Clube da Esquina é eleito o 2º melhor de todos

Por Maya Santana


Integrantes do lendário grupo. Ao fundo, Toninho Horta (blusa azul) e Milton Nascimento

Horizonte, nunca tiveram a pretensão de revolucionar a MPB. Jamais se apropriaram do rótulo “movimento” para definir aquela reunião quase sempre informal de jovens em torno do violão. Fato é, e se comprova no resultado da enquete promovida pela Rádio Eldorado FM, o portal Estadão.com e o Caderno 2+ Música, que o tal Clube da Esquina segue como referência de modernidade, mesmo 40 anos após o lançamento do álbum homônimo, em 1972. Esta obra-prima da música brasileira ficou em segundo lugar entre os 30 discos selecionados, após os 11 dias de votação aberta aos internautas. Amanhã, 7 de setembro, será revelado o grande vencedor da enquete sobre o melhor disco brasileiro de todos os tempos.


Capa do disco, lançado há exatos 40 anos, em 1972, que continua fazendo história

A história do “Clube” se deve, em grande parte, à projeção precoce de Milton Nascimento. Já reconhecido com seu trabalho solo, deu as coordenadas em todas as frentes – composição, letra e gravação – para que o álbum duplo fosse viabilizado. Bituca, como ficou conhecido entre os colegas da época, já tocava com o Som Imaginário, logo acoplada na banda de base do Clube da Esquina: Robertinho Silva (bateria) Wagner Tiso (arranjos e teclados), Luíz Alves (baixo), Tavito (violão) e Laudir Oliveira (percussão). Da ala dos instrumentistas, ainda vieram Toninho Horta (baixo e guitarras), Rubinho (bateria), Beto Guedes (violão e guitarra), Nelson Angelo e Paulinho Braga (percussões). Os arranjos com orquestra são de Eumir Deodato.

Entre os letristas, participaram Márcio Borges, Fernando Brant e Ronaldo Bastos. E nos vocais, além de um Milton em estado de graça, um desconhecido rapaz de apenas 19 anos roubou a cena: Salomão Borges Filho, o Lô. Talento em ebulição, dividiu com Bituca os créditos do álbum.

Clube da Esquina começou a ser gestado no Rio, numa casarão alugado por Milton em Niterói. Foram seis meses de exílio criativo, regado à muita bebida e banhos de mar na praia de Piratininga. As canções foram gravadas posteriormente nos estúdios da Odeon, em fita de rolo, em apenas dois canais. Por conta das limitações técnicas, sem mixagem e masterização, quase tudo foi registrado ao vivo. Leia mais em www.estadao.com.br


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1 Comentários

Monique Queiroz 22 de janeiro de 2018 - 21:36

Gostei muito do conteúdo do site, seguirei aqui em diante. Obrigado e Parabéns!!

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