Cacá Diegues dirigirá filme sobre Hebe Camargo

Por Maya Santana
A ousadia era a grande marca da apresentadora

A ousadia era a grande marca da apresentadora – Foto: Chico Audi

Quando foi noticiada a morte de Hebe Camargo, em setembro de 2012, muita gente custou a acreditar. Eu mesma, embora soubesse que ela estava hospitalizada, fiquei mais do que surpresa. Aos 83 anos de idade, a apresentadora de TV mais antiga do Brasil, tinha uma vitalidade incomum. Aquele jeito alegre, caloroso, alto astral, cativou milhões de brasileiros de todos os níveis educacionais e classes sociais. Quando morreu, Hebe já estava incorporada  à galeria de pessoas consideradas patrimônio nacional. Uma artista pioneira. A família escolheu Cacá Diegues para registrar em filme a vida dela, chamada pelo diretor de “mensageira da alegria”. Leia a entrevista dele, feita por Bruno Astuto, da revista Época:

Em setembro faz um ano da morte de Hebe Camargo. E os fãs da grande dama da TV brasileira, em breve, vão poder matar um pouco das saudades: Cacá Diegues foi convidado pela família da apresentadora para dirigir um filme sobre a vida dela. “Hebe foi uma espécie de Carmen Miranda dos tempos modernos, uma mulher extraordinária, sinônimo da nossa TV”, afirma Cacá. Além do filme, Hebe será tema de um livro de fotos e uma exposição no ano que vem.

Cacá Diegues chama Hebe de "mensageira da alegria"

Cacá Diegues chama Hebe de “mensageira da alegria”

Como surgiu o projeto do filme? A família da Hebe me procurou e eu aceitei de imediato. O projeto ainda está muito no começo, e estamos decidindo o quanto o longa vai ser biográfico e o quanto vai ser ficcional. As filmagens só devem começar em 2015. Como ela não tem uma biografia, estamos na fase das pesquisas. Descobri que, apesar de ser uma mensageira da alegria, a vida dela não foi nada fácil.

Que fatos da vida dela o impressionaram? Vários. Ela era muito generosa e tem uma história muito curiosa, de um fã que toda semana religiosamente ia ao programa dela. Certa noite, ele não estava na plateia, Hebe ficou intrigada e quis saber o que houve. Descobriu que a mãe do rapaz tinha morrido. Assim que terminou o programa, foi para direto para o velório. Chegando lá, o fã não se conteve, e soltou: ‘Hoje é o dia mais feliz da minha vida’. Essa história é genial e queremos colocá-la.

Que fases pretende retratar? Não quero fazer um filme chapa branca, quero contar a verdadeira história dela. Devo isso a Hebe, pela pessoa importante que ela foi para o entretenimento brasileiro. Ainda não decidimos as épocas em que o filme vai passar. Mas como ela foi pioneira e influenciou gerações, certamente faremos um paralelo com a história do Brasil, com as conquistas das mulheres e a questão da emancipação feminina.

Alguma atriz em mente para interpretá-la? Primeiro precisamos decidir que épocas da vida dela vamos abordar. Já tenho alguns nomes em mente, mas prefiro não apontá-los. Algumas atrizes também souberam do projeto e, de forma espontânea, se interessaram pelo papel. Talvez Hebe seja vivida por mais de uma atriz.


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