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Não diga a alguém com câncer: Não se preocupe vai dar tudo certo

Por Maya Santana
Para especialistas,muitas das frases que buscam dar esperanças nem sempre ajudam

Para especialistas,muitas das frases que buscam dar esperanças nem sempre ajudam

Maya Santana, 50emais

Às vezes, a gente quer confortar alguém e, dependendo das palavras que usa, acaba fazendo exatamente o contrário: deixa a pessoa se sentindo ainda mais vulnerável, principalmente quando se trata de alguém doente. Stan Goldberg, professor de comunicação da Universidade Estadual de San Francisco, nos EUA, que sobreviveu a um câncer, explica neste artigo da BBC Brasil que “o paciente não quer que você o anime. Não quer que lhe diga que tudo vai ficar melhor quando, na realidade, as pessoas não têm a menor ideia de qual é o alcance ou o diagnóstico do câncer”.O pior é que quase todos nós agimos assim, querendo consolar. O professor recomenda outro tipo de atitude.

Leia:

Há coisas que não devem ser ditas, em especial para quem sofre de câncer. Nesse caso, ações e ofertas de ajuda muitas vezes valem mais que palavras de esperança.

“Quando terminar a quimioterapia, vai estar bem melhor”. “Eu tenho um conhecido que teve um câncer muito parecido, e viveu mais de 80 anos”. “Não se preocupe, tudo vai estar bem”.

São muitas as frases que nem sempre ajudam, mas são comuns entre as usadas por quem interage com alguém diagnosticado com câncer.

Contudo, ainda que as intenções sejam as melhores possíveis, muitas vezes o que é dito é exatamente o que o paciente não quer – ou não precisa – ouvir. Pelo menos é isso o que defende Stan Goldberg, professor de comunicação da Universidade Estadual de San Francisco, nos EUA.

Goldberg se define como “um sobrevivente do câncer” e um amante da flauta de bambu japonesa. Ele é autor do livro Loving, Supporting, and Caring for the Cancer Patient (“Amando, apoiando e cuidando de um paciente com câncer”) e enfrenta uma forma agressiva de câncer de próstata.

“O paciente não quer que você o anime. Não quer que lhe diga que tudo vai ficar melhor quando, na realidade, as pessoas não têm a menor ideia de qual é o alcance ou o diagnóstico do câncer”, observa Goldberg.

O professor salienta que também não ajuda falar do câncer de outras pessoas, porque “isso não te diz nada já que não sabem exatamente que tipo de câncer têm”, afirma. Cada caso é um caso.

Goldberg afirma que conselhos que começam com “se eu estivesse em seu lugar” também não costumam funcionar já que “uma pessoa não sabe pelo que a outra está passando”.

“As pessoas com câncer vivem em um mundo diferente de uma pessoa sadia. Percebem as coisas de forma diferente”, assegura o professor. Por esta razão, diz ele, é difícil saber o que sente e pensa um paciente. Em vez de julgar ou de tentar animar o outro, é preciso simplesmente aceitar.

Ajuda específica
Um erro comum, diz Goldberg, é focar em palavras ou na escolha de determinadas palavras e não oferecer ajuda para coisas práticas no dia a dia. Mas o professor diz que os pacientes são compreensivos e entendem que as pessoas querem demonstrar compaixão e apreço.

“É preciso pensar no que a pessoa enferma precisa e essa deve ser a chave da interação”, explica o especialista.
Ele diz ainda que, ao oferecer ajuda, é importante ser prático e específico.

Nem sempre pedir para que a pessoa lhe diga o que precisa é a melhor abordagem.Goldberg sugere, por exemplo, oferecer para ir com a pessoa ou fazer as compras para ela, para que não fique ainda mais cansada.
“Isso é muito mais significativo que qualquer coisa que você possa falar”.

E quando lhe descrevem um procedimento médico, ficar calado e ouvir é uma boa alternativa. Responder que já leu algo na internet sobre o tema não acrescenta muito.

O importante, esclarece Goldberg, é deixar que o paciente conduza e dite os rumos da conversa. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

Não diga a alguém com câncer: Não se preocupe, vai dar tudo certo | JETSS – SITES & BLOGS 15 de dezembro de 2016 - 13:32

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