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Boas razões para você fazer o seu testamento vital

Por Maya Santana

A quem você delegaria o poder de decidir sobre seus últimos dias, caso estivesse internado num hospital, sem chance de cura e capacidade de raciocínio?

A quem você delegaria o poder de decidir sobre seus últimos dias, caso estivesse internado num hospital, sem chance de cura e capacidade de raciocínio?

Para se entender bem esse ótimo artigo de Christiane Segatto, para a revista Época, primeiro, é preciso saber o que é testamento vital: trata-se de uma declaração do cidadão ou cidadã a respeito dos tratamentos que deseja receber no caso de doenças crônicas ou acidentes graves sem possibilidade de recuperação. Tenho 64 anos. Uma boa hora para pensar em fazer o meu testamento vital. Afinal, esse é um direito que nos é garantido por lei. E, organizando a vida – ou o final dela – com antecedência, estaremos poupando trabalho às nossas famílias e aos amigos.

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Passamos a vida lutando pelo direito de escolher, opinar e expressar vontades. Faz sentido abrir mão disso quando o fim se aproxima? A quem você delegaria o poder de decidir em seu lugar, caso estivesse internado num hospital, sem chance de cura e capacidade de raciocínio?

a) Ao marido, à mulher ou aos filhos que estarão exaustos e com as emoções em frangalhos?
b) Ao primo distante que veio dar uma força à família, mas sequer sabe para qual time você torce?
c) Ao médico que vai tentar medidas heroicas e inúteis com medo de ser acusado de omissão?
d) Ao hospital que prolongará sua estada enquanto for possível engordar a conta com remédios, cânulas, sondas, pacotes e pacotes de algodão e gaze a preços vitaminados?

Muita gente tem percebido o disparate e registrado, oficialmente, desejos e instruções para o final da vida. De janeiro a junho deste ano, 256 pessoas registraram o chamado testamento vital nos cartórios do Brasil. No ano passado inteiro, foram lavrados 548 documentos. Os estados com maior número de registros são São Paulo (377), Mato Grosso (86) e Rio Grande do Sul (53).

A tendência é de crescimento, segundo o Colégio Notarial do Brasil. Em 2012, ano em que o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou a questão, houve apenas 167 registros no país. O CFM determinou que os médicos respeitem a vontade do paciente incapacitado de se manifestar, caso ele tenha se preocupado em deixá-la registrada previamente.

No meio jurídico, os especialistas preferem chamar esse tipo de documento de Diretivas Antecipadas de Vontade. Isso porque testamento só produz efeito quando a pessoa morre. Algo diferente do documento em questão, que dá instruções sobre o final da vida. Clique aqui para ler mais

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