• Anuncie no Site
  • Contato
No Result
View All Result
Newsletter
50emais
  • Início
  • Clube de Vantagens
  • Saúde
    “Voltamos a viver”: tratamento com cannabis medicinal devolve convivência familiar

    “Voltamos a viver”: tratamento com cannabis medicinal devolve convivência familiar

    Coração feminino exige cuidados especiais. Elas morrem mais de infarto do que eles

    Coração feminino exige cuidados especiais. Elas morrem mais de infarto do que eles

    Receita para envelhecer sem depender de ninguém

    Receita para envelhecer sem depender de ninguém

    A importância do personal trainer que conhece o corpo de mais de 50

    A importância do personal trainer que conhece o corpo de mais de 50

    Cardiologista explica por que sardinha faz tão bem e qual é a melhor para a saúde

    Cardiologista explica por que sardinha faz tão bem e qual é a melhor para a saúde

    Idosos são o grupo de usuários de cannabis que mais cresce nos EUA

    Idosos são o grupo de usuários de cannabis que mais cresce nos EUA

    Como mostra o caso FHC, Alzheimer muda a vida civil da pessoa

    Como mostra o caso FHC, Alzheimer muda a vida civil da pessoa

    Letícia Sabatela lamenta o diagnóstico tardio de autismo, aos 52 anos

    Letícia Sabatela lamenta o diagnóstico tardio de autismo, aos 52 anos

    Exercício físico é mais eficaz do que remédio para combater depressão

    Exercício físico é mais eficaz do que remédio para combater depressão

  • Moda
    Depois dos 50, menos regra no vestir, mais estilo pessoal

    Depois dos 50, menos regra no vestir, mais estilo pessoal

    Para você que passou dos 50 e gosta de usar vestido

    Para você que passou dos 50 e gosta de usar vestido

    Qual é a cor desse verão que acaba de chegar?

    Qual é a cor desse verão que acaba de chegar?

    Moda: alfaiataria e gravata estão de volta

    Moda: alfaiataria e gravata estão de volta

    A noite mais aguardada para os amantes do universo da moda decepcionou

    A noite mais aguardada para os amantes do universo da moda decepcionou

    Moda depois dos 50: trajes para todos gostos

    Moda depois dos 50: trajes para todos gostos

    “Eu não sabia que poderia causar tanto impacto nessa idade”

    “Eu não sabia que poderia causar tanto impacto nessa idade”

    Com a chegada do frio, vestido com botas é uma boa pedida

    Com a chegada do frio, vestido com botas é uma boa pedida

    Glória Kalil: como usar salto baixo com roupa de noite

    Glória Kalil: como usar salto baixo com roupa de noite

  • Cultura
    Brasileira é finalista de um dos prêmios literários mais importantes do mundo

    Brasileira é finalista de um dos prêmios literários mais importantes do mundo

    Uma companhia de dança que só aceita maiores de 60

    Uma companhia de dança que só aceita maiores de 60

    ‘Enquanto você está aqui’, livro sobre o maior dos tabus: a morte

    ‘Enquanto você está aqui’, livro sobre o maior dos tabus: a morte

    Aos 52 anos, brasileira é a primeira mulher a assumir orquestra alemã

    Aos 52 anos, brasileira é a primeira mulher a assumir orquestra alemã

    Marieta Severo, capa da revista Vogue: A chegada dos 80 é muito significativa

    Tânia Maria: “Ainda não caiu a ficha que sou famosa”

    Tânia Maria: “Ainda não caiu a ficha que sou famosa”

    Glória Pires dirige seu primeiro filme: Sexa, uma comédia sobre preconceito de idade

    Glória Pires dirige seu primeiro filme: Sexa, uma comédia sobre preconceito de idade

    Adélia Prado, considerada maior poetisa viva do Brasil, chega aos 90 anos

    Adélia Prado, considerada maior poetisa viva do Brasil, chega aos 90 anos

    Fernanda Montenegro é uma bandida no filme que pode ser sua despedida do cinema

    Fernanda Montenegro é uma bandida no filme que pode ser sua despedida do cinema

  • Intercâmbio e Turismo
    Por que Londres é uma cidade única no mundo

    Por que Londres é uma cidade única no mundo

    Tudo que você gostaria de saber sobre intercâmbio  50+ no exterior

    Tudo que você gostaria de saber sobre intercâmbio 50+ no exterior

    Em 2024, dê a você de presente duas semanas de intercâmbio no exterior

    Em 2024, dê a você de presente duas semanas de intercâmbio no exterior

    Live: Comece a planejar seu intercâmbio/2024. São 16 opções de cidades

    Live: Comece a planejar seu intercâmbio/2024. São 16 opções de cidades

    Intercâmbio no exterior em 2024 – mais de 10 destinos para você que passou dos 50

    Intercâmbio no exterior em 2024 – mais de 10 destinos para você que passou dos 50

    Intercâmbio no exterior: África do Sul e Escócia esperam por você em 2023

    Intercâmbio no exterior: África do Sul e Escócia esperam por você em 2023

    Quatro países para você fazer intercâmbio ainda neste ano

    Quatro países para você fazer intercâmbio ainda neste ano

    Não precisa falar inglês para fazer o intercâmbio em Malta

    Não precisa falar inglês para fazer o intercâmbio em Malta

    Live: quer passar duas semanas em Malta?

    Live: quer passar duas semanas em Malta?

  • Entrevistas
    O ser humano não vive mais do que 120 anos

    O ser humano não vive mais do que 120 anos

    ‘O grande ensinamento dos pacientes é viver o hoje’

    ‘O grande ensinamento dos pacientes é viver o hoje’

    Cuidado! Ficar sentado muito tempo danifica a coluna

    Cuidado! Ficar sentado muito tempo danifica a coluna

    ‘A idade me trouxe a clareza do viver’

    ‘A idade me trouxe a clareza do viver’

    Isabel Allende sobre 3º casamento aos 70: O amor é o mesmo, mas as necessidades são diferentes

    Isabel Allende sobre 3º casamento aos 70: O amor é o mesmo, mas as necessidades são diferentes

    Live discute ‘dependência afetiva’, mal que causa grande sofrimento e afeta milhões

    Live discute ‘dependência afetiva’, mal que causa grande sofrimento e afeta milhões

    Lucinha Lins sobre a libido na terceira idade: “Não fica ruim, mas diferente”

    Lucinha Lins sobre a libido na terceira idade: “Não fica ruim, mas diferente”

    Símbolo sexual, Luisa Brunet chega aos 60 anos em seu “melhor momento”

    Símbolo sexual, Luisa Brunet chega aos 60 anos em seu “melhor momento”

    Para melhorar o cérebro, você tem que cuidar do espírito

    Para melhorar o cérebro, você tem que cuidar do espírito

  • História de Vida
    Quem é a astronauta que participa da histórica missão à lua

    Quem é a astronauta que participa da histórica missão à lua

    Ela é a primeira a chegar ao posto de general do Exército Brasileiro

    Ela é a primeira a chegar ao posto de general do Exército Brasileiro

    A bela Demi Moore e sua magreza

    A bela Demi Moore e sua magreza

    Ela viu a morte de perto. Sobreviveu graças a sua força interior

    Ela viu a morte de perto. Sobreviveu graças a sua força interior

    Entrevista: vítima de abuso sexual repugnante do marido, Gisèle Pelicot conta tudo

    Entrevista: vítima de abuso sexual repugnante do marido, Gisèle Pelicot conta tudo

    Tatiana Sampaio: cientista orgulho do Brasil

    Tatiana Sampaio: cientista orgulho do Brasil

    Mulher de Bruce Willis fala do ator, três anos após a demência afastá-lo das telas

    Mulher de Bruce Willis fala do ator, três anos após a demência afastá-lo das telas

    Quem foi Brigitte Bardot e por que ela marcou tanto o seu tempo

    Quem foi Brigitte Bardot e por que ela marcou tanto o seu tempo

    Documentário conta a extraordinária história de Dráuzio Varella

    Documentário conta a extraordinária história de Dráuzio Varella

  • Comportamento
    Por que a velhice é chamada de ‘idade da solidão’

    Por que a velhice é chamada de ‘idade da solidão’

    Você sabe o que é Testamento vital? Cada vez mais pessoas estão fazendo

    Você sabe o que é Testamento vital? Cada vez mais pessoas estão fazendo

    Cuidar de netos pode melhorar até a saúde emocional dos avós

    Cuidar de netos pode melhorar até a saúde emocional dos avós

    Quando o filho adulto volta para casa o ninho muda de tamanho

    Quando o filho adulto volta para casa o ninho muda de tamanho

    O silêncio na vida madura

    O silêncio na vida madura

    Para transformar o mundo, comece mudando você

    Para transformar o mundo, comece mudando você

    Braços, joelhos, colo: por que ainda dizem o que a mulher madura deve esconder

    Braços, joelhos, colo: por que ainda dizem o que a mulher madura deve esconder

    Quando ele aprende a arte de pedir ajuda

    Quando ele aprende a arte de pedir ajuda

    Golpes explodem no Brasil e causam prejuízo de bilhões. Idosos são principal alvo

    Golpes explodem no Brasil e causam prejuízo de bilhões. Idosos são principal alvo

  • Vida Financeira
    Vai se aposentar? Veja o que muda na aposentadoria em 2026

    Vai se aposentar? Veja o que muda na aposentadoria em 2026

    Quer ter independência financeira? Veja 10 dicas para chegar lá

    Quer ter independência financeira? Veja 10 dicas para chegar lá

    Envelhecimento: o desafio de planejar suas finanças

    Envelhecimento: o desafio de planejar suas finanças

    Especialistas dão dicas de como se proteger contra golpes financeiros

    Especialistas dão dicas de como se proteger contra golpes financeiros

    Quatro décadas de trabalho garantirão outras três após a aposentadoria?

    Quatro décadas de trabalho garantirão outras três após a aposentadoria?

    Antecipação de 13º salário: o que fazer com o dinheiro?

    Antecipação de 13º salário: o que fazer com o dinheiro?

    Aos 64, ela já viajou por 64 países e ensina como economizar

    Aos 64, ela já viajou por 64 países e ensina como economizar

    Aposentados: 1ª parcela do 13° salário sai nesta quarta, 24 de abril

    Aposentados: 1ª parcela do 13° salário sai nesta quarta, 24 de abril

    A difícil tarefa de fazer uma reserva financeira para a velhice

    A difícil tarefa de fazer uma reserva financeira para a velhice

Cresce o consumo de um tipo alimento que está adoecendo as pessoas

Especialista garante que é mais difícil combater os ultraprocessados - refrigerantes, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, salgadinhos, sorvetes - do que o cigarro

20/11/2025
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no WhatsappCompartilhe no LinkedinCompartilhe no TelegramCompartilhe com QRCODE
Refrigerante é um dos alimentos condenados: excesso de açúcar e pobre em termos nutricionais. Foto: Reprodução/Internet

50emais

Embora sejam condenados por todos os especialistas, os alimentos ultraprocessados são cada vez mais consumidos. Mas por que é que esse tipo de comida é tão combatida?

É que ela passa por várias etapas de fabricação, é rica em açúcar, gordura e sódio, como refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, macarrão instantâneo e lasanhas congeladas, entre outras. 

“A indústria cria produtos extremamente pobres nutricionalmente e lucrativos substituindo alimentos reais por aditivos que dão sensações parecidas, às vezes até mais intensas, aquele sabor que fomos selecionados para gostar ao longo da evolução”, alerta o epidemiologista Carlos Monteiro.

E o especialista diz mais, nesta entrevista feita por Bernardo Yoneshigue para O Globo: “Os ultraprocessados são muito mais lucrativos porque os ingredientes são muito mais baratos. E a indústria usa uma série de estratégias para convencer o consumidor a preferi-los. Elas vão desde uma publicidade agressiva e enganosa, com personalidades e patrocínio a eventos, que incluem as próprias Olimpíadas, até financiamento de campanhas políticas e lobbys.”

Leia a entrevista completa:

Os ultraprocessados estão substituindo padrões alimentares tradicionais, piorando a qualidade da dieta mundial e elevando o risco de múltiplas doenças crônicas. Essa é a conclusão de uma série especial de estudos publicada ontem à noite na prestigiosa revista científica The Lancet.

A edição destinada exclusivamente aos produtos reuniu três artigos elaborados por 43 pesquisadores internacionais. Na coordenação da série, está um epidemiologista brasileiro responsável por ter criado o próprio termo “ultraprocessado”, ainda em 2009, como parte de uma classificação de alimentos que guia até hoje diferentes diretrizes nutricionais pelo mundo, a Nova.

Carlos Monteiro é professor da Universidade de São Paulo (USP), onde fundou o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), e foi considerado uma das 50 pessoas mais influentes do mundo em 2025 pelo jornal americano The Washington Post e o 2º brasileiro que mais impacta decisões globais em um relatório da Agência Bori com a Overton.

Em entrevista exclusiva ao GLOBO, o pesquisador destrincha o que as evidências científicas mostram até agora sobre o impacto dos ultraprocessados na saúde, explica como o consumo desses itens tem aumentado pelo mundo e defende a necessidade urgente de medidas para restringir a expansão desses alimentos, comparando o cenário aos esforços feitos para enfrentar o tabagismo.

O que as evidências mostram sobre o impacto dos ultraprocessados na saúde?

Analisamos 104 estudos de longo prazo e vimos que 92 relatam risco aumentado de uma ou mais doenças crônicas, com associações significativas para 12 condições de saúde, incluindo obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, depressão e morte precoce por todas as causas.

Existe algum mecanismo biológico que explica por que ficamos tão ‘viciados’ em ultraprocessados?

A indústria explora vulnerabilidade biológicas que temos. Ao longo da evolução, o ser humano foi aprendendo a se alimentar da maneira mais adequada possível. Por isso os padrões tradicionais de alimentação, nosso arroz e feijão, a dieta mediterrânea, por exemplo, costumam ser saudáveis. E isso tem alguns sinais, como a presença da proteína, sem ela você não vive. E, para isso, esses alimentos têm características sensoriais atrativas, o que garante a sua participação na dieta naturalmente.

Leia também: Ultraprocessados causam doenças do coração, transtornos mentais e diabetes

O que os ultraprocessados fazem é usar aditivos, como o glutamato de sódio, em doses minúsculas para que as formulações industriais tenham esse gosto atrativo característico de alimentos ricos em proteína e sinalizem as mesmas vias cerebrais. Só que na composição são basicamente carboidrato e gordura, que são ingredientes baratos.

O macarrão instantâneo, por exemplo, é gordura e amido. Mas o pó, que é basicamente glutamato de sódio, simula gosto de carne, frango, churrasco. Então a indústria cria produtos extremamente pobres nutricionalmente e lucrativos substituindo alimentos reais por aditivos que dão sensações parecidas, às vezes até mais intensas, daquele sabor que fomos selecionados para gostar ao longo da evolução.

A indústria tem muitos truques para criar esses alimentos hiperpalatáveis, alguns inclusive viciantes. Temos evidências claras também de que a cafeína pode gerar dependência, por exemplo, e é muito usada. São fatores biológicos que explicam por que esses alimentos são tão atrativos. Juntando com o marketing exacerbado, a queda nos preços e a presença constante desses produtos em todos os locais, isso explica o aumento no consumo.

Existe um limite seguro?

Existe uma relação linear, quanto mais ultraprocessados, mais risco de doença. Não conseguimos identificar um nível que seria seguro, se é que ele existe. É difícil estimar isso porque varia de doença para doença. Alguns autores até falam em 15% das calorias diárias, mas não temos muita evidência, é mais um chute.

No Brasil, pouco mais de 20% da dieta é de ultraprocessados. Mas em países como EUA, já passa de 50%. É difícil reduzir o consumo nesses locais?

É muito mais complicado do que combater o tabaco, por exemplo. Com o cigarro, você não precisa ter um sistema que vai substituí-lo, então tivemos êxito de forma relativamente rápida. Mas na alimentação é preciso acesso ao item não ultraprocessado e que ele não custe muito caro, para fazer a troca. Além disso, o consumo de ultraprocessados caracteriza um padrão de alimentação da pessoa. Geralmente a pessoa que bebe um refrigerante também frequenta fast foods, come salgados, sorvetes. Não são escolhas isoladas.

Alguns estudos apontam que brasileiros com mais renda consomem mais ultraprocessados, por que?

Vimos que há tempos no Reino Unido, por exemplo, uma dieta baseada em ultraprocessados é muito mais barata. Mas, no Brasil, costumava ser o oposto. Isso está mudando. Com o aumento no consumo, o custo de produção vai caindo. Isso explica por que os ricos consomem mais hoje, porém os mais pobres estão aumentando mais rapidamente o seu consumo, então a tendência é mudar. E isso aumenta a desigualdade. Porque as pessoas mais pobres já são expostas a mais fatores de risco e têm menos recursos para cuidar da sua saúde. Agora, com a cesta básica isenta, podemos começar a mudar um pouco o jogo, mas muito pouco.

O que a série mostra sobre as políticas de nutrição hoje em relação aos ultraprocessados?

Muitos países têm políticas de nutrição, mas elas ainda estão focadas num paradigma antigo que relaciona doenças a alguns nutrientes, como sódio, gordura saturada e açúcar. Mas que não reconhecem que o tipo de alimento e o seu nível de processamento são fatores que determinam tanto o nível desses nutrientes, como outros aspectos ligados a um maior risco.

Leia também: Aumento da obesidade no Brasil preocupa muito

A indústria facilmente substitui o açúcar pelo adoçante, a gordura saturada por amido modificado, o sal por aditivos, de tal maneira que os ultraprocessados acabam escapando dos alertas de rotulagem nutricional e de outras políticas que focam apenas nas quantidades dos nutrientes.

Temos muitas propostas para mudar isso. Países como México, Colômbia, Argentina já estenderam a rotulagem frontal para os itens que têm adoçantes artificiais também, que é uma forma de capturar os ultraprocessados. A Colômbia foi além e criou um imposto específico para ultraprocessados, mas isso ainda é muito incipiente. Pedimos que os países ampliem suas políticas.

E em relação à substituição da alimentação tradicional?

Quando você consome algo, você deixa de consumir outra coisa. Então quando o ultraprocessado entra, o in natura e minimamente processado sai. Embora haja muitas causas, o artigo mostra que a principal para essa substituição é a ação das corporações globais que produzem esses produtos, porque elas são muito poderosas.

Os ultraprocessados são muito mais lucrativos porque os ingredientes são muito mais baratos. E a indústria usa uma série de estratégias para convencer o consumidor a preferi-los. Elas vão desde uma publicidade agressiva e enganosa, com personalidades e patrocínio a eventos, que incluem as próprias Olimpíadas, até financiamento de campanhas políticas, lobbys, subsídios. E essas empresas financiam pesquisas no mundo inteiro para semear dúvidas, relativizar as evidências.

O que defendemos é que já temos literatura suficiente para a formulação de políticas públicas que enfrentem esse problema. Os ultraprocessados são a causa básica da epidemia de doenças crônicas que temos no mundo. Obesidade, câncer, diabetes e inclusive doenças mentais. Diria que eles são o principal fator modificável que está ligado a uma alta carga de doença global hoje.

Existem críticas à classificação de ultraprocessados, como de que produtos com composições muito distintas estariam na mesma categoria. Como as enxerga?

Temos críticas válidas, como de que nem todos os ultraprocessados são igualmente não saudáveis. Embora seja verdade que os ultraprocessados não são um grupo homogêneo, o padrão de ultraprocessamento de dieta é sempre menos saudável. Em cada categoria, a pessoa faz a troca pelo pior, ou seja, a água pela coca, o iogurte natural com frutas pelo saborizado, o pão normal pelo com aditivo. Então a orientação de evitar esses itens está amparada na ciência.

Outra crítica é que é difícil separar alguns itens processados do ultraprocessado. De fato, na maioria dos ultraprocessados, você vê a lista de ingredientes e são só aditivos, não tem alimentos completos. Mas alguns ficam no meio termo, como alguns tipos de pães. Mas esses casos são um problema maior para a pesquisa, não para o consumidor. Só que as análises apontam que isso não influenciou os resultados obtidos até agora.

Leia também: 

Você se considera saudável?

O que defendemos é que a urgência de combater os ultraprocessados é tão alta que precisamos de ações agora mesmo ainda tendo questões que a pesquisa não respondeu completamente. Com o cigarro, a crítica foi a mesma, não sabíamos por que ele viciava, por que causava câncer, mas já era claro o seu efeito e a necessidade de medidas para combatê-lo.

Informe Vida Adulta Inteligente

Receba nossos informativos Vida Adulta Inteligente

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Next Post
Sete invenções de mulheres pretas que mudaram o mundo

Sete invenções de mulheres pretas que mudaram o mundo

Informe Vida Adulta Inteligente

Receba nossos informativos Vida Adulta Inteligente

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.

50emais © Customizado por AttonSites | Sergio Luz

  • Anuncie no Site
  • Contato
No Result
View All Result
  • Início
  • Clube de Vantagens
  • Saúde
  • Moda
  • Cultura
  • Intercâmbio e Turismo
  • Entrevistas
  • História de Vida
  • Comportamento
  • Vida Financeira

© 2022 50emais - Customizado por AttonSites.

google.com, pub-6507649514585438, DIRECT, f08c47fec0942fa0
google-site-verification=RdokOpUk5ttGOj7FPy4Cgxiz9sky4_-ws4YYW_Q7YcA
7861E1704C6516D7C6F094F738ACE9FE
Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

Canal de atendimento WhatsApp