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Morre em SP, aos 66 anos, o cantor Nelson Ned

Por Maya Santana

Após sofrer um AVC, o cantor de um metro e 12 cm, aos 66 anos, vive numa clínica

Nelson Ned, 66, sofreu um AVC em 2003 e tem problemas para andar

Há menos de um mês, postei aqui uma longa reportagem publicada pelo portal Uai sobre a situação triste em que vivia o cantor Nelson Ned desde que sofreu um AVC, Acidente Vascular Cerebral ou derrame, em 2003, que o deixou impossibilitado de cantar. Agora, vem a notícia de que ele morreu neste domingo, em São Paulo, onde estava internado em um hospital desde sábado passado, para tratar de uma pneumonia. Nelson Ned, de apenas 1m12cm de altura, fez enorme sucesso nas décadas de 70 e 80, vendeu milhões de discos no Brasil e em países da América Latina e se apresentou em casas de shows renomadas, como o Carnegie Hall, em Nova York.

Para você que ainda não leu, estou postando novamente a reportagem:

No imaginário de Nelson Ned, de 66 anos, ele ainda faz shows e grava discos, mesmo estando longe dos palcos e dos estúdios há pelo menos seis anos. Mas, apesar de afastado do meio musical e da mídia, o cantor e compositor mineiro não deixa de estar presente na memória dos admiradores brasileiros e estrangeiros.

Com problemas de locomoção e de cognição, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2003, além de diabético, “o pequeno gigante da canção”, apelido que ganhou do falecido ator Paulo Gracindo, e que dá nome à sua biografia, vive hoje numa residência assistida em São Paulo, uma espécie de clínica voltada para pessoas que necessitam de cuidados especiais. No entanto, nem por isso deixa de receber o carinho dos amigos e, sobretudo, da família. O Estado de Minas acompanhou um de seus raros passeios na capital paulista, na semana passada, quando foi almoçar com as irmãs Neuma, de 58 anos, e Neyde, de 53, e com as filhas e os sobrinhos. No cardápio, comida bem caseira e mineira, segundo o cantor: arroz, feijão, carne moída, jiló e quiabo. “A coisa de que mais sinto falta de Minas é a comida. Amo o Brasil, amo Minas Gerais e amo Ubá (Zona da Mata, onde nasceu)”, diz.

Na clínica, com duas de suas irmãs, Neyde e Neuma

Na clínica, com duas de suas irmãs, Neyde e Neuma

Mesmo com dificuldade para se comunicar e com alguns lapsos de memória, Nelson Ned não se esqueceu do homem que é e da importância que tem na cultura nacional. Fala com orgulho das apresentações numa das casas de espetáculo de maior destaque do mundo, o Carnegie Hall, em Nova York, que chegou a lotar por três vezes na década de 1970. Aliás, nos Estados Unidos, ele foi o primeiro artista latino-americano a bater a casa de 1 milhão de discos. Não foi apenas o público norte-americano que se rendeu ao sucesso do ubaense. México, Colômbia, Argentina, Espanha, Portugal, Angola e Moçambique, entre outros países, se encantaram com o talento do brasileiro. “Conheço o mundo inteiro. Viajei muito. Mas gosto mesmo é de Miami (EUA). Foi lá que minha carreira internacional começou. Mas para mim já está bom. Está na hora de sombra e água fresca”, destaca o artista, que tem 32 discos gravados.

Durante a entrevista, realizada na casa de Neuma, a irmã que é sua curadora (pessoa que tem a incumbência de tratar dos bens ou negócios daqueles que estão incapacitados de fazê-lo), o autor de ‘Tudo passará’ —seu maior sucesso, que chegou a ter 40 regravações em vários idiomas – reviveu um passado glorioso. Sobre a mesa da sala, muitas fotografias de momentos importantes da vida e da carreira arrancaram gargalhadas, mas, principalmente, lágrimas. Nelson se emocionou por diversas vezes, sobretudo quando reviu a imagem dos pais e dos familiares em Ubá e recordou sua trajetória de superação. “Você foi um homem feliz, não foi?” Ele não titubeia: “Fui não. Sou um homem feliz. Já nasci feliz”, assegura Nelsinho, como é carinhosamente chamado pelos parentes.

A emoção é grande e o cantor arrisca soltar a voz em ‘Sentimental demais’, composição de um dos seus ídolos, Altemar Dutra, que resume exatamente o estado de espírito atual do artista. (“Sentimental eu sou/ Eu sou demais”). “Eu me emociono muito. Por sinal, você parece com o Altemar (afirma referindo-se ao fotógrafo) e a repórter é a cara da Martinha da Jovem Guarda”, diverte-se. Clique aqui para ler mais.

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2 Comentários

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Maria Gilda Matola Garcia 7 de setembro de 2015 - 21:36

Nélia fiquei emocionada ao Nelcinho cantar eu acopanhei toda carreira dele site tanta saudades. Bjssss Gilda

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Toninho Reis 16 de dezembro de 2013 - 12:59

Legal Maya, bateu uma saudadezinha do passado he he he !!!!!!!!!!

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