Contra a massacrante cultura do corpo magro

Por Maya Santana
Massacrante

Cultura que produz gente insatisfeita com o próprio corpo

Nesse breve artigo publicado pelo Estadão, a psicóloga Luciana Kotaka trata de um assunto que não é novo e que, apesar de combatido, continua a fazer vítimas: o preconceito contra pessoas que estão fora do peso. Vivemos numa cultura que continua massacrantemente batendo na tecla: você tem que ser magra, estar dentro de um certo padrão.

Leia o artigo:

Estamos vivendo uma cultura do corpo magro massacrante, fico pensando em até que ponto estar obeso causa mais transtornos do que a própria cobrança da nossa sociedade. Atendo pessoas com corpos dentro do IMC normal que se culpam, se maltratam pois não conseguem chegar ao peso que consideram ideal, colocando sua vida pessoal em risco, chegando até a separação em função da fixação constante com o corpo.

É muito frequente pessoas deixarem de ir a festas, praia, viagens, saídas com amigos para não comerem, porém em contrapartida deixam de viver, de dar risadas, de aproveitar o que a vida proporciona de prazeroso, pois se auto excluem.

As dietas em busca do corpo magro acabam levando a transtornos alimentares muito sérios, como bulimia, anorexia e compulsões, por isso é preciso mudar nossa relação com o corpo e com a comida. O emocional tem uma forte influência nesse processo, quanto mais buscamos emagrecer, mais a ansiedade e as compulsões aumentam, sendo necessário avaliar o que é ou não possível e adequar em cada caso.

Precisamos entender que comer é para a vida toda.  Dessa forma, aprender a comer todos os grupos alimentares é fundamental para mantermos a saúde mental e corporal. Não podemos permitir que essa nova cultura de não poder comer isso ou aquilo nos engula, mas sim devemos ter o discernimento de que podemos tudo, só precisamos comer com equilíbrio, realizar escolhas de qualidade e em quantidades adequadas.

Reeducar é a palavra de ordem.  Aprender de novo, deixar de lado o que lemos ou acreditamos até o momento, e permitir fazer do jeito certo.


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1 Comentários

Jarlene Melo 11 de junho de 2014 - 00:43

Bem, eu não defendo os padrões estéticos ditados pelas modelos “magras”de passarela, mas o peso ideal é aquele que proporcione qualidade de vida ao indivíduo, o caminho é mesmo a reeducação alimentar. Sempre com orientação de um nutricionista.

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