fbpx

Cresce gosto por roupas, músicas, carros e tudo de outros tempos

Por Maya Santana

Caffeine Trio: Sylvia Klein, Carol Rennó e Renata Vanucci

Caffeine Trio: Sylvia Klein, Carol Rennó e Renata Vanucci

O bigode é dos anos 1940 e o cabelo do início do século passado – com topete e as laterais raspadas, referência ao corte militar muito popular na época da I Guerra Mundial. A calça de cintura alta fez a cabeça dos homens na década de 1920 e hoje é uma das preferidas do relações públicas Thiago Carvalhaes, de 29 anos. No mundo da moda onde circula, o visual com peças vintage e retrô causam pouco estranhamento. Pelo contrário, reforçam sua capacidade de combinar estilos de tempos diferentes. Mas na rua não há como ele passar despercebido. Apesar de esse jeito de vestir ganhar cada vez mais adeptos, Thiago chama a atenção por onde passa; assim como curiosos ainda se viram para ver um carrão dos anos 1970 passando pela rua.

O resgate e a valorização do passado nos dias atuais são um fenômeno mundial. O colar da vovó é agora disputado nas famílias: de repente, o que era apenas algo velho se torna um sonho de consumo, um acessório indispensável no guarda-roupa mais contemporâneo. O resultado é a valorização de peças antigas e vintages e, principalmente, o investimento da indústria, de vários segmentos, em produtos novos, feitos com a última tecnologia disponível, mas com cara de passado. Vitrolas, geladeiras, televisões retrô estão no catálogo de grandes marcas, oferecendo alta performance, mesmo que a “cara” seja de tempos bem remotos.

André Carvalhaes e Thiago Aragão se sentem confortáveis com o estilo adotado

André Carvalhaes e Thiago Aragão se sentem confortáveis com o estilo adotado

Mas é na moda que esse fenômeno é mais evidente. Há uma mudança de percepção, e recepção, da sociedade para artigos de vestuário datados. Thiago é apenas um dos tantos amantes dessa roupa de outras épocas. A entrada nesse universo, entretanto, foi muito espontânea. “Quando comecei a trabalhar na área, passei a buscar mais referências. Queria ser diferente de alguma forma e me senti confortável ao vestir roupas que marcaram outras décadas. Foi uma mudança drástica. Tinha um visual básico e fui agregando acessórios. Hoje, meu guarda-roupa não tem nada totalmente moderno, e a roupa puxou o cabelo e o bigode”, lembra.

RESGATE

Ao lado do namorado, o visual merchandiser André Aragão, de 28, fica ainda mais marcante essa volta ao passado. A gravata borboleta, popularizada por Frank Sinatra nos anos 1940 e 1950, e o blazer acinturado marcam o estilo clássico de André, um apaixonado pela alfaiataria. A consolidação dos brechós e um novo olhar para esses espaços de resgate à moda do passado facilitaram o acesso a esse tipo de roupa. “Não é caro se vestir assim, mas é preciso ter cuidado e pensar em como as coisas serão colocadas em prática, para não correr o risco de ficar caricato”, alerta André, que prefere uma leitura atual com menção a outras épocas. A gravata borboleta tornou-se sua marca pessoal.

Thiago e André se vestem assim, andam assim, vivem assim. O antigo, o vintage, o retrô são mais do que uma estética… acabou tornando um estilo de vida que, mais que respeitar o passado, quer trazer o melhor dele para os dias atuais. O Bem Viver foi atrás de histórias de outras pessoas que querem estar mais próximas dessas referências, gente para a qual o presente nada mais é que uma releitura do que já passou. E não é? Tal movimento é responsável pelo resgate de muita “coisa” que andava esquecida… um mérito em si. Estilos de dança e música foram “redescobertos” nessa vontade de experimentar um pouco do que já passou. Uma ode à memória que só faz bem.

VINTAGE X RETRÔ
Vintage refere-se a objetos ou produtos que mantêm sua forma original desde que foram criados. O termo foi incorporado pelo mundo da moda para designar peças que marcaram época, como roupas ou acessórios. Já o retrô é um produto novo, criado com as mesmas características do modelo antigo. Retrô é, portanto, uma repaginação inspirada no vintage. A moda retrô é a releitura de roupas que remetem aos estilos de décadas antigas, dos anos 1920 aos 1960, principalmente. Clique aqui para ler mais.
(Fonte: Carolina Cotta, Estado de Minas)

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais