Clint Eastwood, 84: “Meu segredo é ficar ocupado”

Por Maya Santana
O ator e diretor octogenário acaba de dirigir um novo filme

Aos 84 anos, ele continua ativo como ator, diretor, produtor e músico

Clint Eastwood completou 84 anos em maio e continua trabalhando feito um louco. Faz dois filmes por ano. Quando perguntado pelo jornal El País sobre o segredo de trabalhar tanto até uma idade em que a maioria dos diretores já se aposentou, ele responde: “Meu segredo é o mesmo desde que fiz Rawhide, em 1959: ficar ocupado.” Concordo plenamente. Há muito acredito que o verbo é “fazer” – se engajar no que se gosta e seguir em frente enquanto der. Taí o ator e diretor octogenário reforçando essa tese. Clint Eastwood acaba de dirigir um novo filme.

Leia o artigo do El País:

Então qual é o segredo de Clint Eastwood? Aos 84 anos, ele continua ativo como ator, diretor, produtor, músico e até político. É nessa última área que mais críticas foram feitas a esse liberal republicano, sendo que muitos pensam que ele está ficando senil ou que o sucesso lhe subiu à cabeça. No resto de sua carreira, quem não o bajula, admira o fato de um octogenário continuar a rodar, e não um, mas dois filmes por ano. É o caso agora com Jersey boys e American sniper. “Meu segredo é o mesmo desde que fiz Rawhide, em 1959: ficar ocupado. Nunca deixo o que é velho entrar em casa”, diz Eastwood ao EL PAÍS.

É verdade que ele está parecendo mais frágil: olha para baixo ao falar, seu corpo balança em tremores ligeiros, sua barba por fazer tem partes grisalhas e mais finas, e de vez em quando o ouvido esquerdo o deixa na mão. Mas ainda se percebe sua força, em suas respostas, à sua volta, comportando-se como o rei do estúdio Warner, com o qual trabalha há décadas, enquanto seus assistentes avisam ao interlocutor que é melhor sentar-se do seu lado direito.

“Se a gente deixa de viver olhando para frente, não há outra alternativa senão olhar para trás, e isso é cair na nostalgia”, diz Eastwood, eternamente recordado pelo papel de Dirty Harry. O cineasta prefere deixar a nostalgia para Jersey Boys, filme baseado no musical homônimo que, depois de fazer sucesso nos palcos da Broadway e de Londres, foi transposto ao cinema num filme que focaliza a vida de Frankie Valli e seu grupo, The Four Seasons. O musical é algo inusitado na carreira de Eastwood, que usou praticamente o mesmo elenco que levou a obra aos teatros.

O diretor admite que, embora o grupo conte com grandes números comoCan’t take my eyes off of you, esse não é “seu tipo de música”: ele se interessa muito mais pelo jazz de Charlie Parker ou Lester Young que por esses grupos melódicos do passado ou pelo pop dos anos 1960. “Prefiro o country, cujas canções contam uma história, e você entende as letras”, resmunga o diretor, traindo a idade, que admite ter pegado pesado na cerveja “quando as outras pessoas experimentavam drogas”.

Mas Eastwood é apaixonado por histórias, e em Jersey boys encontrou uma história boa: o reflexo de uma era, a década que se divide entre os anos 1940 e 1950, vista não desde os olhos de um astro, mas da perspectiva de um grupo de amigos saídos de um bairro operário de Nova Jersey. E o fato de ser um musical não o incomodou. No final, e sem soar saudosista, Eastwood reconhece que passou anos alimentando uma mágoa como diretor. “Sempre senti uma inveja saudável de Milos Forman, porque eu teria gostado de dirigir Amadeus”, recordou, falando do filme sobre a vida do menino prodígio da música clássica. Clique aqui para ler mais e ver o trailer do novo filme de Clint Eastwood.


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1 Comentários

Ana Márcia Ribeiro da Silva 24 de setembro de 2014 - 21:15

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