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Dona Raymunda da Conceição tem 114 anos e ainda quer viver muito

A idade não é limite para a centenária mineira que, com invejável lucidez, recorda momentos felizes da sua longa jornada

16/09/2025
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A mineira, que completou 114 anos de vida em primeiro de agosto, é devota de nossa senhora aparecida. Foto: Gldayston Rodrigues /EM/D.A PRESS

Uma vida que vai se esticando, se esticando… porque ainda há chão para andar. É assim com a centenária mineira Raymunda Luzia da Conceição, que celebrou, no início do mês passado, 114 anos.

Raymunda, perfeitamente lúcida, fazendo planos para o futuro, integra a lista das 37.814 pessoas no Brasil com idade acima dos 100 anos, de acordo com dados oficiais.

Quando nasceu, em 1911, a abolição da escravatura não havia completado 22 anos, o Brasil era ainda um país agrário e a Primeira Guerra Mundial se avizinhava.

Mãe de nove filhos, Raymunda atravessou todas essas décadas, e mudou de século, trabalhando duro, dedicando sua vida à família, até chegar 2023, quando foi homenageada pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, que reconheceu a grandeza dessa mulher.

E agora, o que ela mais deseja? Pergunta o repórter. A reposta vem simples: quer morar num sítio, criar porcos, galinhas e uma cabra.

Leia a reportagem de Gustavo Werneck para o jornal Estado de Minas:

O mundo era outro quando Raymunda Luzia da Conceição nasceu no interior de Minas Gerais, em 1 de agosto de 1911. No cenário de um Brasil eminentemente rural e com alto índice de analfabetismo, episódios que mudaram o curso da história nacional eram recentes: pouco mais de 23 anos da abolição da escravatura (1888) e menos de 22 da Proclamação da República (1889). A jovem capital dos mineiros, por sua vez, ainda não completara 14, embora, na Europa, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) estivesse perto de começar.

Hoje, aos 114 anos, residente no Bairro Guarani, na Região Norte de Belo Horizonte, Vó Raymunda, como muitas a tratam pelos laços de sangue ou puro afeto, sabe que o caminho para a humanidade está na paz: “Com sossego, família, amizade, pessoas unidas”. No sorriso confiante e força nas palavras, traça planos para o futuro: morar num sítio, criar porcos, galinhas e uma cabra. “Quero muito”, diz a centenária ao lado da filha Maria Augusta da Silva, de 89, e da neta Isabel Volúsia de Freitas. A enorme família reúne netos, bisnetos e mais de 10 tataranetos

Na casa no Bairro Guarani, alamandas tingem de amarelo a grade sobre o muro. “As pessoas passam pela rua e sempre pedem muda da planta”, conta Isabel. Ligada na conversa, a avó revela seu gosto pelas flores, com uma aviso: “Mas tem que cuidar, viu?”. O zelo pela vida, pelos familiares e pela natureza são constantes, conforme Maria Augusta e Isabel, na vida da senhora natural de Carangola, na Zona da Mata mineira, que veio morar em BH na década de 1940.

Uma das pessoas mais longevas de Minas, Raymunda Luzia da Conceição integra um seleto de grupo de brasileiros centenários. Segundo o Censo do IBGE, são 37.814 acima dos 100 anos, dos quais 27.244 mulheres e 10.570 homens. Em Minas, há 4.104, dos quais 2.995 mulheres e 1.109 homens, enquanto em BH, 652, sendo 525 mulheres e 127 homens.

MUITAS “PRIMAVERAS” NA PALMA DA MÃO E DO TEMPO

A próxima estação chega no, cheia dia 22 de vida, mas dona Raymunda já se antecipou à temporada das flores, sua velha conhecida, e celebrou, em 1 de agosto, como está na carteira de identidade, 114 “primaveras”, palavra cheia de significados para recomeço de vida. Lúcida, aconselha a juventude: “Na vida, é importante trabalhar, fazer amizades, ser humilde e não ser maldoso…ter bom coração. Obediência também é muito importante.

Sábias palavras. Conversar com a mineira de 114 anos é como abrir um livro de história real, dessas páginas que não passam pelo crivo dos revisores. Apertar sua mão, de toque firme, vem com a delicadeza de um abraço no tempo em estado absoluto, jamais etéreo. Já as palavras carregam a força ancestral, formando frases que parecem ecoar por toda a eternidade. Sem dúvida, Raymunda representa o ser humano que passou seus pedaços, provou do gosto e do amargo, venceu barreiras e mergulhou de cabeça na labuta para sobreviver e buscar melhores dias para os filhos. De onde vem a força? “Do trabalho”, dá a resposta certeira, como se o mundo estivesse na palma da mão.

Leia também: Médico: O poder da longevidade está dentro de cada um de nós

Casada em 1929 com Antônio Augusto da Silva (já falecido), Raymunda chegou a Belo Horizonte na década de 1940, mãe de nove filhos. “O trabalho sempre norteou seus dias. Lá em Carangola, aprendeu a clarear roupa “com folha de mamão, arear (limpar e polir) panelas de ferro, cozinhar com banha de porco e gordura de coco, tirar água de cisterna. “Foi uma vida de sacrifício. O aprendizado fez com que minha mãe nunca parasse. Trabalhou duro, serviço braçal mesmo. Passava na rua carregando vários ternos masculinos no cabide, para entrega, e o pessoal que estava no bonde ficava impressionado. As conquistas vieram do esforço”, diz Maria Augusta.

 SAÚDE EM DIA PARA ALEGRIA DA FAMÍLIA

Em BH, dona Raymunda trabalhou em tinturaria, “perto de um trecho da Rua Pouso Alegre, que era desvio de bonde”, conforme ressalta Maria Augusta, fez reforma de chapéus trabalho em casas como lavadeira e passadeira – “lavando e engomando as roupas no tempo dos ferros de passar, pesando cinco quilos, em brasa. Muitas vezes, para garantir o sustento, trabalhou também em residências no Rio de Janeiro e São Paulo”, acrescenta filha. Analfabeta, a mineira de Carangola sempre soube se deslocar na cidade e de um estado para outro, conhece os números. Votou pela primeira vez quando chegaram às seções eleitorais, em Minas (1996), as urnas eletrônicas, mas no último pleito não compareceu.

A centenária vive sob atenção constante da filha, Maria Augusta da Silva, de 89, e da neta,  Isabel Volúsia de Freitas. Foto: Gladyston Rodrigues

Isabel fala da energia positiva que a avó emana. “Ela atrai as pessoas para perto dela. Fez muitos amigos ao longo de décadas. Então, tem sempre alguém perguntando por ela ou passando para vê-la.” Nos porta-retratos da sala da casa, sobre a cristaleira, e no arquivo do celular da neta, há registro de comemoração de aniversários e de homenagens, como a recebida na Câmara Municipal de BH, há dois anos.

“A saúde da minha avó é boa, passou pela pandemia sem contrair Covid-19. Nunca fez uma cirurgia, teve os nove filhos de parto normal, a mãe dele era parteira”, conta Isabel. Para ela, a longevidade vem da boa genética, contribuindo para isso nunca ter fumado ou bebido ou gostar de noitadas. No prato, aprecia arroz, feijão, angu, couve e quiabo.

SANTA DE DEVOÇÃO E AMIZADE DÃO FORÇA

Num canto da casa do Bairro Guarani, há um oratório com os santos de devoção da centenária, cujo deslocamento pela casa ocorre com o andador, sob atenção o constante da filha e da neta. Tão logo Maria Augusta busca a imagem de Nossa Senhora Aparecida, Raymunda a toma nas mãos com carinho. Esse momento emocionante da fé faz Maria Augusta se lembrar de uma passagem envolvendo uma promessa para término do sequestro de Wellington Camargo, irmão dos cantores Zezé Di Camargo e Luciano.

Em 16 de dezembro de 1998, Wellington Camargo foi sequestrado e passou 96 dias em cativeiro. Comovida com situação, Raymunda começou a tecer uma barra de crochê com a promessa de que só terminaria quando tudo se resolvesse. E assim foi até 21 de março de 1999, dia em que a vítima foi deixada em local de Goiás, entre Goiânia e Guapó. Concluída a barra de crochê, veio uma tarefa para Maria Augusta, que a pregou numa toalha de mesa, de linho.

Leia também: Geriatra fala da importância na longevidade da vacinação contra gripe

Num show  da dupla sertaneja em BH, Raymunda entregou o trabalho nas mãos de Luciano – uma foto guardada pela família registra o encontro. “Hoje, minha mãe já não faz esses trabalhos artesanais, gosta mais de apreciar. Mas já enviou até colchas de retalho para Aparecida (SP), pois é devota da padroeira do Brasil”, diz Maria Augusta, lembrando que o sobrinho-neto, padre Renato de Souza, mora na Itália e sempre que vem ao Brasil vai visitá-la.

Na despedida, a equipe do EM abraça dona Raymunda e lhe deseja muitos anos de vida. Ela responde, com alegria: “Se Deus quiser…quero criar os porquinhos”.

O MUNDO E DONA RAYMUNDA

1911 – Em 1 de agosto, Raymunda Luzia da Conceição nasce em Carangola, na Zona da Mata de Minas Gerais

1911 – Em Belo Horizonte, são criadas as faculdades de Medicina e de Engenharia, mais tarde integradas à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

– Em 1929, Raymunda se casa com Antônio Augusto da Silva. O casal tem nove filhos

– Em 1929, o mundo está em polvorosa, com a “quebra” da Bolsa de Nova York. Veio daí a “Grande Depressão”, com efeitos globais, a exemplo de desemprego e colapso econômico

– Década de 1940 – A família deixa o interior e vem morar na capital mineira

– De 1939 a 1945, ocorre a Segunda Guerra Mundial, opondo as forças aliadas, incluindo o Brasil, e o países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão)

Leia também: Sete chaves simples que levam à longevidade

– Em 1951, nasce o primeiro neto de Raymunda. É a terceira geração, a partir dela, em Belo Horizonte

– Em 1996, com a chegada das urnas eletrônicas a Minas, Raymunda, que é analfabeta, vota pela primeira vez

– Em 1 de agosto de 2011, cercada de familiares, comemora 100 anos

– Em 2023, recebe homenagem na Câmara Municipal de Belo Horizonte

 

 


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Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.

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