Convivência com idosos só faz bem para crianças

Por Maya Santana
Márcia  Blini Barbosa, 60 anos, com a neta Manuela, de sete meses

Márcia Blini Barbosa, 60 anos, com a neta Manuela, de sete meses

No sábado, dia 26, foi celebrado o Dia dos Avós. Honestamente, eu não sabia que os avós, em geral seres tão maravilhosos, tinham um dia dedicado a eles. Merecidamente. Decidi publicar aqui, com um pequeno atraso, mas com todo afeto, esse artigo de Patrícia Lima e Cristiano Santos, para revista Donna, do Grupo RBS.

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Só de olhar o semblante dessas figuras, uma sensação de felicidade invade o coração. De rosto enrugado ou bem lisinho, com cabelos brancos ou sem nenhum cabelo, vestindo as últimas tendências ou desfilando um casaquinho que era moda nos anos 1960, eles são simplesmente demais. E tê-los conosco é mesmo muito, muito bom. Tanto que torna-se cada vez mais comum a comemoração no sábado: o Dia dos Avós.

O que a gente sempre soube também tem sido confirmado por cientistas ao redor do mundo. Segundo pesquisas recentes, a convivência entre avós e netos é altamente benéfica para as crianças, que crescem mais seguras, saudáveis e felizes com a companhia e os cuidados de avôs e avós. E a recíproca é verdadeira. A vida dos idosos é melhor com netos por perto.

A dedicação de avôs e avós teria garantido, segundo uma pesquisa coordenada pela Universidade Edith Cowan, na Austrália, vantagens evolutivas à espécie humana. O estudo aponta que nenhum outro mamífero, com exceção de algumas baleias, conta com os cuidados dos avós durante o seu crescimento. A atenção e o acompanhamento dedicados às crianças teriam sido alguns dos fatores que possibilitaram o desenvolvimento motor e intelectual dos filhotes do homo sapiens. Mais protegidos, a chance de sobrevivência dos pequenos tornou-se bem maior.

Sobre os nossos dias, a pesquisa afirma que os avós, nas sociedades industrializadas, investem quantidade significativa de tempo e dinheiro em seus netos, o que influencia positivamente no desenvolvimento dos jovens. Estudo semelhante elaborado no Reino Unido revelou que quase metade da população tem netos, sendo que 25% desse total são os principais cuidadores das crianças. Eles substituem os pais durante, em média, seis horas por semana.

Quando algo inesperado ocorre e a família passa a enfrentar uma tragédia, o papel dos mais velhos torna-se ainda mais importante. Um estudo feito no Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP) observou o comportamento familiar em casos de crianças com câncer. Descobriu que os avós assumem a responsabilidade por manter a união da família. É uma preocupação em três dimensões: com o sofrimento físico do neto, com os pais – seus próprios filhos – e com os demais netos, irmãos da criança doente. Em muitos casos, são eles, os avós, que assumem o papel de cuidar do restante da família enquanto os pais estão concentrados no tratamento do pequeno enfermo. Clique aqui para ler mais.


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