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Comida crua: “emagreci 36 quilos e minha resistência aumentou”

Por Maya Santana

 Chef Inês Braconnot, 65, não cozinha os alimentos. Nem passa perto

Chef Inês Braconnot, 65, adepta dos alimentos crus, nem passa perto do fogão

Este artigo de Natália Boere para O Globo chamou a minha atenção porque nunca provei alimentos crus. E, pelo que diz a chef Inês Braconnot, eles são uma maravilha, não só em termos do sabor gostoso, mas do bem que fazem à saúde. Inês tornou-se crudívora – um palavrão que significa se alimentar somente de produtos naturais, sem cozimento – e perdeu 35 quilos com a nova alimentação, sem fazer dieta. Uma de suas primeiras medidas foi se livrar do microondas. O único senão nessa história é o nome do restaurante que Inês acaba de abrir no bairro de Botafogo, no Rio: Ró. Quem escolheu o nome buscou inspiração na palavra inglesa “raw”, que significa cru. Achei que podiam ter tido uma ideia melhor. De qualquer forma, vou lá conferir a comida.

Leia:

Verduras, legumes, frutas e flores que nunca passaram nem perto do fogão. Esses — e somente esses — são os ingredientes da alimentação da chef Inês Braconnot, crudívora há 15 anos. Alquimista que só ela, Inês fermenta, liquefaz e, no máximo, aquece os alimentos a 42 graus numa desidratadora. A partir dessa temperatura, diz que algumas das vitaminas se tornam voláteis e há perda de nutrientes. A cozinha de casa? Ela chama de laboratório.

— Me mudei para um apartamento que não tinha uma cozinha decente, então montei uma estante para organizar meus temperos. Tudo o que eu quero é aquele cantinho para criar. Me sinto num laboratório muito mais do que numa cozinha, até porque não cozinho nada — diverte-se Inês, que acaba de abrir, com os sócios Alexandre Schiavo e Alexandre Lalas, o restaurante Ró (de raw food, “comida crua” em inglês), no Jardim Botânico.

Chef famosa no circuito gourmet do Rio

Chef famosa no circuito gourmet do Rio

Nem vale insistir: a casa só oferece comida crua mesmo, mas divinamente preparada e servida. O projeto, ela conta, “foi coisa da turma lá de cima”. Inês dava palestras sobre o crudivorismo, promovia jantares com preço fixo em sua casa e se preparava para lançar seu livro, “Cozinha sem fogão”, quando um belo dia…

— Estava almoçando com minha filha (Silvia; ela ainda é mãe de Marcelo e Luiz Eduardo) num restaurante no Jardim Botânico, quando os dois “Alexandres”, que são amigos da Silvia, passaram por nós, nos cumprimentaram e disseram que estavam indo olhar uma casa mais adiante, onde pretendiam abrir um restaurante de comida contemporânea.

As duas resolveram, terminado o almoço, ir atrás deles.

— Estava namorando a casa onde hoje é o restaurante há um tempo. Quando o Lalas entrou, logo falou: “Esta casa é a cara da comida da Inês”. Nunca tinha ouvido falar de raw food. Perguntei o que era, Inês me mostrou cursos, fotos de alguns pratos no Instagram e disse que o sonho dela era estudar na escola de culinária do Matthew Kenney (chef americano, a maior autoridade no assunto). Me apaixonei pela beleza dos pratos sem nem provar e, em três semanas, mandamos a Inês para os Estados Unidos — conta Alexandre Schiavo, que, por muitos anos, foi presidente da gravadora Sony Music Brasil.

Inês passou três meses entre Los Angeles, na Califórnia, e Belfast, no Maine, onde se aperfeiçoou na arte de não cozinhar os alimentos, por assim dizer. Na volta, elaborou o cardápio do Ró. Clique
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