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Chile começa a exumar restos do poeta Neruda

Por Maya Santana

A suspeita é de que ele tenha sido envenenado pela ditadura militar

A suspeita é de que ele tenha sido envenenado pela ditadura militar

Os trabalhos de escavação do túmulo de Pablo Neruda para a exumação do poeta foram iniciados neste domingo na cidade litorânea chilena de Isla Negra, onde fica a casa-museu em cujo pátio foram enterrados o autor e sua terceira esposa, Matilde Urrutia. Nesta segunda-feira, os restos mortais de Neruda retirados do túmulo começam a ser exumados a fim de esclarecer se ele morreu de câncer ou se foi envenenado por agentes da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), hipótese levantada por seu motorista e que levou o Partido Comunista chileno apresentar uma denúncia à Justiça.

A casa-museu fechou suas portas ao público antes do horário habitual, e a polícia bloqueou o acesso à sua rua. “Esta diligência é transcendental, é muito importante para estabelecer o objetivo que nós temos”, disse o juiz responsável pelo caso, Mario Carroza. O diretor do Serviço Médico Legal, Patrício Bustos, explicou que o trabalho neste domingo se centrou na retirada de toda a terra que cobre o túmulo a fim de descobrir a lápide, sobre a qual além disso foi colocada uma tenda protetora.

Técnicos trabalhando no túmulo do poeta, morto há 40 anos

Técnicos trabalhando no túmulo do poeta, morto há 40 anos

Esteve presente no local a equipe que participará da exumação do corpo, e que é composta por cinco peritos do Serviço Médico Legal, quatro da Universidad do Chile e quatro especialistas internacionais. Entre eles estão a toxicóloga americana Ruth Winecker e três espanhóis, o também toxicólogo Guillermo Repetto, o cirurgião Aurelio Luna e o médico legista Francisco Etxeberría, que também participou, em 2011, da exumação do presidente chileno Salvador Allende.

No procedimento da exumação, previsto para começar na manhã desta segunda, estarão presentes três observadores internacionais, além do presidente do Partido Comunista, Guillermo Teillier; o advogado da legenda, Eduardo Contreras; um sobrinho do poeta, Rodolfo Reyes, e o antigo motorista de Neruda, Manuel Araya, que foi o primeiro a levantar a hipótese do assassinato em uma entrevista. Leia mais na Veja.

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