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Disfunção erétil afeta 50% dos homens a partir dos 50 anos

Especialista responde 20 perguntas sobre o assunto e garante: "Há tratamento personalizado para cada paciente"

03/10/2025
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Urologista Pedro Saraiva: A disfunção erétil é uma queixa comum em homens com mais de 40 anos e as taxas de prevalência aumentam com a idade. Comorbidades, como doenças cardíacas, diabetes, dislipidemia (níveis anormais de gorduras no sangue), hipertensão e depressão, cuja incidência aumenta a partir dos 50 anos.” Foto: Mariza Tavares

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O que mais chama a atenção nesta entrevista de Mariza Tavares com o cirurgião e urologista Pedro Saraiva é este dado: a disfunção erétil, de acordo com o especialista, afeta cerca de 50% dos homens a partir dos 50 anos.

E quais seriam as razões para tantos homens sofrerem desse mal? “Comorbidades, como doenças cardíacas, diabetes, dislipidemia (níveis anormais de gorduras no sangue), hipertensão e depressão, cuja incidência aumenta a partir dos 50 anos, têm sido descritas como principais fatores de risco para o desenvolvimento de disfunção erétil” – explica o médico.

Além disso, ele acrescenta: “Diversos fatores modificáveis no estilo de vida, incluindo atividade física, tabagismo, consumo de álcool, controle do diabetes e obesidade, têm sido associados à disfunção.”

Um dado positivo apresentado pelo especialistas é que “em fumantes que abandonaram o cigarro, a qualidade erétil melhorou em 25% após um ano.”

Leia a entrevista completa, publicada originalmente no blog Longevidade: Modo de Usar, do jornal O Globo:

Um dos maiores fantasmas masculinos, a disfunção erétil pode ser descrita como uma condição de incapacidade de conseguir uma ereção ou sustentá-la durante o ato sexual. Na prática, se o homem se incomoda com uma rigidez insuficiente do seu pênis, é porque tem um quadro de disfunção erétil – que afeta cerca de 50% deles a partir dos 50 anos.

Para abordar um assunto que interessa a tanta gente e ainda desperta muitas dúvidas, contei com a ajuda inestimável do médico urologista e cirurgião Pedro Saraiva, membro da Sociedade Brasileira de Urologia e da equipe do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro.

Por que a disfunção erétil (DE) é uma condição que atinge 50% dos homens acima dos 50 anos?

A disfunção erétil é uma queixa comum em homens com mais de 40 anos e as taxas de prevalência aumentam com a idade. Comorbidades, como doenças cardíacas, diabetes, dislipidemia (níveis anormais de gorduras no sangue), hipertensão e depressão, cuja incidência aumenta a partir dos 50 anos, têm sido descritas como principais fatores de risco para o desenvolvimento de DE.

Além disso, diversos fatores modificáveis no estilo de vida, incluindo atividade física, tabagismo, consumo de álcool, controle do diabetes e obesidade, têm sido associados à disfunção. Também não devemos esquecer que alguns medicamentos para tratar suas patologias de base podem influenciar negativamente a ereção – é o caso de betabloqueadores e antidepressivos, por exemplo. O médico tem que perguntar que remédios o paciente toma.

Ela pode ocorrer em homens mais jovens? Além das questões físicas, as causas são emocionais?

Os estudos de pesquisa variam, mas especialistas estimam que entre 1% e 14% dos homens com menos de 40 anos sofrem de disfunção erétil. É claro que causas orgânicas podem atingir essa faixa etária, mas as causas psicológicas são as mais comuns. A DE pode ser um sintoma de problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, patologias altamente incidentes hoje em dia entre os jovens. Estresse e dificuldades de relacionamento contribuem para o quadro, que, com frequência, é acompanhado por ejaculação precoce. Quando você começa a ter problemas de ereção, pode se tornar um ciclo vicioso. Mesmo que ocorra apenas uma vez, é capaz de desencadear ansiedade em relação ao desempenho, provocando episódios recorrentes.

Quais são os principais fatores de risco?

Doenças cardíacas, diabetes, dislipidemia, hipertensão e depressão têm sido descritos como os principais fatores de risco. Não podemos esquecer que diversos fatores de estilo de vida, como consumo de álcool, tabagismo, obesidade e falta de atividade física contribuem para a condição. Nada melhor do que colocar números para contextualizar a pergunta. Vamos lá:

  • Cerca de 40% dos pacientes com disfunção erétil são hipertensos.
  • Em fumantes que abandonaram o cigarro, a qualidade erétil melhorou em 25% após um ano.
  • Entre os homens com mais de 50 anos, os portadores de diabetes têm aproximadamente o dobro de probabilidade de ter DE (46%) em comparação com aqueles sem (24%).
  • 42% dos pacientes dislipidêmicos têm DE.
  • A obesidade está associada a um aumento de 50% na DE em comparação com homens de peso normal. Um terço dos obesos com DE que se inscreveram em um programa de perda de peso resolveu seus sintomas em dois anos.
  • Pessoas com depressão têm quase 40% mais probabilidades de apresentar disfunção. Por outro lado, a incidência de depressão em homens com DE é quase três vezes maior em relação aos que não apresentam o transtorno.
  • Uma metanálise de 14 estudos, abrangendo mais de 90 mil homens com disfunção erétil, descobriu que esses pacientes tiveram 44% mais eventos cardiovasculares, 62% mais infartos do miocárdio, 39% mais acidentes vasculares cerebrais e um risco de morte 25% maior em comparação com aqueles sem DE.

Mudanças no estilo de vida podem reverter o quadro num estágio precoce do distúrbio?

Sim, definitivamente. Quando você vai ao cardiologista com algum grau de entupimento das coronárias, qual é a principal orientação que ele lhe dá? Mudar os hábitos de vida! A doença coronária é rigorosamente a mesma que a disfunção erétil: uma doença endotelial, ou seja, uma patologia da parede que reveste internamente as artérias do nosso corpo e que, progressivamente, vai obstruindo o fluxo sanguíneo em determinado órgão.

Leia também:  Envelhecimento: casos de câncer de próstata vão disparar. Como se proteger

Já está definido na literatura que parar de fumar e beber, fazer exercícios regulares, adotar uma alimentação saudável e perder peso fazem com que a “velocidade” com que a DE se manifesta diminua drasticamente.

Quais são os sinais de que está na hora de procurar um especialista?

Simples: quando seu desempenho começa a impactar a qualidade da sua vida sexual. Sempre digo aos meus pacientes: fica impotente quem quer, é uma opção de vida. Temos tratamento disponível e personalizado para cada paciente.

Há um volume consistente de dados sugerindo que a condição antecede um infarto em cerca de cinco anos. Por quê?

A doença cardiovascular é um fator de risco muito significativo para a disfunção erétil. Quase 50% dos homens com doença arterial coronária conhecida, comprovada por cateterismo cardíaco, apresentam DE significativa. O que ocorre é que as artérias coronárias e as artérias cavernosas do pênis são estruturalmente idênticas, mas apresentam uma diferença enorme em termos de calibre – as coronárias são de quatro a cinco vezes mais largas. Como as artérias cavernosas são estreitas, podem desenvolver bloqueios por placas ateroscleróticas mais precocemente, resultando em DE vasculogênica anos antes do aparecimento clínico da doença arterial coronária. É dever do urologista encaminhar um paciente jovem a um cardiologista caso ele apresente alguma queixa de DE.

É verdade que o ciclismo pode provocar disfunção erétil?

Apesar da ideia de que o contato do selim possa, por compressão repetitiva, danificar a vascularização e inervação do processo de ereção, não temos essa reposta respaldada pela literatura médica. Recentemente foi publicada uma revisão sistemática e metanálise na revista de medicina sexual The Journal of Sexual Medicine que não mostra uma correlação positiva entre DE e ciclismo.

Como a saúde do assoalho pélvico pode influir, positiva ou negativamente, num quadro de disfunção erétil?

Não há evidências, na literatura médica, que exercícios específicos para o assoalho pélvico masculino possam atuar evitando e/ou melhorando um quadro de DE. Já em relação às mulheres, a questão é bem diferente.

Quais são os tratamentos mais eficazes? As opções devem ser customizadas de acordo com o paciente?

Todos os medicamentos disponíveis no mercado para o tratamento da DE são eficazes. Cada um, porém, tem suas características e peculiaridades, com indicação específica. Vou dar um exemplo: para um paciente que tenha vida sexual mais ativa no fim de semana, por que não oferecer um com uma meia vida longa e que possa lhe proporcionar um resultado satisfatório durante a sexta, o sábado e domingo? Seria o mais adequado para o que ele precisa.

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E aqueles pacientes que, ao tomar um IPDES – medicamentos que são inibidores da fosfodiesterase, como sildenafila e tadalafila, e que ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo para o pênis, promovendo a ereção – evoluem com cefaleia ou congestão nasal? Vamos insistir com a medicação ou trocar? Acredito que não há uma receita de bolo pronta. Cada um responde de uma maneira. Customizar é a arte do tratamento.

Muitos homens tomam uma dosagem baixa diária do medicamento e a aumentam quando vão ter relações. Isso é eficiente?

Muito. A maioria dos homens, quando inicia o uso dos medicamentos para DE, responde de um modo satisfatório que se mantém por muito tempo. À medida que a doença endotelial vai progredindo, ou quando o paciente deixa de responder à dose usual – o que chamamos de taquifilaxia – é interessante aumentar a dose ou associar medicações, que têm efeito sinérgico.

É possível não conseguir uma ereção mesmo com o uso do medicamento?

Sim. Como sabemos, a disfunção erétil é uma doença endotelial, da parede que reveste internamente as artérias do nosso corpo. Conforme envelhecemos, a depender das comorbidades e do estilo de vida, teremos um fluxo sanguíneo reduzido para nossos corpos cavernosos, por conta do entupimento das artérias penianas – e, a partir de um certo momento, o remédio deixará de funcionar. Neste momento, teremos que subir um patamar nas alternativas de tratamento.

Consumir álcool antes do sexo influencia na falta de ereção?

A explicação de como o álcool prejudica ereção é incerta, mas acredita-se que seja devido à toxicidade alcoólica direta no endotélio corporal, que leva à perda de tecido muscular liso corporal e à neuropatia precoce. Naquele paciente que já tem um handicap (dificuldade) sexual, só vai piorar o desempenho. Não podemos confundir o efeito do álcool em desinibir e relaxar uma pessoa mais introvertida com uma droga potencializadora do desempenho sexual – definitivamente, o álcool não faz isso.

E sobre os jovens que fazem um uso recreativo da medicação: há algum risco nesse tipo de comportamento?

Não há indicação de uso em pessoas sem doenças associadas e que têm uma ereção completamente normal. O risco é baixo para os que apresentam um quadro de saúde normal, mas esses poderão desenvolver uma dependência psicológica do medicamento, como se não pudessem ter uma ereção normal sem ele.

O senhor aconselha que o paciente conte a seu parceiro ou parceira que faz uso da medicação?

Considero a disfunção erétil uma doença crônica, como diabetes e hipertensão, que precisará de medicação para o resto da vida. Portanto, não se deve ter qualquer vergonha em abordar o assunto. O pior é não tratá-la, com consequências negativas para a qualidade de vida.

Depois de uma cirurgia de retirada da próstata, é comum um quadro de disfunção erétil. Que tratamentos podem auxiliar o paciente a recuperar a ereção?

Essa é a principal complicação da retirada da próstata. Alguns fatores pré, per (durante) e pós-operatórios estão relacionados a uma maior ou menor chance de desenvolver disfunção erétil – por exemplo, a preservação dos nervos que mantêm a ereção. A terapia de reabilitação da função sexual se inicia logo após a cirurgia, com doses diárias de IPDES. Caso não se tenha a resposta esperada, evoluímos a prescrição para o uso drogas vasoativas, que são substâncias injetáveis no corpo cavernoso e que induzem a ereção. Por fim, quando as terapias mais conservadoras deixam de funcionar, oferecemos as próteses penianas.

A próstata é um órgão da maior importância nas relações entre homens, por ser capaz de proporcionar um orgasmo intenso. Como os médicos abordam o assunto quando é necessária a retirada do órgão?

Trabalhando expectativas. Se o paciente que tem uma disfunção erétil em curso apresenta comorbidades e já toma medicamentos, a cirurgia pode piorar muito o desempenho sexual no pós-operatório, e talvez o remédio oral não resolva o problema. Em compensação, aquele sem patologias de base, sem comorbidades e que tem um desempenho sexual sem IPDES, tem muito mais chance de retornar ao que era após a cirurgia, até mesmo sem medicação.

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Obviamente, há outras questões técnicas envolvidas no resultado pós-operatório, mas de um modo geral é o que ocorre. O cuidado com o corpo ao longo da vida será um fator crítico para a saúde sexual caso o paciente tenha que retirar a próstata.

De que forma os brinquedos eróticos podem ajudar nos casos de disfunção erétil?

Homens que usam brinquedos eróticos assim o fazem para alterar a forma como o cérebro reage à excitação, como catalisadores do prazer. Definitivamente, eles melhoram o desejo e a libido, mas não a ereção.

Assim como as mulheres, os homens, depois dos 50 anos, lidam com a queda dos níveis de testosterona. Há alguma relação entre a diminuição do hormônio e a disfunção erétil?

Diferentemente das mulheres, que a partir dos 40 ou 45 anos vão entrar inexoravelmente na menopausa, com o homem isso não acontece. Vemos com frequência pacientes com 60 ou 70 anos com níveis altos de testosterona e assintomáticos do ponto de vista hormonal, mas é preciso destacar que ter níveis normais de testosterona não significa que a pessoa não apresente um quadro de disfunção erétil. No entanto, quando a diminuição do hormônio ocorre, o paciente desce alguns degraus no quesito qualidade de vida. O quadro é de cansaço crônico, perda de massa muscular, humor alterado e osteoporose, além da perda da libido. Uma terapia de reposição hormonal pode melhorar em muito a vida do indivíduo.

Como os homens podem se beneficiar com a reposição de testosterona?

Muito. É altamente compensador para o médico tratar os sintomas de hipogonadismo e ver o paciente melhorar a olhos vistos. Queixas prevalentes na andropausa – como aquela em que o paciente relata um cansaço crônico que o leva a não querer fazer nada, inclusive atividades físicas – são revertidas com uma terapia de reposição hormonal. Sem falar na melhora da libido, que acaba atingindo a vida do casal, pois a vontade fica realmente abalada.

Ainda há resistência por parte dos homens ou eles vêm procurando mais os especialistas para tratar os distúrbios que afetam sua vida sexual?

No começo da minha prática médica, há quase 30 anos, existia muita resistência do homem para procurar um urologista, seja para se submeter ao preventivo prostático, seja para abordar queixas na esfera sexual. Medo, constrangimento e preconceito talvez fossem os fatores principais, mas esse quadro mudou completamente. Hoje há informação disponível para todos, campanhas feitas pelas entidades de classe e melhora importante dos métodos diagnósticos, das terapias e dos tratamentos, cada vezes menos invasivos.

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Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.

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