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Por que as mulheres estão mais suscetíveis ao infarto

Por Maya Santana

Por minimizar sintomas, Christiana Waknin teve de ser reanimada

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Infelizmente, nós mulheres estamos nos igualando aos homens em todas as estatísticas terríveis, como essa do enfarto. Cada vez mais mulheres enfartam. O nível de estresse ao qual muitas das mulheres estão submetidas – acumulam as funções do trabalho com as de mãe e dona de casa – explica em boa parte os números. Em 2011, mais de 43 mil brasileiras morreram com doenças cardiovasculares, 41,9% das ocorrências. Há 50 anos, a taxa era de 10%.

Leia o artigo de Ana Pompeu e Julia Chaib para o Correio Braziliense:

A luta das mulheres por mais igualdade no mercado de trabalho, somada ao acúmulo de funções em casa, onde muitas vezes elas são as responsáveis pela renda e pelas tarefas domésticas, resultou em um aumento significativo no número de infartos entre as brasileiras. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), enquanto há 50 anos as mulheres representavam 10% das ocorrências, atualmente, elas estão empatadas com os homens. Em setembro, se comemora o Dia Mundial do Coração. O mês foi escolhido para intensificar a prevenção e a orientação em caso de doenças cardiovasculares. Especialistas aproveitam o momento para conscientizar a população e a classe médica sobre o tema. O país registra, em média, 300 mil infartos por ano, desses 80 mil são fatais.

Os últimos dados consolidados de mortes por infarto mostram que, em 2011, as mulheres eram 41,9% das vítimas — 43.317 brasileiras. No mesmo período, 60.158 homens morreram depois de um infarto, 58,1% dos óbitos. O presidente do Congresso Brasileiro de Cardiologia, Augusto De Marco, acredita que esse aumento se deve, em grande parte, à mudança na rotina das mulheres. “O número de mulheres em condição de comando nas empresas cresceu muito. Além de ganharem espaço no mercado de trabalho, elas mantiveram as atribuições anteriores de mães, esposas, donas de casa. Essa sobrecarga aumenta os níveis de estresse”, afirma o médico. Outro dado é o elevado número de mulheres tabagistas. De acordo com De Marco, o risco de infarto é seis vezes maior entre as fumantes.

Não bastasse o estresse, tanto pacientes quanto profissionais de saúde não conseguem identificar o quadro com a agilidade necessária. “Os sintomas do infarto nos homens são diferentes”, explica o médico. Enquanto nos homens a dor do lado esquerdo do peito e o formigamento no braço são logo relacionados ao evento, as mulheres sentem náuseas, fadigas intensas, dor no estômago. “Há uma demora na procura por um profissional e, muitas vezes, os próprios médicos têm dificuldade em associar os sintomas ao infarto”, afirma. Por isso, Augusto De Marco sugere a promoção de campanhas permanentes incentivando hábitos saudáveis, alimentação balanceada, momentos de lazer e detalhando os sintomas. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

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Angela de Souza Pires 13 de dezembro de 2017 - 03:25

Tão simples entender ! Pq estamos a nos negligenciar !… pq estamos a colocar os outros à nossa frente… à frente de nossas dores ou sintomas… e pq estamos a os colocar à nossa frente ? pq sofremos de culpa ! sim… não nos iludamos, todas nós sofremos de culpa ! livre é a mulher que não sofre de culpa por ser mulher….

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