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Um dos assuntos mais falados do momento são estas canetas emagrecedoras que, segundo Dr. Dráuzio Varella, estão realmente revolucionando o tratamento da obesidade, um problema sério no Brasil, onde cerca de 60% da população está acima do peso.
Dr. Dráuzio chama a atenção, no entanto, para as dificuldades que impedem seu uso mais disseminado, a começar pelos preços ainda muito altos e também os efeitos colaterais desses medicamentos, sobretudo quando utilizados sem acompanhamento médico: náuseas, vômitos, diarréia, constipação, dores abdominais e outros, alguns menos, outros mais graves. É preciso cuidado.
Ele fala também do aumento dos investimentos financeiros dos laboratórios nessa área na busca de novas drogas. E informa que já estão em fase final de testes outros medicamentos promissores.
Leia o artigo completo do Dr. Dráuzio Varella:
Perder peso é o sonho dos que estão acima dele. Até aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer além do jargão “mais atividade física e dieta saudável”.
Cinquenta anos atrás, dispúnhamos de meia dúzia de drogas para moderar o apetite, mas os efeitos adversos eram de tal ordem que poucos conseguiam aderir ao tratamento.
Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse por ele veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos.
Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.

Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-1 dura minutos, a de exendina-4 se mantém por horas.
No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a lógica foi testá-la no tratamento do diabetes.
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Depois da aprovação pelo FDA americano, o medicamento foi lançado com o nome de Byettta. Em 2006, a empresa que o produziu faturou US$ 430 milhões, vendas que cresceram 50% no ano seguinte.





