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Como a forma de vestir tem influência em tudo

Por Maya Santana

Vestir bem é muito importante

A imagem não é algo fútil: representa 55% da comunicação total da pessoa

A diretora de transações Ana Carolina Pereira Lima, 39, é uma mulher bem-sucedida, daquelas que conciliam casamento, maternidade e o cargo de executiva em uma multinacional. Ao retornar da licença-maternidade, há dois anos, Ana Carolina achou que era hora de tentar uma promoção. Foi aí que ela ouviu algo inesperado: “A minha líder virou para mim e disse: ‘Olha para você, para sua roupa. Você não se cuida’”. Nesse momento, Ana Carolina se deu conta de que não bastava ser competente nas metas e desafios, era preciso demonstrar isso também pelas roupas que usava no trabalho.

“Sei que ela não falou para me magoar, mas no ambiente de trabalho, executivo é um conjunto de referências e inspira as pessoas”, conta Ana Carolina. Segundo a consultora de imagem Milla Mathias, o guarda-roupa de qualquer profissional, principalmente o das mulheres executivas ou que ocupam cargos políticos, deve ser prioridade, “pois somos nosso próprio cartão de visita”.

“É muito importante transmitir a mensagem correta, seja de credibilidade, de autoridade etc.”, diz a consultora de imagem. “A imagem não é algo fútil. Ela representa 55% da comunicação total da pessoa e pode facilitar ou atrapalhar, se estiver desconexa”, complementa Milla. Esse cuidado vale para quem já alcançou o sucesso profissional, para quem ainda está trilhando esse caminho e, claro, para quem está no começo da carreira.

Ana Carolina com seu guarda-roupa renovado

Por ter apenas 17 anos e estar às vésperas de assumir o cargo de vereadora de Ipê, no interior do Rio Grande do Sul, a jovem Gislaine Ziliotto tenta conciliar um guarda-roupa de alguém da sua idade com o cargo que ela ocupará a partir de 1º de janeiro. Ela e outras 659 prefeitas e quase 140 mil vereadoras, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, vão se vestir no primeiro dia de 2013 para atuar na política das suas cidades. Gislaine tem consciência da responsabilidade que o cargo público vai trazer e sabe também que estará em um ambiente formal, majoritariamente masculino e adulto.

“Sei que vou me vestir [de maneira] um pouco mais formal”, diz a jovem, que acaba de completar o Ensino Médio. “Mas eu não quero mudar meu estilo, minha personalidade. Quero manter o espírito jovem”, afirma. Por isso, as peças que estão no guarda-roupa da futura vereadora não devem ser substituídas tão cedo. “Porque sempre me vesti muito reservada, nunca fui chamativa.”

Para a consultora Milla, é muito importante respeitar o próprio estilo, tanto para quem vai está na política quanto no ramo corporativo. “Se a pessoa não se sente confortável ou não consegue fazer o trabalho à vontade, ela não será produtiva e isso não será positivo para seu caminho profissional”, afirma a especialista, que é coautora do livro “Guia de Estilo para o Candidato ao Poder” (editora Senac).

A comunicação por meio das roupas é um campo bem explorado na política. Em seu livro “Power Dressing – First Ladies, Women Politicians and Fashion” (em tradução livre: “Roupas do Poder: Primeiras-damas, mulheres políticas e moda”), o jornalista inglês Robb Young observa a mudança no guarda-roupa da presidente Dilma Rousseff. Antes da campanha, ela preferia cores escuras, o que acentuava a sua personalidade rígida. Leia mais em www.uol.com.br

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1 Comentários

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lisa Santana 24 de dezembro de 2012 - 12:29

Uma menina de 17 anos no poder? Será que ela pode trazer o que até agora não temos nos politicos que por vezes tem o quádruplo da idade dela? Será? O que ela vai vestir nem me importa tanto quanto o que será que ela vai fazer no cargo.Pode ser bom, não pode? Pode meu Deus, pode. A esperança é a última que morre…rs…

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