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Confissões aos 5.0

Por Maya Santana

"Eu aceito o tempo e gosto mais de mim hoje do que aos 30"

“Eu aceito o tempo e gosto mais de mim hoje do que aos 30”

Zélia Duncan

Quando trouxeram o bolo com aquelas velas cheias de curvas, senti uma estranheza e sorri

Luiz Tatit e seu Grupo Rumo cantavam uma música nos anos 80 que dizia: “Gosto dela meio velha assim mesmo, ela é meio velha, mas é tão bonita…”. Meus 16, 17 anos sorriam para a canção, que soava tão docemente distante, no canto-fala de Tatit. De repente pensei como é pra mim ouvi-la hoje. Já se vão mais de 30 anos!

É que outro dia aconteceu, fiz 50. E quando trouxeram o bolo com aquelas velas cheias de curvas, senti uma estranheza e sorri. Era pra mim! Então, eu cheguei. É que mesmo com todos os sinais, dentro e fora do meu rosto, tudo parece que foi ontem. Assim como a adolescência é complexa, porque você não é mais totalmente criança, nem totalmente adulto, nos 50 você sabe que não é mais jovem, mas não se sente velho.

Cheguei nesse número em outubro passado, acho que minhas contemporâneas hão de concordar comigo. Quando você atinge o tal 5.0, é como se a mãe Natureza em pessoa te dissesse, olha, você não vai mais procriar mesmo, eu não preciso mais do seu corpinho, tenho bem mais o que fazer, valeu, fui! E aí, o que era plano vira ribanceira. Se aos 40 você reclama de não mais conseguir enxergar de perto, aos 50, os hormônios querem te ver de longe! A montanha-russa desgovernada acelera e os sinais não param. O cabelo, a pele, a cara lavada pra dar uma saidinha, virar noites e acordar no pique, os voos de madrugada depois do show, tudo vira do avesso, até você achar um novo jeito de se endireitar. E quanto antes, melhor.

Agora, falando sério? Eu aceito o tempo e gosto mais de mim hoje do que aos 30. Por dentro, claro! E às vezes até por fora. Nada que uma boa endocrinologista não resolva. Se possível, dermatologista e analista também são recomendadas, que ninguém é de ferro. E claro, os exercícios físicos sempre, porque, como diz um médico amigo meu, tem que ser como escovar os dentes. Não há desculpa que dê conta de deixar isso em segundo plano. Uma equipe e tanto! E cá pra nós, não se fazem mais avós como antigamente. Com 50 e poucos, minha avó Zélia era mesmo vovó Zélia. Hoje, ela sou eu! Imagina vovó Zélia correndo maratona e pulando o muro de casa, no dia em que esquece a chave. Uma mulher de 50 anos, em 2015, pode e deve estar a todo vapor! Tanto no orçamento familiar, quanto na aparência e no vigor. Ainda que tantas vezes subavaliada profissionalmente, mas isso é mais uma questão de gênero do que de idade, infelizmente, é um fato fácil de ser constatado. “Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão!” Clique aqui para ler mais.

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3 Comentários

Kátia Caetano 17 de novembro de 2017 - 13:18

Eu me separei aos 50 e com a separação veio a perda de emprego e meses depois a morte de minha mae. Então imaginem o reboliço. Tive que me reinventar, juntar os cacos , mas já fazem 7 anos e posso te dizer que não foi fácil. Tenho muitas cicatrizes e quando olho para elas sinto orgulho de dizer que venci todas as minhas batalhas. Assim como vc. Sou feliz, isso que importa.

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Ana Lúcia 12 de maio de 2015 - 19:12

Ainda continuo meio perdida nesse turbilhão de transformações no mundo. Uma hora me sinto bem, outra hora me sinto péssima. Entre os 40 e os 59 anos foram muitas as mudanças…..

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Lisa Santana 9 de maio de 2015 - 15:56

Isto, isto, assino embaixo de todo este texto. Parece meu. Principalmente a parte em que ela fala que gosta mais dela agora que aos 30. A vida não é fácil em tempo algum. Mas a minha melhorou. Acho que finalmente encarnei. E está sensação é boa na medida em que penso que ninguém pode ir antes de chegar. Estou em um momento que cuido melhor de mim.

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