Catherine Deneuve chega aos 70 uma ‘belle femme’

Por Maya Santana
Atriz comemora aniversário logo depois de terminar seu mais recente filme, "Ela Vai"

Atriz comemora aniversário após de terminar seu mais recente filme, “Ela Vai”

Várias publicações brasileiras registraram nesta terça-feira o aniversário de 70 anos de uma da maiores divas do cinema de todos os tempos: a lendária Catherine Deneuve, sinônimo de classe e de envelhecimento com beleza. Na sétima década de vida, conservando o charme de outros tempos, a atriz francesa já declarou que nem pensa em aposentadoria. E tem feito um filme atrás do outro. No mais recente, “Ela Vai”, interpreta uma avó nada convencional. Catherine Deneuve foi ídolo de milhões de pessoas da minha geração e, lógico, meu também. Salve, salve a “Bela da Tarde”.

Leia o artigo sobre a estrela que Luiz Carlos Merten escreveu para o Estadão:

Em sucessivas entrevistas com o repórter do Estado, Catherine Deneuve repetiu que a carreira de atriz parecia traçada para ela e a irmã. Filha de dois atores – de teatro e cinema –, Catherine Fabienne Dorleac estreou em 1955 com um filme que havia sido feito dois anos antes, Les Colegiennes. A irmã, Françoise Dorleac, que também adotara o sobrenome do pai, adquiriu certa notoriedade antes dela e Catherine trocou de nome, adotando o sobrenome da mãe para virar confusão. Seu primeiro papel de destaque foi como heroína de Sade, num filme dirigido pelo então marido, Roger Vadim.

O Vicio e a Virtude, adaptado durante a ocupação da Franca pelos nazistas, chamou a atenção para a loira angelical que, logo em seguida, estrelou o musical Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy, Catherine Deneuve completa nesta terça-feira, 22 de outubro, 70 anos. Pode ter engordado um pouco, o que é comum na idade, mas não perdeu a forma. Continua sendo um sinônimo de classe. E uma imagem tao duradoura da cultura francesa como a moda e o vinho.

Loira, bela, com cara de anjo. Foi assim que ela se impôs, no começo. Mas havia algo de duro naqueles olhos. Já se percebia no musical de Demy, em que ela cantava para o amado (Nino Castelnuovo) que o esperaria para sempre, quando ele ia para a guerra. Ao voltar da Argélia, ele a encontrava casada e burguesa. Demy a dirigiu outras vezes, inclusive em Duas Garotas Românticas, em que ela dividia a cena com a irmã.

Francoise morreu num acidente de carro e Catherine durante anos evitou falar sobre o assunto, principalmente com a imprensa. Entre os dois Demys, ela fez Repulsa ao Sexo com Roman Polanski, no papel de uma manicure que ingressa num mundo paralelo de perturbação mental. Outro papel de mulher não confiável, como o que lhe confiara Demy. Catherine saiu-se tão bem no papel que Luis Buñuel a chamou para ser a sua Bela da Tarde. Foi o filme que revelou a nova Catherine.

Severine, a burguesa, leva uma vida respeitável de mulher casada, mas a tarde se prostitui no bordel de Madame Anais. O filme esculpiu sua fama de loira fria. Ela teria sido uma atriz hitchcockiana perfeita, mas o mestre do suspense nunca a chamou. Seu discípulo François Truffaut, sim, e Catherine fez com ele A Sereia do Mississippi, em que destruía a vida do burguês Jean-Paul Belmondo. Com Truffaut fez também O Ultimo Metrô, sobre uma companhia de teatro na Franca ocupada. E voltou a filmar com Buñuel – Tristana, adaptado do romance de Perez Galdos. Clique aqui para ler mais.


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





1 Comentários

monica minelli 25 de outubro de 2013 - 21:19

Linda, competente e imponente !!!! LINDA

Responder

Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais