Como será que Guga Kuerten vai estar aos 50 ou 60?

Por Maya Santana
" “Tem uns 14 anos que sinto dores sem parar"

“Tem uns 14 anos que sinto dores sem parar”

Maya Santana

Alguém já imaginou como estará Gustavo Kuerten, Guga, quando ele chegar aos 50 ou 60 anos? Nosso maior tenista – tem até um instituto com o nome dele – completa 38 anos em duas semanas – 10 de setembro – , e acaba de dar uma entrevista para a Folha-Uol, dizendo que, dadas às suas limitações físicas, não consegue mais correr. Pior que isso: “Tem uns 14 anos que sinto dores sem parar, um dia atrás do outro.”

Em 13 anos como profissional, segundo o Diário Catarinense, Guga foi operado duas vezes no quadril, em fevereiro de 2002 e em setembro de 2004. Mesmo com dores, ele continuou disputando os torneios e finalizou a carreira com 20 títulos no circuito mundial da ATP. Além de ter alcançado a liderança do ranking mundial em dezembro de 2000. Ou seja, conquistou a glória. Mas a que preço?

Tremendo esforço físico

Tremendo esforço físico

Guga diz que não se arrepender de ter se doado tanto ao esporte. Ele admite, porém, que sentiu um certo alívio quando se aposentou. Claro, estava quase se inviabilizando, insistindo em levar adiante a carreira, com seu corpo cronicamente exausto e mexido demais pelos médicos. Se Guga está assim aos 37 anos, na flor da vida, imagine o que o passar do tempo lhe reserva.

Honestamente, se esse é o preço para se chegar à fama, os atletas deveriam refletir sobre onde sua ambição pode levá-los. O conceito de sucesso a qualquer preço que o mundo adotou também precisa ser revisto. Rapaz conhecido pela educação, símbolo de alegria para os brasileiros, é de Guga esta pergunta: “A gente bota corpo e alma e vai tudo. Não tem como segurar, mas daqui a 10 anos como é que vai ser?”

Ele mesmo responde: “Joga tudo e depois dá um jeito. O que é bom também; essas dualidades da vida são interessantes porque trazem alguma lembrança, uma vivência.”E quando o repórter insiste: Você carrega “cicatrizes” pela dedicação ao tênis? Guga, com a espontaneidade de sempre, se abre: “Sim. Eu não consigo nem correr, cara.” Clique aqui para ler a íntegra da entrevista, na qual ele fala de vários assuntos.


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2 Comentários

lisa santana 26 de agosto de 2014 - 14:33

Sim, Mônica, principalmente quando, ao valorizar um esporte, se foca em “medalhas”. Sucesso a qualquer custo. Isto não é o contrário do que a gente aprendia na escola pública há anos atrás: ” mente sana em corpore sano”. É o preço do “sucesso” capitalista, principalmente num país de terceiro mundo.

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monica minelli 26 de agosto de 2014 - 01:54

Esse é o preço da “medalha de ouro, prata ou bronze” uma repetição de movimentos que leva a paralização corporal,,, e dores, muitas dores.
Quantos milésimos de segundos um atleta tem que percorrer para ganhar o podium ? E logo em seguida conviver com o corpo em frangalhos……
Bjo

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