantes e entraram no ranking internacional dos 100 endereços com maior público, realizado pela publicação inglesa The Art Newspaper.

A unidade de Belo Horizonte é a maior da rede em área aproveitável. Ao todo, são 12 000 metros quadrados dedicados exclusivamente à cultura. Dois terços do centro cultural entram em funcionamento agora. Outros 4 000 metros quadrados serão abertos em uma segunda etapa, ainda sem data definida. Com investimentos de 37 milhões de reais, o trabalho de recuperação do edifício projetado em 1926 pelo arquiteto Luiz Signorelli (1896-1964), fundador da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, durou quatro anos. A data de inauguração foi adiada várias vezes por causa de mudanças no projeto. “O desafio maior foi resgatar a proposta original e adaptar as instalações de um órgão público para o uso moderno de um centro cultural”, explica Flávio Grillo, arquiteto especialista em restauração de monumentos históricos e responsável pela obra.” Clique aqui para ler mais.


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