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Como nosso corpo reage à proximidade da morte

Se nossa única certeza na vida é a que vamos morrer, chama a atenção a falta de conhecimento sobre o que acontece quando o fim está próximo

22/01/2026
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A chamada fase ativa da morte indica o momento em que não há mais tratamento ou intervenção capaz de postergar o fim da vida. Foto: Getty Images

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Com certeza, haverá quem dirá que esse assunto é muito lúgubre, sombrio. Mas falar da morte é inevitável. Como alguém já disse, para lá nós vamoss, no caminho estamos: um destino inescapável.

Achei  instigante este artigo de André Biernath. da BBC News Brasil, com médicos especialistas em cuidados paliativos, sobre o que acontece com uma pessoa quando sua vida está se esvaindo, a morte vem chegando.

Algumas das alterações apontadas pelos especialistas são sonolência, falta de fome e de sede, pele seca e azulada, respiração barulhenta.

“O processo conhecido como fase ativa da morte”, explica o texto, “acontece durante os últimos dias, ou as últimas horas, de uma pessoa.”

Leia o artigo completo:

Sonolência, falta de fome ou de sede, pele seca e azulada, respiração barulhenta… A chegada da morte pode ser marcada por uma série de sinais — e saber identificá-los é uma das chaves para um fim mais suave e tranquilo.

Se a morte é a única certeza que temos na vida, chama a atenção uma generalizada falta de conhecimento sobre o que realmente acontece quando o fim está próximo.

Especialistas em cuidados paliativos ouvidos pela BBC News Brasil dizem que até mesmo médicos e outros profissionais de saúde muitas vezes não sabem como agir nesse momento e apelam para procedimentos que são supérfluos, que mais atrapalham que ajudam.

O processo conhecido como fase ativa da morte acontece durante os últimos dias, ou as últimas horas, de uma pessoa.

Obviamente, ele não é igual para todo mundo — e está geralmente relacionado às enfermidades de longo prazo, como o câncer e a demência, em que a pessoa passa meses, ou até anos, fazendo tratamentos, até chegar ao ponto em que os órgãos e sistemas que constituem o organismo não são mais capazes de manter a vida adiante.

Entenda a seguir quais são as manifestações mais comuns de uma morte iminente, por que elas acontecem e o que pode ser feito para que esse evento seja suave, com poucos incômodos e significativo para que vai (e também para quem fica).

O desligar da terra

A médica Ana Claudia Quintana Arantes, referência nos estudos sobre o envelhecimento, os cuidados paliativos e a morte no Brasil, faz uma analogia didática, quase poética, entre os estágios finais da vida e os quatro elementos clássicos da natureza: terra, água, fogo e ar.

Seguindo a linha de raciocínio dela, a primeira etapa da morte ativa é simbolizada pela terra, uma representação do material, do físico, daquilo que a gente toca e pisa.

“A terra é o primeiro elemento que vai embora. Dá um cansaço estranho, que pesa nos olhos”, diz a especialista, autora do livro A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver (Editora Sextante).

“Há também um peso no corpo. Por mais magrinho que esteja, você não consegue movimentar um braço, não consegue se virar na cama. Você precisa de ajuda, e quando essa ajuda vem, ela percebe que esse corpo, mesmo que frágil, mesmo que pequenino, pesa muito, pesa tanto quanto o mundo”, complementa Arantes, que também atua no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

É comum então que a pessoa fique mais reclusa, sonolenta e entre num estado de inconsciência por alguns momentos.

Aqui, o corpo dela está começando a se desligar aos poucos, então alguns órgãos ou sistemas funcionam mais devagar e deixam de ser relevantes.

O médico Arthur Fernandes, secretário-geral da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, compara esse momento ao apagar das luzes de um prédio, ou ao desligamento das máquinas que compõem uma fábrica.

Uma das primeiras partes do corpo a entrar nessa marcha lenta é o sistema digestivo.

Leia também: “Limpeza da morte”: suecos se livram do que acumularam em vida

A pessoa que entrou na fase ativa da morte tem naturalmente menos necessidade de comer ou beber água. E ela não sente mais fome ou sede como antes.

Com isso, a necessidade de ir ao banheiro também diminui aos poucos.

Outro sinal típico nesse momento é a alteração da pele, que se torna cada vez mais pálida e gelada, além de sofrer eventuais inchaços.

A pele também pode ganhar um tom azulado ou arroxeado, principalmente nas extremidades, como mãos e pés, além dos lábios. Isso é normal e indica que a circulação sanguínea também entrou num ritmo mais lento.

Mesmo que a pessoa esteja sonolenta, os médicos encorajam que familiares e amigos tenham momentos para conversar e tocar suavemente nas mãos e nos braços do ente querido.

Estudos indicam que sentidos como a audição e o tato continuam ativos, e esse contato pode representar uma fonte de conforto.

Mãos dadas num leito

Tocar suavemente a pele da pessoa querida e conversar calmamente com ela é uma das formas de trazer bem-estar, indicam especialistas. Foto: Getty Images

A água que se esvai

Seguindo a linha de raciocínio de Arantes, a segunda onda de transformações que acontece no corpo está relacionada à água.

“O corpo resseca, então os olhos, os lábios e a boca ficam secos. A saliva, escassa”, lista a médica.

Segundo a especialista, na maioria das vezes não há necessidade de aplicar soro na veia para reidratar o corpo.

Leia também: A médica que ajuda pacientes a morrer

Mas é possível aumentar o conforto e o bem-estar da pessoa prestes a partir com algumas medidas básicas, como molhar os lábios com algodão ou pano umedecido, aplicar colírio nos olhos e passar hidratantes na pele.

É importante que esses cuidados sejam sempre discutidos com os profissionais da saúde, para que todos estejam a par do que está sendo feito.

Outra preocupação comum durante a morte ativa tem a ver com a dor. Será que morrer dói?

Os especialistas dizem que, sim, algumas pessoas têm uma piora nos incômodos físicos, e alguns dos remédios usados deixam de funcionar como antes.

“Nas últimas horas de vida, essa dor pode descompensar e o paciente fica agitado. Além do desconforto, também pode acontecer falta de ar, enjoo, vômitos…”, responde Fernandes.

Mas os profissionais de saúde podem prescrever medicamentos mais fortes, como a morfina, que dão alívio.

Ou seja, a dor é uma possibilidade no fim. Mas a medicina tem caminhos para lidar com ela.

“Tanto os profissionais da saúde quanto a família precisam saber dessas possibilidades e deixar tudo organizado, como ter por perto as doses de medicações e saber as melhores formas de aplicá-las, para evitar sintomas muito desagradáveis”, complementa o médico.

Equipamentos médicos

Ter um arsenal terapêutico preparado para evitar sintomas desagradáveis no fim da vida é algo que torna esse momento mais suave para todos os envolvidos, sugerem especialistas. Foto: Getty Images

A melhora da morte

Há também uma etapa da morte ativa que pode ser simbolizada pelo fogo.

Esse é o momento em que a chama da vida ganha o seu último fôlego.

Trata-se de um período comumente chamado de “melhora da morte” ou “a visita da saúde”.

Aqui, os sintomas que a pessoa estava sentindo costumam melhorar, para a surpresa de quem acompanha a situação.

Ela sai daquele estado de letargia e inconsciência, volta a se comunicar, quer comer e parece mais animada, como se o quadro tivesse melhorado de forma repentina.

Mas Fernandes pondera que essa mudança não é uma coisa da água pro vinho: um paciente acamado por muito tempo não vai andar de novo, por exemplo.

Mas a volta de uma chama um pouco mais forte pode representar uma oportunidade única.

“O paciente que comia muito pouco pode agora comer mais. Ele pode experimentar uma comida que gosta muito, pra sentir o sabor. Ele sai daquela sonolência para rever uma pessoa querida”, destaca o especialista.

“Esse pode ser o momento em que ele consegue se despedir, dizer que ama, receber perdão e pedir desculpas para alguém”, complementa ele.

Não raro, os familiares e a própria equipe de saúde querem usar esse momento para fazer exames ou intervenções, numa tentativa de ampliar o tempo de vida daquela pessoa.

Mas, segundo Arantes, essas medidas geralmente são supérfluas — e ocupam o tempo valioso que seria usado para encontros e despedidas.

Leia também: Papa Francisco: “A morte não é o fim de tudo, mas o começo de algo”

“Esse tempo deveria ser utilizado para exercer a autoridade, a autonomia de deixar a sua marca, a forma de estar no mundo, para as pessoas que você ama”, aponta ela.

“Esse é o momento de fazer declaração de amor. De pedir perdão, de perdoar. E reconhecer que nem sempre foi possível fazer o que se queria ter feito.”

“Essa é a chance expressar a sua essência, sem nenhuma reserva”, reflete ela.

A melhora da morte costuma durar pouco tempo — e logo a chama volta a ficar fraca de novo.

Bebê durante o parto

Se nosso primeiro ato em vida é respirar, puxar o ar, o último é expirar, ou devolver esse ‘sopro sagrado’, nas palavras de Arantes. Foto: Getty Images

O sopro da vida

Para fechar a lista dos elementos elaborada por Arantes, chegou a hora de entender como o ar se encaixa nessa história.

E ele simboliza uma das alterações mais aparentes do corpo na hora da morte.

A respiração sai do padrão que estamos acostumados. Às vezes, ela fica rápida e curta. Depois, longa e pausada. Às vezes, até parece que a pessoa deixou de respirar.

Outros eventos comuns nessa etapa é permanecer com a boca aberta, pelo relaxamento dos músculos que seguram a mandíbula, e uma respiração bem barulhenta, como se a pessoa estivesse roncando alto.

Isso acontece porque, naquele processo de desligamento das funções vitais, o corpo acumula alguns fluidos na garganta, que geram um ruído quando o ar passa por ali.

Esse sinal pode até ser incômodo para quem está vendo aquela cena, mas, segundo os médicos, não representa necessariamente uma aflição para quem está à beira da morte.

Em alguns casos, os profissionais da saúde podem indicar uma aspiração desses fluidos ou usam remédios que melhoram esse fluxo de entrada e saída do ar.

Arantes reflete que, quando nascemos, a primeira coisa que fazemos é respirar, ou puxar a primeira leva de ar que enche nossos pulmões.

E um de nossos últimos atos em vida é fazer justamente o movimento contrário: devolver o ar, numa expiração final.

“Você pode entregar esse sopro sagrado que te foi dado quando nasceu. Se você fez bom uso desse sopro, se você teve uma vida que valeu a pena ser vivida, essa última expiração é um presente”, acredita ela.

“Daí esse fôlego cessa. E você tem um silêncio”, relata a médica.

Nos segundos depois da última expiração, o coração para de bater. O cérebro apaga. E as células do corpo que ainda estavam ativas desligam aos poucos.

A vida daquele indivíduo chegou ao fim.

Arantes orienta às pessoas que testemunharam esse momento que informem os profissionais de saúde, caso eles não estejam por perto, mas não há necessidade de fazer tudo com pressa.

“Permaneça por um momento nesse instante sagrado, que parece até fora do tempo normal”, sugere ela.

“Aquela pessoa que você ama parou de respirar, está livre da matéria. Ela deixa de existir naquele corpo e passa a viver no coração de todo mundo que a ama.”

Já para Fernandez, a porção final da vida não deveria ser tratada como algo tão extraordinário — e é vital que a gente fale mais sobre isso.

“É importante que as pessoas conversem sobre esse assunto em casa, para que a gente construa cada vez mais uma cultura que abraça a vida sem excluir a morte”, pensa ele.

“Até porque a morte não é o contrário da vida. A morte é o antônimo de um processo que a gente chama de nascimento.”

“Já a vida é tudo aquilo que está incluído dentro desse tempo bonito que a gente tem pra viver”, conclui ele.

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Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.

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