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Do tornozelo para baixo, as mulheres são iguais

Por Maya Santana

Rachelle Bergstein, autora do livro

Rachelle Bergstein, autora do livro

Do tornozelo para baixo, as mulheres são todas iguais. Ou, pelo menos, são  muito parecidas. E isso não tem nada a ver com padrões anatômicos, mas com um  vício comum: os sapatos. A boa notícia é que essa fraqueza tem razões  históricas, conforme explica a escritora americana Rachelle Bergstein, autora de  “Do Tornozelo para Baixo – A História dos Sapatos e Como Eles Definem as  Mulheres” (Ed. Casa da Palavra). Motivada por descobrir o que há por trás da  obsessão feminina pelo acessório, a escritora foi em busca de fatos ocorridos a  partir do início do século XX que ajudem a entender o fenômeno. Com a pesquisa,  conseguiu algo mais: uma justificativa para o que os homens consideram quase uma  falha de caráter.

Muito antes da personagem Carrie Bradshaw, da série “Sex and the City”, cair  de amor por Manolo Blahnik, foram vários os fatores que tornaram os sapatos  objeto de desejo das mulheres. “Para começar, eles são lindos: são como obras de  arte que se pode usar”, afirma a escritora. Do ponto de vista da moda, eles são  capazes de modificar completamente um look. Para a sociedade, os sapatos dão  pistas, ainda que sutilmente, sobre a sexualidade, o poder econômico e o status  social de quem os usa. “Por serem tão expressivos, eles se tornam uma verdadeira  tentação.” Para melhorar (ou piorar), eles são feitos para chamar a atenção para  uma parte do corpo sobre a qual as mulheres não se sentem inseguras.

O livro acaba de ser lançado no Brasil

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Por meio da pesquisa de Rachelle é possível saber que a ideia de sapatos como  “investimento” ou como “moeda social” não é nova: remete aos teatros da Grécia  antiga. Lá, os personagens de maior importância eram os que usavam sapatos de  salto mais alto. “Mas relativamente nova é a incrível variedade de calçados  disponíveis para as mulheres de hoje em dia”, diz a escritora. “Entrar em uma  loja de sapatos do século XXI é um verdadeiro exercício de poder de decisão e de  contenção.”

Essa variedade parece mais surpreendente quando a autora explica que somente  a partir da metade do século XIX os sapateiros artesanais – que dominavam o  mercado de então – passaram a criar formas diferentes para os pés direito e  esquerdo. Na época, ter mais do que um par de calçados era coisa permitida  apenas às mulheres ricas. O acessório era tão raro quanto precioso e passava de  mãe para filha. Foi somente no início do século XX que a indústria passou a  ameaçar a hegemonia dos sapateiros, produzindo peças com rapidez, eficiência e  por um custo mais baixo.  Leia mais em valor.com.br

 

 

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