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Diane Keaton: da bulimia à paixão por Woody Allen

Por Maya Santana

A atriz, 66 anos, lançou a autobiografia, “Agora e Sempre”

“Sei que esta entrevista só está acontecendo porque um dia eu fui Annie Hall no cinema. Aquele foi o papel mais importante da minha vida, uma chance incrível que Woody Allen me deu, e o fundamento da minha carreira (o filme lhe deu o Oscar em 1977). Mas é o presente que me interessa, e a personagem mais próxima de mim hoje é a de “Alguém tem que ceder” (que fez com Jack Nicholson em 2003), uma mulher madura como eu atualmente”, diz Diane Keaton do outro lado da linha, da Califórnia. Fruir do presente pode até ser uma sábia decisão, mas foi para fazer as pazes com o passado que ela escreveu “Agora e sempre”, autobiografia que a Editora Objetiva lançará na próxima semana.

O livro traz uma comovente mistura de textos extraídos dos 85 diários deixados por sua mãe, Dorothy Keaton Hall, morta em 2008, com outros, da própria atriz. É uma justaposição de visões de vida. Há sintonias e dessintonias e, invariavelmente, uma busca da própria identidade. É este trançado das duas trajetórias que define Diane da primeira à última página.

No livro, ela fala de sua paixão por Woody Allen

— Sou a filha da minha mãe mais do que tudo — resume ela. — Reler seus diários foi uma experiência dolorosa, devastadora mesmo. Repensei toda a nossa relação, enfrentei fantasmas, revivi o passado. Pude constatar o quanto ela e meu pai se dedicaram a mim; e me dar conta do quanto eu sou grata a eles por isso. E também ver a dimensão do meu amor por eles, profundo e verdadeiro. Tive que encarar de frente o meu egoísmo, me arrepender daquilo que os filhos fazem quando estão crescendo, que é escantear os pais para poder seguir com a vida.

Diane sempre soube da existência dos diários e do hábito da mãe de escrever textos e “adorar provérbios, citações, lemas”. Dorothy manteve o costume de pendurar bilhetes pela casa quase até o fim, quando foi vencida pelo mal de Alzheimer. É descrita por Diane como uma “artista em busca de um meio de expressão”. Já Diane, que tinha encontrado um meio de expressão no cinema, descobriu mais um caminho artístico com esta biografia: agora é também escritora. No momento, prepara um livro de ensaios. Leia mais em www.oglobo.com.br

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2 Comentários

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lisa 12 de novembro de 2012 - 22:02

Diane Keaton consegue misturar talento e elegância. Quando a vejo, tenho sempre a impressão de uma pessoa que consegue enfrentar a vida, apesar de todas as suas mazelas, com prazer.

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monica minelli 12 de novembro de 2012 - 01:48

Grande atriz. Bom saber do seu carinho pela mãe. Lição de vida.
bjo

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