Cigarro eletrônico: OMS divulga um novo alerta

Por Maya Santana
O comércio desse tipo de cigarro ainda é proibido no Brasil, mas muita gente já está usando

O comércio desse tipo de cigarro ainda é proibido no Brasil, mas muita gente já está usando

Novamente, o cigarro eletrônico é um dos destaques do noticiário nesta quarta-feira, porque a Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou alerta, afirmando que esse tipo de cigarro representa ‘graves ameaças’ para os adolescentes e para fetos. Especialistas acham que deve ser proibido fumar o cigarro eletrônico em lugar fechado. A OMS calcula que em 2014 havia 466 marcas e que em 2013 foram gastos três bilhões de dólares no mundo inteiro nesses inaladores eletrônicos de nicotina. As vendas devem aumentar em até 17 vezes até 2030.

Leia o artigo da BBC Brasil:

O famoso e recém-disseminado cigarro eletrônico pode sofrer mais restrições antes mesmo de ter seu comércio e importação liberados no Brasil. A OMS, Organização Mundial da Saúde, fez um relatório alertando para o perigo que o produto pode representar para crianças e adolescentes e, por isso, sugere um controle maior na comercialização do dispositivo até que se tenha a certeza de seus possíveis efeitos.

O cigarro eletrônico já pode ser visto em terras brasileiras – a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe a venda e a importação do produto, mas não o uso, a não ser em locais fechados onde a lei impede o fumo – e tem se tornado uma alternativa comum aos fumantes que tentam se livrar dos malefícios advindos do vício do cigarro.

O dispositivo eletrônico oferece pequenas doses de nicotina, mas sai na frente do cigarro comum por não ter a queima do fumo (que inclui substâncias cancerígenas provenientes do tabaco).

A OMS, porém, considera que, apesar do aparente “benefício” para os fumantes, o cigarro eletrônico pode representar uma ameaça para adolescentes e mulheres grávidas (podendo prejudicar o crescimento do feto). A OMS adverte que o vapor do dispositivo eletrônico exala algumas substâncias tóxicas e nicotina no ar e que não há evidências de que ele ajude os fumantes a largar o vício.

Por isso, a Organização pede que o uso desse tipo de dispositivo seja proibido em lugares fechados “até que se prove que o vapor que sai deles não é prejudicial para outras pessoas” e que a venda para crianças ou menores de idade também seja suspensa.

Para os ativistas que defendem o uso do cigarro eletrônico, no entanto, as restrições precisam ser “proporcionais”.

O relatório da OMS atenta para o potencial do cigarro eletrônico em supostamente desencadear o aumento do uso de cigarros por crianças. Especialistas em saúde pedem a proibição das propagandas com esse dispositivo que podem motivar crianças e não-fumantes a usar o produto.

Eles alegam que as essências usadas no cigarro eletrônico com sabores doces, de frutas ou bebidas alcoólicas também deveriam ser banidas, já que elas tornam o produto ainda mais atrativo para adolescentes e não-fumantes. Clique aqui para ler mais.


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1 Comentários

lisa santana 27 de agosto de 2014 - 15:29

O capitalismo ( leia-se o homem) adora inventar produtos para se manter e pensa que engana. Aliás engana: os trouxas.

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