• Anuncie no Site
  • Contato
No Result
View All Result
Newsletter
50emais
  • Início
  • Clube 50+
  • Saúde
    Por que casos de obesidade depois dos 50 só crescem e como reverter essa situação

    Por que casos de obesidade depois dos 50 só crescem e como reverter essa situação

    Outubro Rosa: lembre-se de cuidar de você

    Outubro Rosa: lembre-se de cuidar de você

    Parkinson: tudo que você precisa saber sobre a doença

    Parkinson: tudo que você precisa saber sobre a doença

    Cuidar de alguém com Alzheimer envolve mais do que controlar sintomas

    Cuidar de alguém com Alzheimer envolve mais do que controlar sintomas

    Sete dicas para dormir a noite inteira

    Sete dicas para dormir a noite inteira

    O que observar na busca de uma boa casa de repouso para um idoso demente

    O que observar na busca de uma boa casa de repouso para um idoso demente

    Fumante passivo: o perigo invisível de viver ao lado de quem fuma

    Fumante passivo: o perigo invisível de viver ao lado de quem fuma

    Decisão do Senado torna mais provável oferta da vacina de herpes-zóster pelo SUS

    Decisão do Senado torna mais provável oferta da vacina de herpes-zóster pelo SUS

    O que torna uma queda tão perigosa depois dos 65 anos?

    O que torna uma queda tão perigosa depois dos 65 anos?

  • Moda
    Moda de rua em Londres, cidade das mais elegantes do mundo

    Moda de rua em Londres, cidade das mais elegantes do mundo

    Glória Kalil: as tendências do verão 2026/2027

    Glória Kalil: as tendências do verão 2026/2027

    Por que as marcas de roupas para ginástica não pensam nas pessoas mais velhas?

    Por que as marcas de roupas para ginástica não pensam nas pessoas mais velhas?

    As 13 peças que devemos ter no guarda-roupa para estarmos sempre bem vestidas

    As 13 peças que devemos ter no guarda-roupa para estarmos sempre bem vestidas

    Moda outono-inverno depois dos 50: elegância e conforto sem regras

    Moda outono-inverno depois dos 50: elegância e conforto sem regras

    Depois dos 50, menos regra no vestir, mais estilo pessoal

    Depois dos 50, menos regra no vestir, mais estilo pessoal

    Para você que passou dos 50 e gosta de usar vestido

    Para você que passou dos 50 e gosta de usar vestido

    Qual é a cor desse verão que acaba de chegar?

    Qual é a cor desse verão que acaba de chegar?

    Moda: alfaiataria e gravata estão de volta

    Moda: alfaiataria e gravata estão de volta

  • Cultura
    Zezé Motta: a beleza de continuar brilhando em cena aos 81

    Zezé Motta: a beleza de continuar brilhando em cena aos 81

    Brasileira é finalista de um dos prêmios literários mais importantes do mundo

    Brasileira é finalista de um dos prêmios literários mais importantes do mundo

    Uma companhia de dança que só aceita maiores de 60

    Uma companhia de dança que só aceita maiores de 60

    ‘Enquanto você está aqui’, livro sobre o maior dos tabus: a morte

    ‘Enquanto você está aqui’, livro sobre o maior dos tabus: a morte

    Aos 52 anos, brasileira é a primeira mulher a assumir orquestra alemã

    Aos 52 anos, brasileira é a primeira mulher a assumir orquestra alemã

    Marieta Severo, capa da revista Vogue: A chegada dos 80 é muito significativa

    Tânia Maria: “Ainda não caiu a ficha que sou famosa”

    Tânia Maria: “Ainda não caiu a ficha que sou famosa”

    Glória Pires dirige seu primeiro filme: Sexa, uma comédia sobre preconceito de idade

    Glória Pires dirige seu primeiro filme: Sexa, uma comédia sobre preconceito de idade

    Adélia Prado, considerada maior poetisa viva do Brasil, chega aos 90 anos

    Adélia Prado, considerada maior poetisa viva do Brasil, chega aos 90 anos

  • Intercâmbio e Turismo
    Por que Londres é uma cidade única no mundo

    Por que Londres é uma cidade única no mundo

    Tudo que você gostaria de saber sobre intercâmbio  50+ no exterior

    Tudo que você gostaria de saber sobre intercâmbio 50+ no exterior

    Em 2024, dê a você de presente duas semanas de intercâmbio no exterior

    Em 2024, dê a você de presente duas semanas de intercâmbio no exterior

    Live: Comece a planejar seu intercâmbio/2024. São 16 opções de cidades

    Live: Comece a planejar seu intercâmbio/2024. São 16 opções de cidades

    Intercâmbio no exterior em 2024 – mais de 10 destinos para você que passou dos 50

    Intercâmbio no exterior em 2024 – mais de 10 destinos para você que passou dos 50

    Intercâmbio no exterior: África do Sul e Escócia esperam por você em 2023

    Intercâmbio no exterior: África do Sul e Escócia esperam por você em 2023

    Quatro países para você fazer intercâmbio ainda neste ano

    Quatro países para você fazer intercâmbio ainda neste ano

    Não precisa falar inglês para fazer o intercâmbio em Malta

    Não precisa falar inglês para fazer o intercâmbio em Malta

    Live: quer passar duas semanas em Malta?

    Live: quer passar duas semanas em Malta?

  • Entrevistas
    O ser humano não vive mais do que 120 anos

    O ser humano não vive mais do que 120 anos

    ‘O grande ensinamento dos pacientes é viver o hoje’

    ‘O grande ensinamento dos pacientes é viver o hoje’

    Cuidado! Ficar sentado muito tempo danifica a coluna

    Cuidado! Ficar sentado muito tempo danifica a coluna

    ‘A idade me trouxe a clareza do viver’

    ‘A idade me trouxe a clareza do viver’

    Isabel Allende sobre 3º casamento aos 70: O amor é o mesmo, mas as necessidades são diferentes

    Isabel Allende sobre 3º casamento aos 70: O amor é o mesmo, mas as necessidades são diferentes

    Live discute ‘dependência afetiva’, mal que causa grande sofrimento e afeta milhões

    Live discute ‘dependência afetiva’, mal que causa grande sofrimento e afeta milhões

    Lucinha Lins sobre a libido na terceira idade: “Não fica ruim, mas diferente”

    Lucinha Lins sobre a libido na terceira idade: “Não fica ruim, mas diferente”

    Símbolo sexual, Luisa Brunet chega aos 60 anos em seu “melhor momento”

    Símbolo sexual, Luisa Brunet chega aos 60 anos em seu “melhor momento”

    Para melhorar o cérebro, você tem que cuidar do espírito

    Para melhorar o cérebro, você tem que cuidar do espírito

  • História de Vida
    Com as eleições chegando, ela precisa ser lembrada

    Com as eleições chegando, ela precisa ser lembrada

    Richard Gere chega aos 77 mais voltado para a espiritualidade

    Richard Gere chega aos 77 mais voltado para a espiritualidade

    Aos 63 anos, Paula Toller está de volta e critica o preconceito de idade

    Aos 63 anos, Paula Toller está de volta e critica o preconceito de idade

    Ronaldo Nazário redescobre o valor do tempo ao se aproximar dos 50 anos

    Ronaldo Nazário redescobre o valor do tempo ao se aproximar dos 50 anos

    O sucesso que Rita Lobo faz

    O sucesso que Rita Lobo faz

    Djavan: grande relevância depois de 50 anos de carreira

    Djavan: grande relevância depois de 50 anos de carreira

    Cem anos de Marilyn: poucos artistas vivem no imaginário popular há tanto tempo

    Cem anos de Marilyn: poucos artistas vivem no imaginário popular há tanto tempo

    Aos 82, Billie Jean King, estrela do tênis, forma-se na universidade

    Aos 82, Billie Jean King, estrela do tênis, forma-se na universidade

    Aos 86, Suely Franco vive um dos momentos mais fortes da carreira

    Aos 86, Suely Franco vive um dos momentos mais fortes da carreira

  • Comportamento
    Gente grande também pode brincar

    Gente grande também pode brincar

    Buscas em sites de namoro para maiores de 50 só aumentam

    Buscas em sites de namoro para maiores de 50 só aumentam

    Por que é fundamental votar, principalmente depois dos 70

    Por que é fundamental votar, principalmente depois dos 70

    Por que mulheres são maioria nas urnas, mas não chegam ao poder

    Por que mulheres são maioria nas urnas, mas não chegam ao poder

    Quem cuida de quem sempre cuidou de todo mundo?

    Quem cuida de quem sempre cuidou de todo mundo?

    Tudo envelhece menos o preconceito de idade

    Tudo envelhece menos o preconceito de idade

    Quando foi que conversar virou dar conselho?

    Quando foi que conversar virou dar conselho?

    Meus filhos precisam saber com quem estou saindo?

    Meus filhos precisam saber com quem estou saindo?

    Liberdade para envelhecer do seu jeito

    Liberdade para envelhecer do seu jeito

  • Vida Financeira
    Por que é fundamental se preparar financeiramente para a maturidade

    Por que é fundamental se preparar financeiramente para a maturidade

    Vai se aposentar? Veja o que muda na aposentadoria em 2026

    Vai se aposentar? Veja o que muda na aposentadoria em 2026

    Quer ter independência financeira? Veja 10 dicas para chegar lá

    Quer ter independência financeira? Veja 10 dicas para chegar lá

    Envelhecimento: o desafio de planejar suas finanças

    Envelhecimento: o desafio de planejar suas finanças

    Especialistas dão dicas de como se proteger contra golpes financeiros

    Especialistas dão dicas de como se proteger contra golpes financeiros

    Quatro décadas de trabalho garantirão outras três após a aposentadoria?

    Quatro décadas de trabalho garantirão outras três após a aposentadoria?

    Antecipação de 13º salário: o que fazer com o dinheiro?

    Antecipação de 13º salário: o que fazer com o dinheiro?

    Aos 64, ela já viajou por 64 países e ensina como economizar

    Aos 64, ela já viajou por 64 países e ensina como economizar

    Aposentados: 1ª parcela do 13° salário sai nesta quarta, 24 de abril

    Aposentados: 1ª parcela do 13° salário sai nesta quarta, 24 de abril

50emais

Cresce o consumo de um tipo alimento que está adoecendo as pessoas

Especialista garante que é mais difícil combater os ultraprocessados - refrigerantes, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, salgadinhos, sorvetes - do que o cigarro

20/11/2025
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no WhatsappCompartilhe no LinkedinCompartilhe no TelegramCompartilhe com QRCODE
Refrigerante é um dos alimentos condenados: excesso de açúcar e pobre em termos nutricionais. Foto: Reprodução/Internet

50emais

Embora sejam condenados por todos os especialistas, os alimentos ultraprocessados são cada vez mais consumidos. Mas por que é que esse tipo de comida é tão combatida?

É que ela passa por várias etapas de fabricação, é rica em açúcar, gordura e sódio, como refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, macarrão instantâneo e lasanhas congeladas, entre outras. 

“A indústria cria produtos extremamente pobres nutricionalmente e lucrativos substituindo alimentos reais por aditivos que dão sensações parecidas, às vezes até mais intensas, aquele sabor que fomos selecionados para gostar ao longo da evolução”, alerta o epidemiologista Carlos Monteiro.

E o especialista diz mais, nesta entrevista feita por Bernardo Yoneshigue para O Globo: “Os ultraprocessados são muito mais lucrativos porque os ingredientes são muito mais baratos. E a indústria usa uma série de estratégias para convencer o consumidor a preferi-los. Elas vão desde uma publicidade agressiva e enganosa, com personalidades e patrocínio a eventos, que incluem as próprias Olimpíadas, até financiamento de campanhas políticas e lobbys.”

Leia a entrevista completa:

Os ultraprocessados estão substituindo padrões alimentares tradicionais, piorando a qualidade da dieta mundial e elevando o risco de múltiplas doenças crônicas. Essa é a conclusão de uma série especial de estudos publicada ontem à noite na prestigiosa revista científica The Lancet.

A edição destinada exclusivamente aos produtos reuniu três artigos elaborados por 43 pesquisadores internacionais. Na coordenação da série, está um epidemiologista brasileiro responsável por ter criado o próprio termo “ultraprocessado”, ainda em 2009, como parte de uma classificação de alimentos que guia até hoje diferentes diretrizes nutricionais pelo mundo, a Nova.

Carlos Monteiro é professor da Universidade de São Paulo (USP), onde fundou o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), e foi considerado uma das 50 pessoas mais influentes do mundo em 2025 pelo jornal americano The Washington Post e o 2º brasileiro que mais impacta decisões globais em um relatório da Agência Bori com a Overton.

Em entrevista exclusiva ao GLOBO, o pesquisador destrincha o que as evidências científicas mostram até agora sobre o impacto dos ultraprocessados na saúde, explica como o consumo desses itens tem aumentado pelo mundo e defende a necessidade urgente de medidas para restringir a expansão desses alimentos, comparando o cenário aos esforços feitos para enfrentar o tabagismo.

O que as evidências mostram sobre o impacto dos ultraprocessados na saúde?

Analisamos 104 estudos de longo prazo e vimos que 92 relatam risco aumentado de uma ou mais doenças crônicas, com associações significativas para 12 condições de saúde, incluindo obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, depressão e morte precoce por todas as causas.

Existe algum mecanismo biológico que explica por que ficamos tão ‘viciados’ em ultraprocessados?

A indústria explora vulnerabilidade biológicas que temos. Ao longo da evolução, o ser humano foi aprendendo a se alimentar da maneira mais adequada possível. Por isso os padrões tradicionais de alimentação, nosso arroz e feijão, a dieta mediterrânea, por exemplo, costumam ser saudáveis. E isso tem alguns sinais, como a presença da proteína, sem ela você não vive. E, para isso, esses alimentos têm características sensoriais atrativas, o que garante a sua participação na dieta naturalmente.

Leia também: Ultraprocessados causam doenças do coração, transtornos mentais e diabetes

O que os ultraprocessados fazem é usar aditivos, como o glutamato de sódio, em doses minúsculas para que as formulações industriais tenham esse gosto atrativo característico de alimentos ricos em proteína e sinalizem as mesmas vias cerebrais. Só que na composição são basicamente carboidrato e gordura, que são ingredientes baratos.

O macarrão instantâneo, por exemplo, é gordura e amido. Mas o pó, que é basicamente glutamato de sódio, simula gosto de carne, frango, churrasco. Então a indústria cria produtos extremamente pobres nutricionalmente e lucrativos substituindo alimentos reais por aditivos que dão sensações parecidas, às vezes até mais intensas, daquele sabor que fomos selecionados para gostar ao longo da evolução.

A indústria tem muitos truques para criar esses alimentos hiperpalatáveis, alguns inclusive viciantes. Temos evidências claras também de que a cafeína pode gerar dependência, por exemplo, e é muito usada. São fatores biológicos que explicam por que esses alimentos são tão atrativos. Juntando com o marketing exacerbado, a queda nos preços e a presença constante desses produtos em todos os locais, isso explica o aumento no consumo.

Existe um limite seguro?

Existe uma relação linear, quanto mais ultraprocessados, mais risco de doença. Não conseguimos identificar um nível que seria seguro, se é que ele existe. É difícil estimar isso porque varia de doença para doença. Alguns autores até falam em 15% das calorias diárias, mas não temos muita evidência, é mais um chute.

No Brasil, pouco mais de 20% da dieta é de ultraprocessados. Mas em países como EUA, já passa de 50%. É difícil reduzir o consumo nesses locais?

É muito mais complicado do que combater o tabaco, por exemplo. Com o cigarro, você não precisa ter um sistema que vai substituí-lo, então tivemos êxito de forma relativamente rápida. Mas na alimentação é preciso acesso ao item não ultraprocessado e que ele não custe muito caro, para fazer a troca. Além disso, o consumo de ultraprocessados caracteriza um padrão de alimentação da pessoa. Geralmente a pessoa que bebe um refrigerante também frequenta fast foods, come salgados, sorvetes. Não são escolhas isoladas.

Alguns estudos apontam que brasileiros com mais renda consomem mais ultraprocessados, por que?

Vimos que há tempos no Reino Unido, por exemplo, uma dieta baseada em ultraprocessados é muito mais barata. Mas, no Brasil, costumava ser o oposto. Isso está mudando. Com o aumento no consumo, o custo de produção vai caindo. Isso explica por que os ricos consomem mais hoje, porém os mais pobres estão aumentando mais rapidamente o seu consumo, então a tendência é mudar. E isso aumenta a desigualdade. Porque as pessoas mais pobres já são expostas a mais fatores de risco e têm menos recursos para cuidar da sua saúde. Agora, com a cesta básica isenta, podemos começar a mudar um pouco o jogo, mas muito pouco.

O que a série mostra sobre as políticas de nutrição hoje em relação aos ultraprocessados?

Muitos países têm políticas de nutrição, mas elas ainda estão focadas num paradigma antigo que relaciona doenças a alguns nutrientes, como sódio, gordura saturada e açúcar. Mas que não reconhecem que o tipo de alimento e o seu nível de processamento são fatores que determinam tanto o nível desses nutrientes, como outros aspectos ligados a um maior risco.

Leia também: Aumento da obesidade no Brasil preocupa muito

A indústria facilmente substitui o açúcar pelo adoçante, a gordura saturada por amido modificado, o sal por aditivos, de tal maneira que os ultraprocessados acabam escapando dos alertas de rotulagem nutricional e de outras políticas que focam apenas nas quantidades dos nutrientes.

Temos muitas propostas para mudar isso. Países como México, Colômbia, Argentina já estenderam a rotulagem frontal para os itens que têm adoçantes artificiais também, que é uma forma de capturar os ultraprocessados. A Colômbia foi além e criou um imposto específico para ultraprocessados, mas isso ainda é muito incipiente. Pedimos que os países ampliem suas políticas.

E em relação à substituição da alimentação tradicional?

Quando você consome algo, você deixa de consumir outra coisa. Então quando o ultraprocessado entra, o in natura e minimamente processado sai. Embora haja muitas causas, o artigo mostra que a principal para essa substituição é a ação das corporações globais que produzem esses produtos, porque elas são muito poderosas.

Os ultraprocessados são muito mais lucrativos porque os ingredientes são muito mais baratos. E a indústria usa uma série de estratégias para convencer o consumidor a preferi-los. Elas vão desde uma publicidade agressiva e enganosa, com personalidades e patrocínio a eventos, que incluem as próprias Olimpíadas, até financiamento de campanhas políticas, lobbys, subsídios. E essas empresas financiam pesquisas no mundo inteiro para semear dúvidas, relativizar as evidências.

O que defendemos é que já temos literatura suficiente para a formulação de políticas públicas que enfrentem esse problema. Os ultraprocessados são a causa básica da epidemia de doenças crônicas que temos no mundo. Obesidade, câncer, diabetes e inclusive doenças mentais. Diria que eles são o principal fator modificável que está ligado a uma alta carga de doença global hoje.

Existem críticas à classificação de ultraprocessados, como de que produtos com composições muito distintas estariam na mesma categoria. Como as enxerga?

Temos críticas válidas, como de que nem todos os ultraprocessados são igualmente não saudáveis. Embora seja verdade que os ultraprocessados não são um grupo homogêneo, o padrão de ultraprocessamento de dieta é sempre menos saudável. Em cada categoria, a pessoa faz a troca pelo pior, ou seja, a água pela coca, o iogurte natural com frutas pelo saborizado, o pão normal pelo com aditivo. Então a orientação de evitar esses itens está amparada na ciência.

Outra crítica é que é difícil separar alguns itens processados do ultraprocessado. De fato, na maioria dos ultraprocessados, você vê a lista de ingredientes e são só aditivos, não tem alimentos completos. Mas alguns ficam no meio termo, como alguns tipos de pães. Mas esses casos são um problema maior para a pesquisa, não para o consumidor. Só que as análises apontam que isso não influenciou os resultados obtidos até agora.

Leia também: 

Você se considera saudável?

O que defendemos é que a urgência de combater os ultraprocessados é tão alta que precisamos de ações agora mesmo ainda tendo questões que a pesquisa não respondeu completamente. Com o cigarro, a crítica foi a mesma, não sabíamos por que ele viciava, por que causava câncer, mas já era claro o seu efeito e a necessidade de medidas para combatê-lo.

Informe Vida Adulta Inteligente

Receba nossos informativos Vida Adulta Inteligente

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Next Post
Sete invenções de mulheres pretas que mudaram o mundo

Sete invenções de mulheres pretas que mudaram o mundo

Informe Vida Adulta Inteligente

Receba nossos informativos Vida Adulta Inteligente

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.

50emais © Customizado por AttonSites | Sergio Luz

  • Anuncie no Site
  • Contato
No Result
View All Result
  • Início
  • Clube 50+
  • Saúde
  • Moda
  • Cultura
  • Intercâmbio e Turismo
  • Entrevistas
  • História de Vida
  • Comportamento
  • Vida Financeira

© 2022 50emais - Customizado por AttonSites.

Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

Canal de atendimento WhatsApp