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Às vezes, apesar dos cuidados, o idoso pode cair. Foi o que aconteceu com meu pai. Ele estava com 88 anos quando, ao se levantar da cama, se desequilibrou e caiu. Fraturou o fêmur. Passou meses na cadeira de rodas, mas nunca se recuperou do acidente. Eu mesma, com 75 anos, já caí na rua duas vezes. Eu não me esqueço, porque a sensação é horrível, mesmo não tendo me machucado.
As quedas estão entre as principais causas de lesões, hospitalizações e perda de autonomia entre idosos. Muitas vezes, um simples tombo pode resultar em fraturas, cirurgias e longos períodos de recuperação.
Como evitar
O primeiro passo para prevenir quedas é manter-se fisicamente ativo. Exercícios regulares fortalecem músculos, melhoram o equilíbrio, aumentam a flexibilidade e ajudam na coordenação dos movimentos.
Atividades como caminhada, musculação, pilates, hidroginástica e tai chi chuan são especialmente recomendadas para quem deseja envelhecer com mais segurança. Também é fundamental realizar consultas médicas periódicas. Algumas doenças, como diabetes, pressão baixa, problemas cardíacos e alterações neurológicas, podem favorecer tonturas e desequilíbrios.
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A visão merece atenção especial. Enxergar mal aumenta significativamente o risco de tropeços e acidentes. Exames oftalmológicos regulares ajudam a identificar e corrigir problemas precocemente. O mesmo vale para a audição. Alterações auditivas podem comprometer a percepção do ambiente e o equilíbrio corporal.
Boa iluminação
Muitos medicamentos podem provocar sonolência, tontura ou queda de pressão. Por isso, é importante revisar regularmente as prescrições com o médico. Dentro de casa, pequenos ajustes fazem grande diferença. Tapetes soltos devem ser retirados ou fixados adequadamente para evitar escorregões.
Os ambientes precisam ser bem iluminados, especialmente corredores, escadas e banheiros. Fios elétricos espalhados pelo chão representam riscos que não devem ser ignorados. No banheiro, a instalação de barras de apoio próximas ao vaso sanitário e ao chuveiro aumenta muito a segurança.
Pisos antiderrapantes também são aliados importantes na prevenção de acidentes domésticos. Escadas devem contar com corrimãos firmes em ambos os lados e degraus bem sinalizados. O uso de calçados adequados é outro cuidado essencial. Sapatos fechados, confortáveis e com solado antiderrapante oferecem mais estabilidade. Andar de meias sobre pisos lisos pode ser perigoso, assim como usar sandálias do tipo Havaianas. d
Alimentação e hidratação
A alimentação equilibrada também contribui para a prevenção. Nutrientes como cálcio, vitamina D e proteínas ajudam a preservar a saúde dos ossos e dos músculos. A hidratação adequada é igualmente importante, pois a desidratação pode causar fraqueza e tonturas.
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Quem já sofreu uma queda deve procurar avaliação profissional para identificar as causas e evitar novos episódios. O medo de cair não deve levar ao isolamento ou à inatividade, pois o sedentarismo enfraquece ainda mais o corpo. Envelhecer com segurança exige atenção diária, mas não significa abrir mão da independência.
Com atividade física, acompanhamento médico e adaptações simples no ambiente, é possível reduzir significativamente os riscos. Prevenir quedas é proteger a autonomia, a qualidade de vida. È preservar a liberdade e o bem-estar em uma fase da vida que pode ser ativa, saudável e plena.
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