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Debate agressivo, com Dilma e Aécio sem propostas

Por Maya Santana

Dilma Rousseff e Aécio Neves: só ataques de lado a lado

Dilma Rousseff e Aécio Neves: só ataques de lado a lado

Lamentável o debate desta quinta-feira entre os candidatos à presidência Dilma Rousseff e Aécio Neves, no SBT. O formato foi o mesmo do anterior: os candidatos é que fizeram perguntas um ao outro. Os dois passaram o tempo todo se acusando, num encontro tedioso, porque nada falaram sobre os próximos quatro anos. Os outros dois debates que virão terão o mesmo formato. Será que vão continuar assim, sem mostrar o que pretendem fazer para melhorar o Brasil?

Leia a análise do debate publicada pelo jornal El País:

O segundo debate entre os presidenciáveis Aécio Neves e Dilma Rousseff, a 10 dias da eleição, foi um dos encontros mais agressivos desta campanha. Diante de um empate técnico nas pesquisas eleitorais, o candidato tucano e a presidenta tomaram grande parte do tempo do encontro apenas trocando farpas e denúncias. Sobrou pouco tempo para detalhar propostas sobre o futuro e os principais desafios brasileiros, como o controle da inflação e o crescimento econômico.

Com uma postura beligerante, Dilma e Aécio começaram a fazer perguntas que pouco acrescentam ao debate nacional. Ambos tentaram colocar dúvidas sobre a idoneidade do rival, citando as contratações de parentes em governo, a corrupção na Petrobras – que agora inclui o nome de um ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que faleceu neste ano – e sobre as falhas no comando da administração pública – Aécio enquanto governador, e Dilma, enquanto presidenta.

A mandatária questionou o que a irmã do tucano, Andrea, fazia no governo de Minas Gerais, quando ele era governador. Aécio rebateu dizendo que sua irmã exercia um trabalho “voluntário” no Estado, função que “normalmente é exercida pela primeira-dama”, e rebateu questionando sobre o irmão de Rousseff, Igor Rousseff, que teria sido nomeado funcionário da prefeitura de Belo Horizonte, em 2003, durante o governo de Fernando Pimentel (PT). “Foi nomeado e nunca trabalhou”, de acordo com Neves. Rousseff se defendeu dizendo que nenhum parente seu foi nomeado para seu próprio governo, o que configura crime.

Se no debate anterior, que aconteceu na terça-feira na TV Bandeirantes, Dilma se saiu melhor, ao surpreender o rival com a segurança para responder questões sobre a corrupção, desta vez foi o tucano quem manteve o controle, mesmo com as provocações da presidenta, que trouxe inclusive um fato de 2011, quando o candidato foi parado pela polícia e se negou a fazer um teste do bafômetro – à época, o tucano disse que não viu por que fazer o exame, já que sua carteira de motorista estava vencida e ele não poderia seguir dirigindo. Aécio disse que lamentava que a presidenta estivesse baixando o nível da conversa. Clique aqui para ler mais.

Veja o momento, após o debate, em que a presidente Dilma se sentiu mal e teve que interromper a entrevista que concedia a uma repórter do SBT:

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