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O avanço da idade traz desafios silenciosos para a saúde, e um dos mais preocupantes é o herpes-zóster. Popularmente conhecido como “cobreiro”, ele é causado pelo mesmo vírus da catapora, o vírus varicela-zóster. Depois que a pessoa tem catapora, geralmente na infância, o vírus permanece “adormecido” no organismo por décadas. Quando a imunidade enfraquece, principalmente após os 50 anos, ele pode voltar de forma agressiva.
Muita gente acredita que o herpes-zóster seja apenas uma irritação na pele, mas a doença pode ser extremamente grave. Ela provoca dor intensa, ardência, febre e bolhas espalhadas pelo corpo, geralmente em apenas um lado. Em alguns casos, a dor é tão forte que impede o paciente de dormir, trabalhar ou realizar tarefas simples do dia a dia.
Dor crônica
O maior perigo está nas complicações. A mais comum é a neuralgia pós-herpética, uma dor crônica que pode durar meses ou até anos mesmo depois do desaparecimento das feridas. Muitos idosos descrevem a sensação como choques elétricos permanentes na pele.
O herpes-zóster também pode atingir olhos, ouvidos e cérebro. Quando afeta os olhos, existe risco de perda da visão. Em pacientes mais frágeis, pode provocar infecções graves, internações e até morte. Pessoas com câncer, diabetes, doenças autoimunes ou imunidade baixa estão entre as mais vulneráveis.
Queda da imunidade
O envelhecimento da população brasileira aumenta ainda mais a preocupação. O Brasil está se tornando um país mais velho, e doenças associadas à queda da imunidade tendem a crescer. Por isso, especialistas defendem a ampliação da prevenção. Nesse contexto, a vacina contra herpes-zóster ganha enorme importância. Ela reduz significativamente o risco da doença e também das complicações mais dolorosas. Mesmo quando a pessoa vacinada desenvolve o herpes-zóster, os sintomas costumam ser muito mais leves.
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A vacina representa qualidade de vida para os idosos. Evitar a dor crônica, hospitalizações e perda de autonomia significa proteger não apenas a saúde física, mas também a saúde emocional e social dos pacientes.
Vacina é essencial, mas cara
Atualmente, o imunizante ainda tem custo elevado na rede privada, o que dificulta o acesso de grande parte da população. Por isso, o debate sobre a oferta gratuita pelo Sistema Único de Saúde é considerado fundamental.
O governo brasileiro estuda incluir a vacina no calendário público, principalmente para idosos e grupos de risco. Caso isso aconteça, o país poderá dar um passo importante na prevenção de uma doença que muitas vezes é subestimada, mas que pode causar sofrimento profundo.
Saúde pública
A experiência com outras campanhas de vacinação mostra que prevenir custa menos do que tratar complicações graves. Além disso, a vacinação em massa pode reduzir internações e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde.
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Mais do que uma doença de pele, o herpes-zóster é um problema de saúde pública ligado ao envelhecimento da população. Informar, prevenir e ampliar o acesso à vacina são medidas essenciais para garantir um envelhecimento mais saudável .
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