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Depois de perder três filhos, ela tornou-se “coach de luto de mães”

Por Maya Santana

A médica Rosangela Cassiano, de 50 anos, é um exemplo inspirador de superação

A médica Rosangela Cassiano, 50, é um exemplo inspirador de superação

Achei a história da médica Rosângela Cassiano,50 anos, publicada pelo Uol, inspiradora. Decidi postá-la aqui no 50emais num momento em que nos preparamos para despedir de 2015 e queremos nos encher de boas energias, bons fluidos, para iniciar o novo ano no positivo. Rosângela perdeu, em épocas diferentes, três fihos. Superou as perdas se reinventando: “Descobri minha real missão nessa vida e decidi me transformar em coach de luto de mães. Foi a forma que encontrei de ajudar outras mães a encontrar um novo caminho sem a presença física de um filho que morreu, a buscar um novo propósito de vida”, conta ela.

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Quem nunca passou por isso sequer pode imaginar o tamanho da dor de perder um filho. A médica Rosangela Cassiano, de 50 anos, viveu essa situação nem uma, nem duas vezes… mas três.

“A primeira vez que vivenciei a perda de um filho foi em 1985. Estava grávida de 19 semanas e houve um sangramento. Fui para o hospital e meu bebê já não tinha mais frequência cardíaca, estava morto na minha barriga”, conta.

Nove anos depois, Rosangela perdeu Reinaldo, seu filho adotivo, em um acidente de mobilete. Foi avisada por telefone, poucos minutos antes de começar uma palestra em um hotel em São Paulo. “No exato momento em que soube do estado do meu filho, muitas coisas passaram em minha cabeça, muitas cenas…”, lembra-se.

Rosangela conta que seu primeiro sentimento foi de negação, depois solidão, desamparo, raiva e depressão, cada um em seu ciclo.

Foram as filhas Marielle e Michelle que lhe deram o sentido de que ela precisava para seguir em frente. “Era preciso retomar a minha vida sem aquele que também era uma das pessoas mais importantes na minha vida”, diz.

Em 2011, Rosangela enfrentou sua terceira perda. Na véspera do Dia das Mães, seu telefone tocou de madrugada. Marielle havia sofrido um acidente de carro. Faleceu 20 minutos depois de chegar ao hospital. O desespero tomou conta de Rosangela. “De novo, não, meu Deus”, era tudo o que ela pensava.

A dor do luto não deu trégua, mas, com o tempo, Rosangela conseguiu superá-la mais uma vez, com ajuda da filha Michelle e da neta Maria Vitória, de 4 anos (que aparece na foto com ela, acima). Durante todo esse período, questionou-se por que a vida havia lhe tirado três filhos.

“Depois de tudo isso, cheguei à conclusão de que posso ajudar pessoas que também perderam filhos. Descobri minha real missão nessa vida e decidi me transformar em coach de luto de mães. Foi a forma que encontrei de ajudar outras mães a encontrar um novo caminho sem a presença física de um filho que morreu, a buscar um novo propósito de vida, a criar novos caminhos para voltar a encontrar o sentido da vida”, explica.

“A dor da perda de um filho é inexplicável. Mas pode ser transformadora a quem se dá a oportunidade de renascer. Nós não temos a total compreensão de algumas coisas, mas somos capazes de superar, porque a vida é assim. A única certeza que temos é: nascemos, evoluímos ou não e morremos. A morte é para todos”, conclui.

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2 Comentários

Andreia 2 de setembro de 2018 - 00:16

Oi, Rosângela.
Meu nome é Andreia. Também sei o que é essa dor, porém não a senti tres vezes, como você. Parabéns. Você me ajudou a reforçar o propósito que eu entendo que seja meu, também.
Quero ter uma oportunidade de entrar em contato com você. Preciso de orientaçôes para ter um norte de como começar a trabalhar o meu propósito. Pode entrar em contato pelo meu e-mail [email protected]

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Rosangela Cassiano 23 de fevereiro de 2016 - 20:53

Gratidão Maya Santana, em compartilhar minha história de vida.

Parabéns pelo seu profissionalismo.

Rosangela Cassiano

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