Com faixas, ele quer corrigir erros de português

Por Maya Santana
As faixas foram abertas diante de semáforos, na cidade de Maringá

As faixas foram abertas diante de semáforos, na cidade de Maringá

“Não acredito em brasileiro sem erro de concordância”. A frase é do impagável Nelson Rodrigues. Talvez, se ainda estivesse entre nós, o genial pernambucano completaria…”e sem erro de grafia”. A nossa língua é complexa e todos nós cometemos erros. Mas o que a gente tem visto, principalmente na internet, é de amargar. Há quem diga que, se você consegue se comunicar, não importa o jeito que está escrevendo. Acontece que em qualquer concurso, qualquer prova, a exigência é que se empregue o português correto. Cansado de ver as atrocidades que se comete contra a língua, um advogado paranaense teve essa bela ideia.

Leia o artigo publicado pelo uol:

A campanha "Sinal do Saber" começou em julho

A campanha “Sinal do Saber” começou em julho

Algumas ideias aparecem repentinamente, sem você esperar por elas. Foi assim que a proposta de corrigir vícios de linguagem por meio de faixas espalhadas nos semáforos de Maringá (PR) surgiu, conta o advogado Lutero de Paiva Pereira.

A iniciativa surgiu enquanto Pereira jogava uma partida de golfe. “[O golfe] é um esporte que possibilita alguns momentos de reflexão. Em um deles [dos jogos] fiquei pensando nos vícios de linguagem que existem no ambiente do jogo. Voltei pra casa e pensei mais sobre os vícios que estão presentes em nossa realidade”, explica o advogado. “Logo tive a ideia. Conversei com um companheiro de equipe da minha empresa e em uma semana já estava circulando a primeira faixa com correções de algumas palavras.”

A ideia de criar faixas com português correto foi de um advogado

A ideia de criar faixas com português correto foi de um advogado

O objetivo do projeto Sinal do Saber, segundo o autor, é contribuir com o “desenvolvimento cultural da cidade. “Por que não usar o semáforo para divulgar o conhecimento melhor da nossa gramática?”, diz o idealizador da iniciativa que faz parte das ruas da cidade desde julho deste ano. “O sinaleiro é utilizado muito por artistas para suas artes.”

O critério para a escolha dos semáforos é o fluxo de pessoas, explica o também advogado Tobias Marini de Salles Luz, que ajuda a coordenar o projeto. “Fazemos um rodízio entre os principais cruzamentos da cidade. A divulgação varia entre 4h e 8h por dia, dependendo da data e da ocasião, como promoções no comério, feriados etc”, conclui.

Depois de exibidas em semáforos, as faixas são expostas em parques e praças

Depois de exibidas em semáforos, as faixas são expostas em parques e praças

Depois de exibidas nos semáforos, as faixas são expostas em parques e praças da cidade. O conteúdo delas é feito exclusivamente por Pereira. “Mas eu não me valho apenas dos meus conhecimentos. Consulto a gramática já produzida e também alguns sites especializados”, diz o autor do projeto. Clique aqui para ler mais.


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1 Comentários

Toninho Reis 30 de setembro de 2013 - 14:35

Uma boa ideia, mas aja faixas……………………………………………………………. ufa………….

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