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Boticário em polêmica sobre igualdade no amor

Por Maya Santana

Comercial mostra casais homossexuais e heterossexuais se abraçando

Comercial mostra casais homossexuais e heterossexuais se abraçando

O comercial sobre o Dia dos Namorados tem apenas 31 segundos, mas vem causando um alvoroço nas redes sociais, com milhares de pessoas se posicionando a favor de seu conteúdo e outras milhares, lideradas principalmente pelo pastor Silas Malafaia, 56, ligado à Assembleia de Deus, reagindo contra. Pessoalmente, acho o comercial inteligente, respeitoso, um espelho da sociedade em que vivemos.

Antes de ler o artigo de Fernanda Grabauska para o jornal Zero Hora, veja o comercial e tire as suas próprias conclusões:

Abraços, carinho e sorrisos em um comercial televisivo de Dia dos Namorados da marca de cosméticos O Boticário acenderam outra polêmica envolvendo a audiência evangélica religiosa.

Instigada por uma fala do pastor Silas Malafaia, uma guerra de opiniões tomou lugar nas redes sociais. No canal de O Boticário no YouTube, consumidores contra e a favor da ideia do vídeo, intitulado Casais, começaram um embate de likes. Até a tarde desta quarta-feira, eram 291 mil “gostei” contra 171 mil “não gostei”.

E, enquanto O Boticário se limita a dizer, sobre a reação negativa à peça, que “acredita na beleza das relações”, Malafaia afirma, em um vídeo em seu canal no YouTube, que homossexualidade é “comportamento, não condição”, e que é direito do cidadão fazer campanha contra empresas que se posicionam a favor de relacionamentos homossexuais:

— Existe uma gama de empresas fazendo propaganda da relação gay. Eu sou contra, é um direito meu. Sou contra e estou aqui para dizer para evangélicos, para católicos, para espíritas, para ateus: gente que acredita na família milenar, (…) homem, mulher e sua prole. (…) Tenho o direito de preservar macho e fêmea, porque essa é a história da civilização humana.

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As reclamações chegaram até mesmo ao canal virtual Reclame Aqui, onde a empresa respondeu a alguns consumidores. A um deles, que qualificou o anúncio como um “ato de desespero”, O Boticário respondeu que “a proposta da campanha Casais, que estreou em TV aberta no dia 24 de maio, é abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor — independentemente de idade, raça, gênero ou orientação sexual — representadas pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namorados”.

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O mito do “boicote evangélico”

Mas qual a dimensão do boicote evangélico, se é que ele existe? Termo que ronda a internet e a imprensa desde o beijo gay em Babilônia (que provocou um discurso do mesmo calibre, do pastor e deputado federal Marco Feliciano, sobre a patrocinadora Natura), o “boicote evangélico”, para o professor de Ciências Sociais e do Consumo da ESPM-SP Fabio Mariano, é uma falácia:

— O evangélico é fragmentado. Não se deve definir por uma facção (a de Malafaia) um grupo que é composto por várias igrejas. Posso listar uma infinidade de ramificações que não concordam com ele, como as igrejas batista, presbiteriana, metodista, Renascer em Cristo…Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

Lisa Santana 5 de junho de 2015 - 00:00

Maya, acho o comercial bastante calcado na realidade atual. E a boticário, como uma empresa que tem a cara do dia dos namorados em termos de produtos para a venda, sabe disto e quer vender, claro. Ela não apostaria no que não existe e neste sentido ela faz bem feito, mostra todos as formas atuais de relacionamentos. Mas o lado da “hipocrisia social” quer barrar ” os negócios” da Boticário como se ela tivesse inventando uma realidade. Me poupe.

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