O cabelo que dá dor de cabeça em Ronaldo Fraga

Por Maya Santana
A idéia do estilista é muito boa, mas houve quem interpretasse mal

A idéia do estilista é muito boa, mas houve quem interpretasse mal

O estilista Ronaldo Fraga desfilou, na noite desta terça-feira (19), sua coleção para o verão de 2014 durante a São Paulo Fashion Week, que acontece no prédio da Bienal, na capital paulista. Tendo como inspiração o futebol de várzea e a cultura negra, o desfile ficou marcado pelo uso de palha de aço no lugar do cabelo das modelos.

As perucas, que foram idealizadas em parceria com o maquiador Marcos Costa, se tornaram alvo de um debate sobre racismo, que ganhou dimensão nas redes sociais. Por conta disso, Costa publicou um comunicado em sua página oficial no Facebook, nesta quarta, esclarecendo o assunto.

Longe da passarela, modelos comem salada de frutas usando a peruca

Longe da passarela, modelos comem salada de frutas usando a peruca

“Nunca foi minha intenção ou de Ronaldo Fraga ofender ou discriminar quem quer que seja. A ideia para o look do desfile era ressaltar a beleza de cabelos que podem ser moldados como esculturas, não importando o fato de serem crespos. Depois de testarmos alguns materiais, o Ronaldo Fraga sugeriu a palha de aço. Foi também uma forma de subverter um preconceito enraizado na cultura brasileira. Por que o negro tem de alisar seus fios? Eles são lindos!”, declarou.

Logo em seguida, Ronaldo Fraga divulgou um comunicado, por meio da página oficial de sua assessoria de imprensa no Facebook, em que diz:

“O meu desfile é uma crítica ao racismo e ao preconceito que respinga até os dias de hoje. Em nenhum momento falo em homenagem. Voltei para um tempo em que o futebol, o tema que escolhi para esta coleção, deixava de ser um esporte exclusivamente branco, de elite, para se ajoelhar diante da ginga, da dança que os negros emprestavam da capoeira pra driblar o time adversário. Tomei como objeto de pesquisa este esporte como formação de identidade, de costumes e da história brasileira. Procurei, como em outras coleções, fazer uma análise crítica e analítica sobre a influência e apropriação do futebol pelo brasileiro.” Leia mais em g1.com.br


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais