Cuidado com aquele velho golpe do telefone

Por Maya Santana
Muita gente continua caindo no chamado golpe do telefone e perdendo dinheiro

Muita gente continua caindo no chamado golpe do telefone e perdendo dinheiro

Publico aqui como um alerta o relato da minha ex-professora de Pathwork, Sílvia Gazolla, que juntamente com o marido, ambos na faixa dos 60 anos, foi vítima, na madrugada da última sexta-feira, em Belo Horizonte,  daquele velho golpe: o telefone tocou,  ela atendeu e ouviu alguém chorando. Imediatamente, uma voz surgiu afirmando que aquele  era o filho dela. E para soltá-lo, exigiu dinheiro.  Normalmente, o golpe é aplicado por presos, que ligam de dentro dos presídios. Leia com atenção, porque esse tipo de golpe está de volta no Brasil – talvez nunca tenha desaparecido – e, como disse Sílvia, depois de recobrada do choque: “Foi um susto que nos sacudiu, mas passou e aprendi muito com ele, principalmente que o medo nos torna completamente vulneráveis.”

Leia o relato:

“Queridos amigos, Gringo e eu tivemos uma noite de terror após um telefonema às 02:45 do nosso filho chorando, avisando que havia sido sequestrado e estava amarrado no porta-malas de um carro. O desespero foi tão grande que nós esquecemos tudo que já sabíamos sobre golpes desta natureza. Rodamos mais de uma hora com os sequestradores torturando nossas cabeças, exigindo dinheiro, joias etc. sem dar …tempo da gente respirar, uma verdadeira loucura.

A uma certa altura, após exigência deles de irmos ao aeroporto da Pampulha sacar dinheiro, vi que havia uma chamada do nosso filho no meu iphone e fiquei desconfiada. Nossas filhas estavam em casa e viram quando saímos correndo e eu confiei que elas saberiam o que fazer, e souberam. Ligaram para pessoas que as orientaram a ligar para  a casa do nosso filho e assim foi feito. Ele estava dormindo e tratou de acionar a polícia para nos localizar temendo que nós fôssemos sequestrados.

Bom, para encurtar a história, resolvemos voltar pra casa para eu ir no banheiro, sempre conversando com os caras que não davam trégua e daí soubemos que tinha sido mesmo um golpe, tão batido, mas que a gente, no auge da emoção, cai como um patinho. Estou relatando isso para ficarem atentos e pedir a alguém que ligue imediatamente para a pessoa supostamente sequestrada. Nós sabíamos disso mas há muito tempo não se falava mais neste tipo de golpe. Ele voltou, gente!!! Agora vou tentar descansar um pouco porque a adrenalina foi grande. Graças a Deus estamos todos bem.”

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