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Como anda a sua memória?

Por Maya Santana

Os esquecimentos vão ficando cada vez mais frequentes

Os esquecimentos vão ficando cada vez mais frequentes

Zulmira Furbino, Estado de Minas

O empresário Ademir Lopes, de 55 anos, não é propriamente fã das viagens de avião, mas precisa enfrentar seus muitos temores mais vezes do que gostaria. Foi o que ocorreu em sua última viagem a São Paulo, para participar de uma importante reunião de trabalho. Quando a aeronave aterrissou na pista do aeroporto de Congonhas, Ademir sentiu-se aliviado por sair de um voo difícil, com muita turbulência. Mas, ao pisar no saguão do aeroporto, se deu conta de que acabara de esquecer algo fundamental: o local onde seria realizado o encontro de negócios. Assim como o empresário, todos os dias, milhões de pessoas passam pela agonia da sensação da perda momentânea de memória, já considerada um mal do século 21.

A boa notícia é que isso não quer dizer que apagar um endereço da cabeça, levar um tempão para encontrar a chave do carro na hora de sair de casa ou esquecer onde você estacionou o carro sejam sintomas de doença. Na maioria das vezes, a perda de memória no dia a dia está ligada à falta de atenção, que, no caso de Ademir, foi causada pela ansiedade e pelo estresse com a viagem aérea.

De acordo com o geriatra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Flávio Chaimowicz, que presta atendimento geral no ambulatório do Hospital das Clínicas, a maioria das pessoas que se queixam de falta de memória não têm problemas com a memória em si, apenas estão impedindo que ela funcione bem, não importa a idade. Para que isso ocorra, segundo ele, é preciso, em primeiro lugar, prestar atenção no que se está fazendo. Do contrário, o cérebro não vai guardar a informação.

“Quando você entra de carro no estacionamento do shopping e, na volta, esquece onde ele foi deixado, certamente, no momento de estacionar estava atrasado para o cinema ou pensando nas compras que ia fazer e, por isso, não prestou atenção no local onde deixou o carro”, explica Chaimowicz. O mesmo ocorre quando você chega em casa, fecha a porta, joga a chave em algum lugar, vai correndo para o banheiro fazer xixi e só se dá conta de que não tem a menor ideia de onde foi parar a chave quando tem de sair de novo.

Nesses momentos, o local onde o carro foi estacionado ou a chave foi deixada foram, de certa forma, deixados de lado e não chegaram a ser registrados pelo cérebro por falta de atenção, que pode ser causada por ansiedade ou estresse, pela falta de sono satisfatório, pela depressão e até por causa de medicamentos para dormir. Também entram no pacote as intensas cobranças da vida contemporânea, como o hábito de fazer coisas demais ao mesmo tempo e jornadas de trabalho muito longas. Como a atenção é uma das funções mais atingidas em situações de estresse, depressão e fadiga, a sensação de falha na memória começa a aparecer, já que o cérebro prioriza algumas informações e descarta outras. Clique aqui para ler mais e testar a sua memória.

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