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“Como lutarei contra a depressão neste Natal”

Por Maya Santana

A britânica Charlotte Walker: Depressão não combina com o Natal

A britânica Charlotte Walker: Depressão não combina com o Natal

No dia em que milhares de pessoas em todo o mundo acordarão inquietas à espera de jantar com a família e trocar presentes, a britânica Charlotte Walker deve passar a noite de Natal lutando contra outro tipo de ansiedade: a depressão.

No relato abaixo, ela conta como planeja evitar uma recaída durante o período de festas, sobretudo quando todos à sua volta aparentam extrema felicidade.

“Sempre considerei o Natal um período difícil. Neste ano, estou me recuperando de uma crise de depressão particularmente desafiadora. É muito normal sentir-se pressionada a criar aquele Natal mágico, mas se você estiver estressada, ansiosa, ou mesmo, depressiva, essa pressão pode chegar a níveis humanamente insuportáveis.

Sei que não estou sozinha. Nas últimas semanas, vi amigos meus que também sofrem dessa doença tuitarem sobre suas preocupações, ou até do seu pavor em atravessar o período de festas.

Minha amiga Alice resumiu o problema em 33 caracteres: “Depressão e Natal não combinam”. Mas o Natal está se aproximando, quer eu queira ou não – assim como o medo de uma recaída. Para dar conta disso tudo, as coisas vão precisar ser um pouco diferentes.

Em primeiro lugar, comecei a deixar para trás ideias que eu tinha sobre o Natal “deve” ser. Não vou negar que a tarefa é difícil porque todos os preparativos começam no início de novembro.

Vocês já repararam na quantidade de propagandas nesse período de festas? Além da pressão a que somos submetidos e desse sentimento de antecipação, os anúncios vendem uma ilusão: vemos pessoas comprando aqueles presentes lindos e as matriarcas produzindo quilos e mais quilos de comida fantástica. Enquanto isso, revistas e programas de TV nos ensinam como montar um “Natal perfeito”.

Estive pensando noutro dia que se eu tivesse um problema de saúde – não que eu não tenha – que impedisse meus movimentos, sei lá, uma apendicite ou mesmo uma perna quebrada, não pensaria duas vezes em um Natal mais quieto, “na minha”, como dizem por aí. Mas estou recebendo medicação por causa de uma crise recente e preciso me cuidar ao máximo para evitar uma recaída. Clique aqui para ler mais.

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