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Bilionária confirma: museu da moda sai em 2015

Por Maya Santana

Bethy Lagardére  vive na França

Bethy Lagardére vive na França

A mineira Bethy Lagardère, viúva do empresário francês Jean Luc Lagardère, que foi um dos homens mais poderosos da França, assistiu no Mineirão àquele jogo fatídico da seleção brasileira contra a Alemanha, na última terça-feira, e confirmou ao jornal Estado de Minas que abrirá no ano que vem, na capital dos mineiros, onde nasceu, a Maison Brasileira de Moda e Design BL. “Estou como mineiro mesmo, trabalhando devagarinho…”, disse ela, que tem uma fortuna avaliada em bilhões de dólares, acrescentando: ” Estou recuperando meu acervo pessoal, todo de peças nacionais e internacionais, e ainda recolhendo doações de amigos próximos e queridos.”

No finalzinho do ano passado, Bethy deu uma entrevista a Roberta Pennafort, do Estadão, sobre essa sua iniciativa em Minas. Leia:

Tem R$ 50 mil aí à mão? Com esse valor, é possível, com sorte, arrematar um anel em ouro branco com inacreditáveis 25 águas marinhas e 150 diamantes que adornou o dedo de uma das mulheres mais ricas do Brasil. Viúva do empresário francês Jean-Luc Lagardère, que foi dos homens mais poderosos da França, Bethy Lagardère está leiloando a partir de hoje mais de 600 itens de sua majestosa coleção de joias, louças, móveis, vestidos, bolsas e outros objetos pessoais e para casa. O anel é o item mais valioso desse conjunto, amealhado em quatro décadas de vivência europeia e viagens pelo mundo.

Conhecida pela elegância nada óbvia – figurou na lista das mais chiques do mundo -, Bethy foi modelo de alta costura nos anos 70 e se casou com Lagardère em 1978. Dono de um império empresarial que incluía a editora das revistas Elle e Marie Claire, ele morreu em 2003 e lhe deixou uma fortuna de bilhões de euros.

O leilão, que deve render mais de R$ 1 milhão, segundo a organizadora, Soraia Cals, não visa lucro próprio. Aos 64 anos, ela quer financiar a abertura da Maison Brasileira de Moda e Design BL e Design BL, em Belo Horizonte, sua cidade natal, em parceria com a UEMG. Vai ficar no prédio da universidade na Praça da Liberdade. A iniciativa é de Bethy e foi incentivada pelo governo mineiro.

“Tenho muito carinho e apego pelas minhas coisas, lógico que dá pena leiloar. São objetos que atravessaram minha vida. Espero que eles encontrem alguém para admirá-los. Mas é um absurdo não existir um centro de memória sobre a moda brasileira, um arquivo sobre Dener, Clodovil… Eu precisava legar isso ao meu país”, diz Bethy, com sotaque francês.

Há vestidos exóticos que só uma mulher com muito senso de estilo, como ela, consegue usar. São 60 peças, de marcas como Chanel, Ungaro e Ralph Lauren, que estavam em seu apartamento, na praia de Ipanema. As joias enchem os olhos de qualquer um. Pelo lance mínimo de R$ 23 mil, está à venda um par de brincos Chanel em ouro branco com diamantes e incrustado com turmalinas. Por R$ 21,5 mil, um anel também em ouro branco com uma enorme esmeralda. O catálogo tem itens acessíveis, como uma caixa de mesa para cigarros em couro de crocodilo e prata, ao valor mínimo de R$ 150, e um par de copos para cachaça em vidro tcheco com monogramas, ornamentados com uma vista da cidade de Praga, a R$ 50. Clique aqui para ler mais.

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