Costanza Pascolato: "Elegância não tem a ver com roupas"

Por Maya Santana

Empresária e consultora de moda, Costanza, 74, nasceu na Itália

Empresária e consultora de moda, Costanza Pascolato, 80, nasceu na Itália


Costanza Pascolato, 80 anos, traz de volta o seu livro O Essencial, lançado na primeira versão em 1999. A reedição teve lançamento na última terça-feira, dia 10. Além de ser atualizado, o livro tem um capítulo inteiro dedicado à moda para mulheres mais velhas, da chamada terceira idade.  Saudada como um dos nomes  fortes da moda brasileira, ela deu esta breve entrevista para Bruno Astuto, da revista Época.
Leia:
Costanza Pascolato está lançando uma nova edição do livro O Essencial, com projeto gráfico criado pela Cherry Plus – agência de comunicação especializada em moda e beleza. E, entre as novidades, está um capítulo dedicado à moda na terceira idade. “Muito tempo se passou e o nosso mundo mudou, principalmente com a questão da Internet”, afirma um dos maiores ícones de elegância do país, que dedica um texto às piriguetes. “Elas estão demonstrando um pensamento de disponibilidade afetiva, uma sensualidade e um viés do caráter através da roupa”.
As brasileiras se vestem bem?
A maioria peca ao usar roupas menores que o próprio tamanho, dois ou três números menor. É incômodo e dá para ver. Antigamente, as mulheres precisavam copiar, mas hoje elas têm um estilo próprio, exuberante. Elas estão abusadas com a moda.
O livro reeditado agora foi lançado originalmente em 1999

O livro reeditado agora foi lançado originalmente em 1999


Qual a peça mais elegante do seu armário?
Um blazer de alta costura de Yves Saint Laurent, feito em 1972. Ainda cabe em mim, mas não fecha. Mas elegância tem a ver com comportamento, não com roupas. Meu pai dizia que educação é não invadir o espaço do outro.
Que dicas dá para as mulheres da terceira idade?
Você tem que encarar a velhice como eu faço: uma coisa normal. Não quero perseguir a juventude eterna, mas quero estar o melhor possível dentro da minha idade. Rezo para não perder a cabeça, não quero ser um peso para os outros.
Como encarou o segundo câncer?
Tive há 20 anos um câncer, e agora outro. Fui operada em junho e fiquei em tratamento até setembro. A minha sorte é que sempre chego três segundos antes: faço mamografia e todos os exames periódicos, religiosamente, de seis em seis meses. Me cuido assim como eu me arrumo.


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0 Comentários

Sônia Bertini 29 de janeiro de 2018 - 00:12

Constanza é sinônimo de elegância, uma das poucas coisas boas no Brasil, infelizmente.

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ÁUREA GONTIJO 12 de agosto de 2014 - 22:19

Acho esta senhora muito elegante!!!

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