fbpx

Cientistas revertem envelhecimento em animais

Por Maya Santana

Os novos estudos entusiasmaram pesquisadores

Os novos estudos entusiasmaram pesquisadores

A pesquisa dos estudiosos da universidade americana de Harvard, uma das instituições de ensino superior mais respeitadas do mundo, conseguiu rejuvenescer músculos de ratos. Em seres humanos, seria o equivalente a voltar 40 anos no tempo. Mas especialistas alertam que ainda há um longo caminho a ser percorrido antes de se conquistar benefícios que possam ser aplicados aos humanos.

Leia o artigo publicado por O Globo:

Cientistas americanos encontraram uma forma de reverter o processo de envelhecimento em mamíferos. Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, conseguiram fazer camundongos voltarem ao tempo quando deram uma substância que melhora a comunicação dentro da célula e impede o seu desgaste.

– O processo de envelhecimento que nós descobrimos funciona como um casal: quando eles estão jovens, se comunicam bem, mas convivendo num mesmo espaço por muito tempo, a comunicação se deteriora – compara o professor de Genética da Escola Médica de Harvard, David Sinclair, coordenador do estudo. – E como num casal, restaurar a comunicação resolve o problema.

Eles descobriram que o DNA nuclear – encontrado no núcleo da célula – e o DNA mitocondrial – de outras partes da célula – param de se comunicar à medida que envelhecemos. Isto, ao longo do tempo, diminui a habilidade da célula de produzir energia, e aparecem sinais da idade e doenças relacionadas ao envelhecimento, como mal de Alzheimer e diabetes.

Os problemas nesta comunicação ocorrem pelo esgotamento da uma proteína chamada NAD, cujos níveis caem naturalmente com a idade. No experimento, eles deram ao camundongo uma substância que se converte sozinha em NAD, e isto restaurou a rede de comunicação. Depois de apenas uma semana, animais de 2 anos passaram a ter o tecido corporal de apenas 6 meses. Em anos humanos, isto seria o mesmo que um indivíduo de 60 anos se transformasse num de 20.

Os pesquisadores estão agora investigando os resultados a longo prazo de administração do NAD em camundongos e explorando se a substância pode ser usada para tratar doenças mitocondriais raras ou algumas outras doenças, tais como diabetes tipo 1 e 2. O estudo publicado na “Cell” argumenta que a força muscular poderia retornar com um tempo mais longo de tratamento. Os testes clínicos estão previstos para começar em 2015. Clique aqui para ler mais.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

17 − 5 =