Colesterol: esqueça o que o médico recomendou

Por Maya Santana
Se reduzir os níveis de colesterol não dá proteção por que continuar as estatinas?

Se reduzir níveis de colesterol não dá proteção por que continuar com estatinas?

Acho da maior importância este artigo escrito pelo Dr. Dráuzio Varella para a Folha de São Paulo, neste sábado. Qual de nós nunca tomou remédio para baixar o colesterol? Pois é. Agora, mudou tudo. Segundo Dr. Dráuzio, nova orientação é que “os níveis de colesterol não interessam mais. Portanto, se seu LDL é alto, não fique aflito para reduzi-lo: o risco de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral não será modificado.”

Leia o artigo:

Nunca me convenci de que essa obsessão para abaixar o colesterol às custas de remédio aumentasse a longevidade de pessoas saudáveis. Essa crença –que fez das estatinas o maior sucesso comercial da história da medicina– tomou conta da cardiologia a partir de dois estudos observacionais: Seven Cities e Framingham, iniciados nos anos 1950.

Considerados tendenciosos por vários especialistas, o Seven Cities pretendeu demonstrar que os ataques cardíacos estariam ligados ao consumo de gordura animal, enquanto o Framingham concluiu que eles guardariam relação direta com o colesterol. A partir dos anos 1980, o aparecimento das estatinas (drogas que reduzem os níveis de colesterol) abafou as vozes discordantes, e a classe médica foi tomada por um furor anticolesterol que contagiou a população. Hoje, todos se preocupam com os alimentos gordurosos e tratam com intimidade o “bom” (HDL) e o “mau” colesterol (LDL).

As diretrizes americanas publicadas em 2001 recomendavam manter o LDL abaixo de cem a qualquer preço. Ainda que fosse preciso quadruplicar a dose de estatina ou combiná-la com outras drogas, sem nenhuma evidência científica que justificasse tal conduta. Apenas nos Estados Unidos, esse alvo absolutamente arbitrário fez o número de usuários de estatinas saltar de 13 milhões para 36 milhões. Nenhum estudo posterior, patrocinado ou não pela indústria, conseguiu demonstrar que essa estratégia fez cair a mortalidade por doença cardiovascular.

Cardiologistas radicais foram mais longe: o LDL deveria ser mantido abaixo de 70, alvo inacessível a mortais como você e eu. Seríamos tantos os candidatos ao tratamento, que sairia mais barato acrescentar estatina ao suprimento de água domiciliar, conforme sugeriu um eminente professor americano. Pois bem. Depois de cinco anos de análises dos estudos mais recentes, a American Heart Association e a American College of Cardiology, entidades sem fins lucrativos, mas que recebem auxílios generosos da indústria farmacêutica, atualizaram as diretrizes de 2001.

Pasme, leitor de inteligência mediana como eu. Segundo elas, os níveis de colesterol não interessam mais. Portanto, se seu LDL é alto não fique aflito para reduzi-lo: o risco de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral não será modificado. Em português mais claro, esqueça tudo o que foi dito nos últimos 30 anos. Clique aqui para ler mais.


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2 Comentários

Maria da Penha de Freitas Santos 8 de dezembro de 2013 - 00:38

Graças a Deus que descobri este site fiquei mais tranquila encontrei esta reportagem a respeito do colesterol pois estava preocupada o meu deu um pouquinho alto já estava muito preocupada o meu médico (SUS) me deu um remédio para abaixar o colesterol e me fez mau então não tomei mais. Atenciosamente

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Carlos Magno 1 de dezembro de 2013 - 01:24

Que coisa assustadora!

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